segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Nem tudo é tão simples como parece

                    Gisele Bundchen , a nossa über model. Orgulho nacional. 


Há anos que analiso detalhadamente o meu proprio mapa Natal e o de alguns conhecidos , às vezes analiso mapas de personagens famosos e polêmicos da atualidade ou do passado também.

Tal curiosidade me fez analisar vários mapas , obviamente que apenas como uma curiosa porque nunca estudei a astrologia a fundo. Nestas minhas viagens por  mapas alheios pude compreender que nem tudo que parece óbvio é tão obvio assim.

Mapas natais com vários aspectos na casa 2 poderiam ser vistos como o mapa do Rei de Midas, aquele que transformava em ouro tudo aquilo que tocava. Assim como na lenda, um mapa com vários aspectos benéficos financeiros nem sempre é sinal de felicidade . Ter muito nem sempre é ter tudo.

Claro que eu adoraria ter nascido com o mapa do Neymar , ou da Gisele Bundchen , cercada por tudo aquilo que os beneficios materiais nos proporcionam. Mas, será que eu teria estômago para suportar a inveja que a nossa uber model teve que enfrentar no inico de sua carreira?

Em algumas entrevistas Gisele Bundchen chora ao recordar de toda a solidão e do ambiente de inveja e competições que ela teve que enfrentar para chegar aonde chegou.

Nosso craque Neymar também tem um mapa ótimo para as finanças . Mas será que ele tem estômago o suficiente para conviver com tanta gente que se aproxima dele por mero interesse?

E a responsabilidade de ser sempre o melhor, dar o melhor de si?

Apesar do meu Sol ter muitas caracteristicas ligadas a responsabilidade, sou daquelas que tudo na vida tem um limite suportável.

O meu mapa natal não tem nenhum aspecto de grandes façanhas na vida, e posso até dizer que o meu mapa é comum demais , sem grandes acontecimentos, nem trágicos e nem sortudos.

A cada pessoa cabe um papel na vida, seja o porteiro do seu prédio, a copeira do escritório , ou o presidente de uma grande multinacional. Nem um e nem outro é mais feliz ou menos feliz  por sua condição social.
 Aquilo que vale é viver a dança da vida sem invejar a grama do vizinho. Afinal, nem todo mundo tem talento para ser um bom jardineiro.


A solidão de viver no exterior

I


Quando nos decidimos  por tentar a vida em um outro país sempre sonhamos com lugares novos, culturas diversas, caras novas , e um milhão de coisas novas por conhecer. Eh! No começo é bem assim mesmo, tudo é novidade , tudo é fantástico.

Com o passar da fase de empolgação vem a rotina, e aquela paisagem que era tão fantástica passa a ser comum, aquelas caras novas já não são tão desconhecidas . Aos poucos vamos nos habituando com o clima , as pessoas , a paisagem, e até pegamos alguns "trejeitos" da cultura local. Já temos endereço fixo, um cartão de residente , um trabalho , alguns novos conhecidos e um maior dominio da lingua local. Tudo parece estar encaminhando muito bem para a nossa integração ao país. Tudo aquilo que haviamos planejado começa a se concretizar . Deveriamos dar pulos de alegria pela nova conquista em terras estrangeiras. Só que não! Sempre falta algo.

As vezes dá aquela vontade louca de jogar uma conversa fora , contar piadas, ou comentar sobre algum programa  de tv que adorávamos assistir no passado, tipo "Panico na tv" , ou qualquer outro programa de humor mais escrachado . Nestas horas ficamos só na vontade, primeiro porque nem todo mundo gosta deste tipo de programa , e segundo porque nenhum nativo local ( seja qual for o país) não vai saber do que se trata o assunto. Então, nos calamos. Rimos sozinhos , em casa mesmo.

Quando conhecemos alguém novo no trabalho , ou em algum evento , ou até mesmo quando reencontramos um antigo conhecido ( nativo) , dá vontade de apertar a mão, dar dois beijinhos no rosto, ou se ja é alguém conhecido , de dar aquele abraço. Em terras estrangeiras ficamos apenas na vontade. Os habitos locais nem sempre são os mesmos e muitas vezes temos que reprimir a nossa calorosa forma de saludar as pessoas.

Dependendo do país e da cultura onde se vive , até o modo que nos vestimos deve ser repensado. Muitas vezes é uma exigencia do proprio clima do país . Não dá para sair de bermuda e camiseta o ano todo. Aquela pele bronzeada da cor do pecado? Esquece! Seu novo estilo será o branco total por vários meses.

Em alguns países , o povo nem curte muito bronzear a pele no verão , no caso , o povo japonês. Poucas são as pessoas que iriam passar um feriadão esparramados na areia da praia. Daí, você vai sozinho , mas evita bronzear demais a pele. Ninguém vai apreciar mesmo.

Falar muito alto também é um habito nosso que não é muito apreciado em algumas culturas. Reaprendemos a falar em tom baixo . Quer gritar? Vai pra Itália.

Natal e Ano Novo são as piores datas comemorativas para se celebrar estando no exterior. Nem todos os países comemoram o Natal de igual forma, e nem todas as comemorações de virada de ano são tão calorosas e barulhentas como as nossas. Além da falta de calor humano e espontaneidade , vem a parte pior, a falta da familia e dos velhos amigos. 

Pior ainda é nos conscientizarmos  aos poucos que de certa forma perdemos a nossa identidade. Aquilo que levamos na alma são as nossas lembranças , que nem sempre podem ser compartilhadas, e no bolso,  o cartão de residente. 

Por estas e outras , viver no exterior é viver todos os dias na companhia daquela nossa amiga , "a solidão" .
Ela , que nos acompanha a todo instante , provocando aquele sutil sentimento de angústia ,  quase que imperceptível . É como uma dor de barriga momentânea e suportável, mas sempre indesejável .

Viver no exterior é ainda um sonho para muitas pessoas, e sem dúvida alguma é uma experiência muito valida em todos os sentidos , porém, como tudo na vida tem os seus prós e contras, a nossa legítima e fiél companheira , " a solidão" , estará sempre presente em nossas vidas. Estejamos sós ou acompanhados , ela sempre se fará presente em algum momento da nossa curta ou longa jornada por terras estranhas.