sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Lei do silêncio

Morar em um prédio de apartamentos onde as paredes são finíssimas e construidas para desabar sem causar maiores incidentes aos seus moradores ,em caso de terremotos, tem sido uma lição de paciência.
A alguns meses atrás tive que suportar um vizinho(japa) que não suportava ouvir os meus tec-tecs (som do teclado),do computador e nem as risadas de sabado a noite quando eu me reunia com amigos em casa.Ele sempre batia na parede pra me avisar que eu o estava incomodando.Confesso que tive vontade de mandar ele pra aquele lugar...e mandei...
Fui obrigada a mudar meus hábitos noturnos de escrever ao computador e falar com os meus amigos e familiares do Brasil altas horas da noite,porque nem atender ao telefone eu podia.Graças a Deus o cara se foi.
Hoje enfrento um outro probleminha que tem me incomodado a beça,mas acho que tenho que utilizar a minha famosa paciência oriental outra vez...
O meu novo vizinho do apartamento de cima ronca demaisssssssssssssssss!!! E o pior é que isso se repete de manhã e a noite.
Mas quanto serão finas as paredes de papel deste predio????
Agora eu entendo por que o meu vizinho ao lado nos encarou feio(eu e Zeus) ,quando saiamos do apartamento e nos cruzamos com ele.Zeus é de origem italiana e fala muito alto sem nem perceber,fora a sua entonação de voz grave de macho man.Quando Zeus fala,parece que está brigando,ou trovejando...
Ainda bem que Zeus é do norte da Itália porque se ele inventasse de cantar a tarantela altas horas da noite aí sim é que eu teria tido problemas com toda a vizinhança.
Mas o que fazer agora,com um vizinho que ronca alto demais e perturba a tranquilidade e o sossego de alguns moradores do prédio?
Caberia também neste caso a lei do silêncio,tão respeitada aqui no Japão?
E como fazer alguém roncar menos,ou mais baixo?
Que dilema.Só me resta dormir com aqueles tampões de ouvidos,e ao despertar(antes dele),ligar o som ou a tv.
Pôxa!Estou convivendo intimamente com o meu vizinho japa do apartamento de cima e nós ainda nem fomos apresentados. Tá louco viu! É cada uma!
Que saudades da barulheira de São Paulo.E pensar que eu nem conseguia dormir com muito silêncio.Precisava dos sons dos carros,das buzinas ,do vizinho tocando Zezé di Camargo e Luciano altas horas da noite,do papagaio do Seu Zé que era bocudo e só falava palavrão,das brigas do casal da casa ao lado, dos cachorros latindo e uivando a noite,dos pagodes até altas horas, alguns tiros perdidos na calada da noite...Tiros perdidos?Pagode até altas horas???????
Pensando bem...
Nada como ter um vizinho que ronca de manhã e a noite e que nos faz companhia na calada da noite e nos dá bom dia com o seu "suave" rônco matinal.Acho que eu tô até começando a simpatizar com o japa sem nem conhecê-lo e quando eu me cruzar com ele ,vou perguntar a ele se ele dormiu bem esta noite porque ele roncou mais alto e descompassado do que as noites anteriores...:-)

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