quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A arte da boa comunicação



Comunicar-se com eficiência não é dizer tudo o que se pensa, nem é ser aquele cara super extrovertido que fala pelos cotovelos e não dá espaço para o outro. Comunicar-se de forma eficiênte é saber calar enquanto o outro fala, é ouvir, é perguntar , é questionar e principalmente se interessar pela vida do outro.

Habitualmente , quando encontramos alguém que não vimos ha muito tempo, ou quando mandamos mensagens on line , sempre começamos o dialogo com aquela frase coloquial: - Oi, tudo bem com você?

Depois desta frase coloquial é que vem o resto...

O diálogo só é diálogo quando um pergunta e o outro responde, e vice-versa, senão vira monólogo. Existe uma dinâmica em um diálogo eficiente que eu compararia a uma partida de ping-pong. Se você aborda a uma pessoa perguntando a ela se ela está bem, porém , o seu intuito verdadeio é apenas o de iniciar uma conversa falando apenas de você, pode ter a certeza de que o seu interlocutor em algum momento irá arrumar uma desculpa para interromper a conversa.

Interessar-se pelo outro , mesmo que o seu interesse seja apenas uma mera conveniência é um passo muito importante para o desenrolar do diálogo. É como se fosse um gancho, meio forçado , porém necessário.

Observe , quantas vezes você chamou um amigo no whatsapp ou cruzou com ele na rua , e após meia hora de conversa nem sabe se o seu amigo está trabalhando, ou se ele se mudou de residência , ou se ele está com algum problema pessoal. Ou você falou demais e ouviu pouco, ou lhe faltou sensibilidade , ou tudo junto.

Saber ouvir o outro é uma arte, ou técnica, como queiram entender. Se o seu amigo em algum momento comentou que estava muito cansado pelo excesso de trabalho, não atropele o assunto. Não começe a dizer que no final de semana passado foi ao cinema com amigos, ou algo parecido. Talvez o seu amigo esteja querendo se desabafar com alguém, ou esteja estressado e a última coisa que ele quer saber é do seu final de semana passado. Tenha sensibilidade , e se não a tiver ( algumas pessoas não tem) finja ter. Pode ser que o seu amigo esteja querendo ouvir uma palavra de incentivo ou esteja realmente querendo se abrir com você de uma forma menos mecânica e superficial.

Pessoas profundas são chatas? Sim, são chatas, mas pode ter a certeza de que são muito mais verdadeiras do que aquelas que vivem sorrindo e te abordam sempre com assuntos superficiais. Portanto, a chave para a boa comunicação é o seu real interesse pelo outro. Sejam elas superficiais ou não , se o seu interesse ao iniciar um diálogo é falar sobre você e o seu mundinho o tempo todo, escreva um diário, e não desperdice a oportunidade de se aprofundar mais em seus relacionamentos.


Vênus em Capricórnio



Vênus , o planeta que rege os relacionamentos,  mais conhecida como Afrodite , a deusa do amor. Agora imaginem esta deusa afrodisíaca situada no signo de Capricórnio, que tem como seu regente o planeta Saturno, representado por Chronos , o deus do tempo? Deu ruim!

Tudo é mais demorado, mais racionalizado, planejado , pensado e repensado um milhão de vezes. A espontaneidade cai por terra aqui, e os relacionamentos tendem a ser construidos lentamente , em bases seguras. Na prática, este aspecto , associado a outros aspectos do mapa natal , levam ao celibato. Eu que o diga.

Cerca de sete ou nove relacionamentos que não duraram o tempo suficiente para florescer. Em meio as exigências e dificuldades de um relacionamento , a tendencia era sempre a de pesar os prós e os contras da relação e deixar para trás aquilo que aparentemente não funcionava. Ou seja, a fila andava.

Cheguei a pensar que o problema fosse a mentalidade de meus candidatos a um relacionamento sério e a falta de comprometimento por parte deles. Optei então , por relacionar- me com homens de outras culturas. Foi diferente e muito enriquecedor, me identifiquei como nunca. Isto se deve por minha Vênus estar na casa 9 , suponho. Porém, ainda assim as coisas nunca avançavam o tal do estágio , " per sempre".

Analisando várias sinastrias , percebi que no amor sou muito mental, e que os relacionamentos sempre tinham esta caracteristica mais intelectualizada do que o amor em questão. Mera coincidência? Não. Pura tendência nos meus relacionamentos, e a causa , eu atribuo a minha Vênus em Capricórnio.

Existe uma ambiguidade neste posicionamento. Queremos ser protegidos pelo outro de alguma forma, ou proteger o outro. Entendo como um relacionamento de aluno e professor, onde um ensina e o outro aprende. Deve existir esta conexão para que o relacionamento perdure acima de qualquer sentimento mais primitivo. Uma certa dependência mental .

O amor de uma Vênus Capricornio floresce com o tempo e a admiração  de um para o outro. Nunca será uma paixão avassaladora . A montanha nunca irá até Maomé se os caminhos não forem transitáveis e os planos realizáveis e palpáveis.

Ah! Espera aí! Mas montanhas não se movem nem por decreto!

Tá explicada a minha solteirisse Capricorniana?

E está tudo certo assim. Vênus em Capricornio é mental demais para se jogar no abismo das paixões. E se por acaso  se jogar, será apenas por um verão.



quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Comparações



Alguma vez na vida você já foi comparado a alguém? Com certeza você já deve ter sido comparado ao seu irmão , ou irmã , na infância , ou já te fizeram um comentário discreto , porém comparativo com aquele colega de trabalho que é super eficiênte em tudo o que faz.

Comparações . Sei lá de onde adquirimos este habito? Provavelmente da infância , dos programas de tv , e das nossas proprias vivências. Eu mesma vivo fazendo comparações depreciativas do comportamento e da mentalidade japonesa em confronto a nossa cultura latina. Não há como fazer comparações e dizer qual é a melhor cultura. Na pratica as coisas funcionam diferenciadamente, de forma positiva , ou não.

Quando minha filha era ainda pequena e extremamente introvertida , eu a comparava frequentemente com uma prima que era tão introvertida o quanto ,porém, muito ativa. Queria enfatizar que mesmo na introversão as pessoas tem atitudes. Não funcionou muito, e as comparações que eu fazia serviram apenas para inibi-la mais ainda.

Meu ultimo relacionamento mais longo foi imensamente repleto de comparações do inicio ao fim. Eu comparava o meu carater ao do meu parceiro na época, e ele me comparava frequentemente com a sua maē e com a sua ex-esposa. Se fossem aspectos positivos seria bom, mas quase sempre eram depreciativos. Deixar um resto de café na xicara era motivo para altas criticas , pois a sua maē costumava fazer isto com frequência. Responder a um chamado dele do outro lado da casa em voz alta então, era o cúmulo. A sua ex-mulher fazia isto com frequência em voz alta quando estava no piso superior ou na cozinha.

Mas será que nenhuma lembrança de  mulheres em sua vida lhe traziam pontos positivos ? Sim, haviam , de sua ex -namorada . E as comparações continuavam, sempre me depreciando de alguma forma.

Parece que fazer comparações e receber , se tornou algo muito frequente na minha vida. Até no trabalho eu percebo isto. É como se ainda fossemos infantis demais ao ponto de necessitarmos ser comparados com alguém para se obter um parâmetro: - Olha, ele conseguiu uma promoção, e você? - A sua prima vai se casar no proximo ano, e você?  - Meus filhos são todos formados , e os seus?
-Você não está um pouco gorda?Olha a sua irmã como ela é magra!.

Comparações e mais comparações. Isto incomoda e muito, mas quando nós mesmos nos comparamos as outras pessoas querendo ser igual ou melhor do que elas, o instinto depreciativo já está em nós. Receber criticas e comparações é apenas o reflexo da nossa propria postura e sentimento em relação a nós mesmos. Dura realidade ter que admitir isto, não é mesmo?

A base para a nossa transformação interior está em admitir que este incomodo existe . É real. O primeiro passo é admitir, o segundo consiste em subir lentamente os degraus da nossa casa e reorganizar cada ambiente. Pode levar tempo , muito tempo, porém o primeiro e fundamental passo foi dado: A aceitação de que algo está errado  e precisa ser modificado.



Namastê.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Perdendo as origens



Parecia um pedaçinho do Brasil em um espaço de mais ou menos 30 metros quadrados , no meio da cidade. Todos falavam português, alguns até tinham aparência de brasileiros com aquela mescla de raças que nunca se sabe a origem. Uma loura ( nota-se tingida) de vestido curto , rasteirinha nos pés , e uma enorme bolsa da Michael Kours , figura tipica em algumas cidades de São Paulo estava sentada ao meu lado. Horas e mais horas de espera para sermos atendidos. Uma lentidão que me parecia anormal.

Onde eu estava? No Brasil? Nãoooooo!

Eu estava no consulado geral do Brasil em Hamamatsu, no Japão. O mais engraçado é que aquele ritmo e aquele ambiente me incomodou um pouco. Era como se não fosse permitido ser brasileiro naquele metro quadrado. Afinal, estamos no Japão e as coisas aqui são bem diferentes. Confesso que me incomodei até com as meninas de shorts curtinhos e corpo tatuado . No Brasil seria normal ir  a uma  repartição publica vestidindo um shortinho curto ( apesar de eu nunca ter visto em São Paulo) , mas aqui no Japão seria um pouco ofensivo entrar em uma repartição publica trajando um shortinho curto e mostrando enormes tatuagens no corpo. Sei lá! Posso estar sendo careta, mas sou daquelas que acredita que cada situação pede uma postura diferenciada.

Quando eu estive na Europa, eu procurava me vestir e me comportar em publico como a todo mundo, no Japão ocorre o mesmo. Existem algumas ( as vezes muitas) diferenças que eu acredito que devem ser assimiladas por quem vive no exterior, inserido dentro de uma nova cultura. Seria como ir viver no Qatar e insistir em andar de shortinho e blusinha de alça no meio da cidade, ou ir a praia de fio dental. No minimo seriamos advertidos .

Cada país tem a sua cultura e de certa forma devemos nos moldar a ela. Quem realmente estå integrado na cultura local tende a absorver com mais facilidade as diferenças e compreende-las, o que não ocorre com quem vive apenas em comunidades de estrangeiros. Observo muito disto em grupos de chineses pelo mundo que não se misturam com ninguém e vivem andando em grupos.

Por um lado acredito que integrar-se a cultura local, aprender a lingua e os bons costumes locais facilitam em 50% a nossa vida em terras estrangeiras , mas como tudo na vida tem lá os seus prós  e seus contras, ao mesmo tempo perdemos um pouco de nós mesmos. Somos um pouco camaleônicos em cada processo de integração.

Deixei de ser brasileira ha muito tempo. A unica referencia que não quero perder é o orgulho de ser paulistana, e esta parece que está enraizada em mim.

Que Deus conserve a minha referência nerd paulistana porque o resto eu já as perdi.


sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Gratidão

                             

                                              Meu cantinho de paz

Céu nublado, ventos fortes e previsão de chuva forte até o anoitecer. No meu unico dia de folga tinha que chover! Não vou conseguir fazer absolutamente nada durante o dia. Assim eu estava pensando ( reclamando) até ontem, junto com uma colega de trabalho japonesa que também reclama muito. Não sei se ela me influencia  ou se eu a influencio com as minhas lamentações.

Hoje ao acordar , logo de manhã fui ao supermercado para fugir da chuva que virá logo ao entardecer . Também lavei todas as minhas roupas ontem a noite , passei as que estavam amarrotadas no armário , e faxinei o apartamento. Ainda no supermercado encontrei uma amiga indonesiana que já não via há tempos. Combinamos até de viajar juntas para a Indonésia quando ela fosse visitar a sua familia.

Enfim, deu tempo de fazer tudo em apenas um dia de folga , reencontrar amigos e ainda tirar um cochilo à tarde na tranquilidade do meu apartamento , que aliás , é gratis. . Dá pra ficar reclamando da vida? Não dá, né!

No finalzinho da tarde , já com o apê limpissimo e organizado bateu aquela sensação de "bem estar" e paz que eu tanto valorizo.

Não importa aonde se esteja, no Brasil, no Japão, ou em outro país qualquer, acompanhado ou sozinho. O importante é estar em paz, onde quer que se esteja, mesmo com uma rotina louca de trabalho em turnos e apenas um dia para descansar.

Gratidão. É com este sentimento que vou dormir hoje para encarar mais um dia de trabalho.

Namastê!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

A busca



O titulo do meu humilde e intimo blog foi escolhido ao acaso, ou seja, não pensei muito , o titulo simplesmemte veio a minha mente. Depois me arrependi e quis muda-lo para Butterfly, mas não consegui altera-lo, o blogger travava a cada tentativa.

Em consulta em alguns dos vários sites profissionais de astrologia ( na lingua espanhola) , vi em meu mapa natal um aspecto que se traduzia como "A Busca". Sim, estava escrito exatamente desta forma, como o titulo do meu blog que escolhi ao acaso.

Na realidade , na minha compreensão sobre os fatos que ocorrem em nossas vidas, nada é ao acaso, tudo está ligado ao todo, criando uma rede invisível que mais cedo ou mais tarde se conectarão de alguma forma, trazendo-nos a compreensão de que tudo está ligado ao "Todo".

Outro detalhe interessante que encontrei em meu mapa natal , em uma das versões de interpretações de aspectos astrológicos ,  foram os conselhos para manter um diário pessoal que seria muito benéfico para o meu autoconhecimento. Coincidência? Acaso? Não, não creio mais no acaso, definitivamente.

Algumas pessoas, ou melhor dizer, a grande maioria das pessoas estão tão preocupadas e envolvidas com seus projetos de vida, filhos em idade escolar, estudos, amores, e tantas outras atividades que simplesmente perdem a sensibilidade natural do ser humano da percepção do todo. Em meio a um transito louco como o de São Paulo, nem todo mundo tem o habito de olhar para o céu e contemplar as estrelas. Tem até gente que nem sabe , e não percebe qual é a estação do ano. Quem dirá perceber o outro que caminha ao nosso lado, ou a percepção de sí mesmo como um ser espiritual.

Sem exageros, nem fanatismo por assuntos do gênero, aquilo que busco é conectado com o todo ( o Universo) , ou seja, um estado de harmonia com o mundo externo sem ter que me violentar internamente para tal.

Tá dificil! A nossa essência não muda , e a nossa maior missão na vida é a de aprender a lidar com os nossos inimigos  internos.  Talvez até , perdoa-los.


Namastê!

domingo, 1 de outubro de 2017

Beleza é fundamental?

            Na boa! Vamos ser realistas. Você é feio!

Já dizia , Vinicius de Moraes: - "que me perdoem as feias, mas beleza é fundamemtal".

Não é preciso ser uma Gisele Bundchen da vida e estar dentro dos padrões de beleza mundiais para ser considerada uma pessoa bonita. Um sorriso , um olhar mais doce, um cabelo estiloso, bom gosto ao se vestir, ou aquela famosa beleza interior que aflora em algumas pessoas que estão sempre de bem com a vida. Tudo isto compoē aquilo que eu conheço por beleza. Portanto, não estou aqui querendo afirmar que uma pessoa só é bonita quando tem traços simétricos no rosto, olhos azuis , pele alva e cabelos louros. Uma pessoa pode não ter nenhum destes atributos e ainda ser bonita aos olhos dos outros. Ou , ao menos não causar desagrado. 

São poucas as pessoas que eu conheço , e conheci na vida que considero feias. Algumas estão apenas um pouco desleixadas com a propria imagem, ou não são muito vaidosas e não se importam muito em causar uma boa impressão.

Entre os meus contatos no facebook tenho um francês, de ascendencia afro. Diz ele ser tio daquele tenista famoso francês que no momento não lembro o nome, mas que é tão feio quanto famoso.  Já conheci pessoas de ascendencia afro que eram bem atrativas , mas a familia desse francês parece ter o mal genético da feiura.

Nunca nenhum contato virtual ou pessoas do meu meio me causaram tanto desagrado visual. Se ao menos o tipo fosse mais sorridente , mas nem isto se salva. Nem sei se ele tem dentes. Nunca o vi sorrindo em nenhuma de suas fotos.

Então eu me pergunto: - Estarei eu sendo exigente demais no meu conceito de beleza? Ou será que o tipo é realmente possuidor de traços fisicos assimetricos que causem desagrado nas pessoas instintivamente?

Sei la! Só sei que a cada vez que ele posta uma nova foto em seu facebook me causa uma sensação muito ruim que eu particularmemte não gosto de sentir. Um incomodo com a sua feiura.

Será que vou para o inferno por me sentir mal com a feiura alheia?



Crises existenciais



Se tem uma pessoa que já nasceu com a tal da crise existencial, esta pessoa sou eu. Desde pequena sempre me fazia perguntas que ninguém conseguia responder, ou satisfazer a minha necessidade de compreensão sobre a vida . Por várias vezes me perguntava e tambem perguntava a outras pessoas se o destino realmente existia . Também não entendia e não aceitava o fato de que algumas pessoas fossem  mais afortunadas na vida e outras não.

Existe realmente um mapa escrito para nós , no momento de nosso nascimento? Seria a vida tão fatal ao ponto de nos induzir a seguir por um caminho já pre-determinado? E o nosso livre arbítrio, de que serve, então?

Busquei em algumas filosofias orientais as respostas  e as ferramentas para desenvolver em mim a força e a crença necessária para usufruir-me ao máximo do meu livre arbítrio e mudar definitivamente o meu destino. Só que não!

Nem tudo funcionou como eu esperava. Filosofia de vida é uma questão de crença e postura na vida , não é algo que se adquire lendo livros e colocando em pratica aquilo que nos foi ensinado. É pura consciência de nossos atos , pensamentos e postura em relação a nós mesmos e aos outros.

Através da astrologia pude compreender que o destino existe  . O nosso maior destino imutável é o fim de nossa jornada nesta vida. Não há como escapar dela.  A nossa vida é apenas uma longa viagem  sem volta e com um destino certo. Aproveitar esta viagem e provar todos os sabores ( as vezes amargos) , visualizar todas as paisagens ( nem sempre dislumbrantes) , e crescer com tudo aquilo que vivenciamos ( de bom ou de ruim) é o verdadeiro curso da vida .

Aquilo que passou já não tem mais volta, aquilo que ainda está por vir promete novos desafios e auto-confiança. Não existe nenhuma fase na vida que possamos repousar e tirar férias das demandas da vida, sejam elas no plano pessoal, profissional, ou espiritual. Este é o nosso livre-arbítrio. Seguir com a mesma coragem, a mesma curiosidade e o mesmo espirito inventivo em todas as fases das nossas vidas. 





segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Amigos verdadeiros , joias preciosas



Posso contar nos dedos de uma mão os amigos que considero verdadeiros. Quando eu digo amigos verdadeiros , são aqueles amigos que te conhecem muito bem, sabem de suas qualidades e defeitos, e apesar de nem sempre concordarem com você em muitos pontos , sabem fazer criticas sinceras e construtivas sem te ofender.

Amigo verdadeiro não é aquele que se cala, que te suporta, e que tenta se adaptar a você em nome da relação. Amigo verdadeiro é aquele que mesmo discordando de você te respeita . O amigo verdadeiro jamais será submisso à você.

O amigo verdadeiro não te salva, mesmo porque ele não é seu heroi, é apenas um amigo. Nem é aquela pessoa que te empresta dinheiro sempre que você está no sufoco, mas se um dia ele te emprestar, não colocará em cheque a amizade se você não conseguir honrar o compromisso.  O amigo verdadeiro  só empresta aquilo que não lhe fará falta.

Amigos verdadeiros não se relacionam por afinidades, muito pelo contrário, são muito diferentes de nós. São complementares .

O amigo verdadeiro por te conhecer muito bem saberá quando você não está bem, vai sempre querer saber de você . Ele sabe te ouvir, sabe opinar sobre cada situação, e sabe te dar conselhos, um puxão de orelha.  Conselhos de amigos verdadeiros são impagáveis.

O amigo verdadeiro chora junto com você, ri junto , discute, questiona , até faz planos com você. Ele não é um altruísta , ele é leal.

O amigo verdadeiro terá por você um afeto de irmão, uma certa dependencia emocional saudável. O amigo verdadeiro não irá te procurar porque se sente sozinho e entediado. Ele te procurará porque se sente , sozinho, entendiado e com saudades do teu abraço.

Amizades verdadeiras são como joias raras, dificeis de serem encontradas, e quando as encontramos é para sempre. Nem a distância, nem o destino , nem a ausência fisica irá romper este laço ( nunca um nó) invisível.

Texto dedicado as minhas amigas do coração, que são pouquissimas, porém valiosissimas!


Namastê!


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Finalmente Júpiter



Para nós Capricornianos é normal  que o nosso regente Saturno  faça aspectos com outros planetas com uma certa frequência, trazendo muita seriedade , muitos desafios e outras "chaturnices". Eu vivo com aspectos em quadratura ou retrógrados no meu mapa. Que chatice!

Para a minha surpresa , neste periodo estou com uma chuva de aspectos em Jupiter , o benéfico, aquele que traz expansão as nossas vidas, inclusive no fisico. Portanto, atentos para a gulodice!

Tenho notado que os aspecros favoráveis no periodo concentram-se mais na àrea profissional, tipo Urano em Sextil ao meio do céu e Jupiter sextil ao meio do céu. Sem duvida alguma , é um periodo que me sinto muito capaz no meu trabalho. Tipo, eu posso tudo.

Os relacionamentos com os colegas de trabalho tambèm andam bem harmoniosos. E pensar  que ha um mês atras eu estava desanimada e estressada por ter que conviver com um colega irritante. Às vezes nem tinha vontade de ir trabalhar . A energia do cara era muito ruim!

Transferida de setor, aos poucos fui me harmonizando com os novos colegas e o novo ritmo de trabalho. Bem mais atarefado e cansativo, mas eu gosto de me manter 100% ocupada quando estou trabalhando.

Os aspectos que se apresentam no periodo não foram criados nos céus ao acaso, a minha conduta e as minhas orações contribuiram muito . Ou seja, estar conectado com o lado harmônico da vida faz com que  tudo se mova na mesma direção, até as estrelas. Obviamente que existem algums aspectos karmicos que não podem ser evitados, mas até neste caso , é preciso estar harmonizado com o universo  para vivenciar  o nosso karma da melhor forma possível.

Não estão acontecendo coisas incríveis na minha vida, houveram periodos bem melhores no passado, mas a sensação de que tudo está funcionando me traz uma certa paz e tranquilidade.

Namastê!

Vida no Japão


                                                  My bicycle in the beach 


Quando eu vivia em São Paulo eu não suportava ter que acordar as 5:00 da manhã , pegar ônibus , descer no Largo do Paissandu ( centrão de São Paulo) pra pegar o onibus fretado da Yamaha rumo a Guarulhos, as 7:00 hs da manhã. Algumas vezes cheguei a perder o fretado por questão de minutos. Era um sufoco chegar até o meu trabalho todos os dias. Nem quero lembrar de como era pra  retornar pra casa no final da tarde. Às vezes ficava presa no transito da Avenida 9 de Julho e só chegava em casa as 21:00 ou 22:00 hs.

O trânsito de São Paulo simplesmente me enlouquecia. Não via a hora de poder me mudar mais para o centro da cidade onde haviam estações de metrô, ou me mudar pra uma cidadezinha do interior onde tudo fosse perto. Tudo para fugir do trânsito de São Paulo.

Como eu não conseguia me mudar de casa e nem de cidade, decidi comečar a trabalhar em Shopping centers . Tudo para evitar o transito de São Paulo que me enlouquecia . Entrava as 10:00 hs da manhã , ou as 13:00 hs da tarde, assim evitada ficar horas parada no trânsito. Perfeito! Só que não!

Trabalhar em shopping center era maravilhoso. Adorava aquele ambiente , pessoas bonitas e ambiente climatizado 24 hs . O unico inconveniente de trabalhar no comércio é que nunca tinha os finais de semana livre. Enquanto meus amigos saiam pra uma happy hour à noite, eu estava ainda trabalhando, ou quando a familia se reunia no Revellon , eu estava fechando o caixa e fazendo o balanço da semana. Passeis muitos revellons sozinha, no meio do transito de São Paulo, geralmente no contra-fluxo.

A minha rotina aqui no Japão é terrivel: todos os dias a mesma coisa. E pior, trabalhando em três turnos semanais. Há dias que não sei quando é dia e quando é noite. Perco totalmente a noção dos dias da semana. Na verdade nem faz muita diferença saber . Minhas folgas não tem dias fixos, e por consequência disto, acabo sendo esquecida pelos amigos. As vezes eu mesma os evito pela falta de tempo livre para repousar . Dois dias de folga na semana é algo raro, portanto, aproveito ao maximo  pra repor as energias e resolver alguns assuntos pessoais.

Apesar da rotina do Japão me enlouquecer tambèm. Existe uma diferença entre enlouquecer no transito de São Paulo e enlouquecer com a rotina das cidades pequenas do Japão.  Aqui não existe stress no trānsito. Aliàs, nem existe transito pra mim hà anos, eu ando de bicicleta por todos os lugares. Fačo absolutamente tudo de bicicleta . Vou ao mercado, a praia, a prefeitura, e ao trabalho de bicicleta. Volto todos os dias para almoçar em casa, são apenas 5 minutos que gasto do trajeto da minha casa ao me trabalho.

Stress no trânsito? Nem sei mais o que é isto!

Acredito que 50% da minha neura adquirida em anos de transito engarrafado na cidade de São Paulo foram literalmente eliminados . Amo o silêncio das cidades japonesas. Aqui não se ouve uma buzina.

E andar de bicicleta durante a madrugada  sozinho? Seria algo inimaginável em São Paulo. Aliás, vocè até pode se arriscar , mas todo mundo sabe o risco que corre ao sair por ruas escuras . Aqui no Japão o maximo que pode acontecer é cruzar com um obaquê ( assombração) ou com algum velhinho  passeando com o cachorro as 4:00 hs da manhã.

As vezes esta vida bucólica e rotineira do Japão realmente me cansa, mas quando eu me lembro das longas horas no transito de São Paulo, dou graças a Deus , por poder viver assim bucólicamente.



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Idolos , gente como a gente

                            

Meus idolos já faleceram. É nestas horas que me conscientizo que a vida é apenas uma longa viagem. 
                          

Nesta semana tive alguns insigths da adolescência ao começar a assistir alguns videos da minha banda de rock preferida , o Queen. Fiz parte do fã club desta banda nos anos 80 e cheguei a assistir um show ao vivo da banda no estádio do Morumbi. Ingresso que ganhei em um sorteio de uma rádio. Na época  eu era muito menina e não tinha condições de pagar uma apresentação como esta. Também não me lembro como os meus pais me permitiram ir assistir a um show de rock no estádio do Morumbi, sendo que o retorno era quase de madrugada, e eu era ainda menor de idade. Também não me recordo como foi que eu paguei a minha passagem de ônibus. Só me recordo que ao final do show , eu e uma amiga ( também menor de idade) voltamos a pé por um longo trecho da Avenida Francisco Morato.

Insigths da adolescência à parte, fui viajando nos tantos videos que encontrei sobre a banda e a vida do meu idolo : Freddie Mercury. Me recordo na época, que quando começaram rumores de que ele era gay , me decepcionei um pouco . Ídolos são perfeitos , idolatrados , e pensar que ele era apenas mais um ser humano cheio de conflitos , complexos , vicios e desejos carnais me frustrou na minha concepção de idolo.

Obviamente que na época eu era muito inexperiente para compreender que os nossos ídolos são feitos de carne , osso e sentimentos. Hoje, continuo admirando o meu idolo da adolescência pelo legado que ele nos deixou. Suas musicas, sua performance , sua personalidade, e um modo extravagante de lidar com a sua necessidade de se sentir preenchido .

Outro idolo , não menos famoso , era Elvis Presley. Assistia a todos os seus filmes na "sessão da tarde" . Ele era lindo e perfeito . Só que não.  Capricorniano , sulista ( diga-se machista) , Elvis era o Capricorniano perfeito com todas as suas imperfeições. O que muita gente não sabe ainda , mesmo depois de tantos anos da sua morte, é que Elvis era muito devoto a Deus. Também era aficionado por leitura , incluindo alguns livros sobre numerologia. Em uma de suas leituras , Elvis descobriu que o seu destino era o numero 8 . De certa forma , ele ja sabia que a sua vida seria um grande sucesso e que possivelmente morreria ainda jovem, aos 42 anos.  Talvez , por este saber  , ele louvasse tanto a Deus em seus ultimos shows. Quem não se lembra de Elvis cantando "  Gloria ,Gloria, Aleluia"?

Meus idolos da adolescencia eram meros mortais, dotados de dons que os diferenciavam da grande maioria , mas nunca deixaram de ser gente como a gente.  A admiração maior que podemos ter por nossos ídolos , é compreender a perfeição de suas proprias imperfeições , assim sendo: humanos.


Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êxodo 20. 4-5)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A ignorância do primeiro mundo



Se tem uma coisa que me irrita muito em viagens é ser confundida com uma Tailandesa , filipina ou outra raça asiática qualquer, menos japonesa. As minhas origens são japonesas , mas a minha nacionalidade é brasileira, portanto, sou uma nipo-brasileira. Será tão dificil entender?

Aqui no Japão o povo me considera estrangeira, mas quando sabem que o meu pai era um japonês legítimo , parece que me respeitam mais. Isto também cansa a minha beleza.

Mas quer me irritar de verdade?

Algumas pessoas do dito primeiro mundo não entendem que o Brasil ē um país totalmente miscigenado e multi-cultural. Existem negros descendentes de africanos, asiáticos descendentes de japoneses, coreanos e chineses, assim como muitos descendentes de europeus . A única origem pura de brasileiros são os índios, assim como em toda a América do Sul. Dificil entender ?

Quando me perguntam onde eu aprendi a falar tão bem o português, me dá uma crise de nervos. E quando me perguntam por quantos anos eu vivi no Brasil?Frequentemente os mais ignorantes são o povo  do Tio Sam .  Já me chamaram de Amazonian- Japanese. Como se fosse um gracioso elogio. . What the fuck?

Para mim é pura ignorância injustificável, afinal, hoje em dia existe o "Google " . Pesquisa no "Google" antes de falar com alguém de uma cultura que desconheça. Não faça o papel de ignorante cultural e geográfico.

E quando eu digo que falo quatro linguas ? Todas em nivel intermediårio, menos o português que é minha lingua madre. Não sei qual é a motivação que impulsiona  as pessoas a tentarem se comunicar comigo em espanhol ou japonês. Já que vai usar o google translator, comunique-se em português.

O meu inglês é nivel básico, e deixo bem claro. Mas alguns cidadões do primeiro mundo insistem em falar comigo apenas em inglês. Como se fosse minha obrigação falar mais uma lingua, além das outras quatro. Posto que, eles dominam apenas uma língua.

Povo do primeiro mundo. Acordem!!! Please! O mundo não se resume ao quintal da nossa casa.


Inteligência emocional



"...capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos." (Goleman, 1998)

Há alguns ( muitos) anos atrás , tive acesso ao livro de Danyel Goleman, "A inteligência emocional", na época era um dos best sellers da psicologia. Começei a ler o livro e parei na metade, depois o emprestei a um amigo que reclamava demais das pessoas , e das circunstancias da vida.  Ele não leu , e nem  me devolveu o livro. Aliás, nunca empreste um livro a um amigo , se você ainda não terminou de le-lo. 

Como eu não terminei de ler o livro, fiquei apenas com o resumo da tese de Goleman na minha cabeça,  e aquela impressão de que pouquissimas pessoas no mundo teriam esta capacidade de entender e gerir os proprios sentimentos . Quem dirá enxergar o outro?

Eu defendo a minha própria tese. Pessoas que não se auto conhecem não são capazes de   entender o outro e as suas reações. Entender não é aceitar. 

À partir do momento em que começamos a compreender a raiz de nossas próprias emoções fica mais fácil visualizar e compreender uma situação emocional que direta ou indiretamente envolvam outras pessoas. 

Começei a ver as pessoas não somente como um corpo fisico e sim como a uma fonte de vibrações emocionais. 

Imagine aquele seu amigo que está muito acima do peso ,  e desorganizado , que sempre ameaça começar uma dieta , mas que nunca consegue começar absolutamente nada. Quem dirá terminar. Ou aquele seu amigo afro-descendente que insiste em conquistar e seduzir todas as mulheres de cor clara e estranhamente não possui nenhum interesse por mulheres afro-descendentes. Pior ainda , ofende-se , se você não aceitar as suas investidas e ainda te chama de racista. E os homens maduros e divorciados? Estes são cheios de traumas e carentes. Projetam nos outros um ideal de exigência afetiva que não conquistaram em relacionamentos anteriores. Estas situações cabem tanto para homens como para as mulheres. 

Entender a complexidade humana e ter a capacidade de enxergar o "invisível" nos torna gradativamente mais seletivos , silenciosos ( no sentido de não julgar) , e de certa forma impotentes. Não há como dizer ao outro: - Olha, você está com uma contuda errada!

Cada pessoa tem o seu tempo de compreender as próprias emoções , e isto , às vezes , leva uma vida inteira. 

Para aqueles que possuem a capacidade de perceber as vibrações alheias e as suas raízes, resta apenas observar , e permitir que sigam o seu caminho. 


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Nada é perfeito


Venho analisando há anos , todos os mapas de sinastria de prováveis relacionamentos futuros, e devo admitir que demorei a entender que relacionamentos perfeitos não existem.

A minha busca pela perfeição humana é simplesmente utópica, tendo em mente que todo ser humano é imperfeito e sujeito a cometer erros. Inclusive eu mesma.

À partir do estudo de várias sinastrias percebi que existem vários pontos no meu proprio caráter que me impedem  de viver  relacionamentos mais construtivos e afetivos. Uma delas é a mania de intelectualizar os sentimentos. Coisa de Capricorniano, ne!

Seria muito comodo  viver relacionamentos que não nos causem nenhum tipo de desafio, onde o outro nos aceita como somos , mas nem todos os relacionamentos começam desta forma
empática. E pior, nem sempre podemos estar sob contrôle total quando o assunto é relacionamento.

Existe  um tempo certo  para amadurecer a relação e sobreviver a todos os desafios . Também não existem relacionamentos que começem com a garantia de que serà para sempre. Nada na vida é para sempre, nem nós mesmos.

Se tivéssemos um entendimento real  de que tudo na vida tem um começo, um meio e um fim , talvez nos dedicassemos muito mais a viver o hoje , sem criar grandes expectativas para o amanhã.

Viver aquilo que a vida nos oferece é sem dúvida alguma melhor do que não viver absolutamente nada. Contanto que, sejam relacionamentos sanos ,of course.