sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Um ano novo melhor

       

                                                       Obrigada, 2017 ! 

Todo final de ano é a mesma coisa, todo mundo desejando um ano melhor. Mas, será que o ano velho não merece ao menos um "obrigado"?

Para mim, todo ano é igual, apenas os ciclos são diferentes. Existem ciclos mais produtivos, outros menos , e assim a vida vai seguindo.

Se eu fizer uma retrospectiva do meu ano de 2017 , posso afirmar  que foi um ano muito bom. Não fiquei doente, pude saldar minhas dividas, pude rever a minha familia e troquei de emprego e cidade apenas uma vez. Houveram periodos dificeis onde tive que trabalhar muito , acima das minhas capacidades fisicas, o apartamento que eu residia era frio, velho e tinha até ratos. Estar em casa era terrivel, sair para trabalhar era duas vezes pior. Apesar de todos estes inconvenientes , foi com o salário deste "terrivel" emprego que pude retornar ao Brasil , descansar 20 dias , rever a familia e pagar uma fortuna no meu tratamento dentário. Que aliás, pago com toda a satisfação, pois o meu dentista é eficiente demais.

Se eu optasse por ter uma mentalidade pessimista ( caracteristico de Capricornianos) , eu poderia estar reclamando e me lamentando de ter ficado sem nenhuma reserva e de ter sofrido tanto por excesso de trabalho, sem perceber que tudo que planejei deu certo, apesar dos pesares.

Gratidão é a palavra que devemos sempre ter em mente para não esquecer que a vida nunca será feita apenas de bons momentos. Os nossos pensamentos tem poder , assim como as palavras que proferimos. Bateu aquele baixo-astral, aquela mania de se lamentar da vida? Corte imediatamente esta vibração com alguma lembrança feliz, ou vá simplesmente ouvir uma musica animada.

Se pensar em um novo ano lhe traz esperança , então deixe de "desejar" um ano melhor e mova-se. Todo ano pode ser bom quando aprendemos a ter gratidão pela vida, pela saúde , pelo teto que temos, pela comida que comemos e pelo ar que respiramos. O resto é consequência do nosso  estado de espirito e de nossas atitudes.

Gratidão à 2017 ! Namastê!


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Diga-me com quem tu andas...



"Diga-me com quem tú andas , e te direi quem tú és". Será que este ditado tem realmente um fundo de verdade em nossas vidas?

Eu mudaria esta frase para : - "Diga-me com quem tú andas , e te direi como não se influenciar".

Ahhh, as minhas amigas!

Tenho muita consideração por algumas pessoas que eu conheci durante todo este periodo de Japão e que são pessoas fundamentais para a minha vida aqui em terras longinguas. Porém( sempre tem um porém), de afinidades "zero". Se quero viajar, normalmente viajo sozinha porque nenhuma de minhas amigas sabe se programar para tal, ou não tem nenhum interesse em conhecer novas culturas. Se quero começar a praticar uma atividade fisica nenhuma delas tem aquele gás ou energia para começar, são na maioria fumantes e sedentårias. Se quero ir á praia no verão pelo menos para caminhar , normalmente vou sozinha, porque ninguém quer se sujar de areia , se cansar ou se bronzear . Algumas tem vergonha de usar biquinis ou maiôs, ou seja, complexo do proprio corpo.

Umas são medrosas , possuem medos incompreensíveis para mim, outras são terríveis no trato social, mas uma coisa as iguala: a autoestima baixissima. Vaidade zero e medo de viver situações novas que expandam suas vidas e mentalidade.

Assim vou convivendo com as minhas queridas amigas, me identificando em alguns momentos ( temos a mesma idade em geral) , mas me apartando desesperadamente de seus vícios , hábitos e estilo de vida.

Às vezes sinto falta de amigos (as) que tragam um pouco de estimulo a minha vida, que seja com idéias novas, ou simplesmente com uma energia mais positiva em relação a vida. Tá difícil!

Na vida nada ocorre por acaso, e desta vez o meu papel "sendo amiga" , é de compreende-las , aceita-las como são , e ajuda-las na medida do possivel a sairem desta estagnação sem me deixar influenciar por seus hábitos , vícios e mentalidade. Tá dificil!

Eu poderia simplesmente me afastar delas aos poucos, mas não me sinto no direito de apertar o botãozinho mágico do "Foda-se". Não posso querer que elas pensem como a mim, nem que tenham os mesmos interesses, cada pessoa é um ser singular . Aquilo que traz ânimo a minha vida pode não trazer para outros, e vice-versa.

Amizades afins são muito mais prazerosas , sem dúvida alguma. A amizade no meu conceito não é feita somente de momentos prazerosos e afinidades. Cada qual tem um papel dentro desta entidade que se chama amizade, e o meu papel no momento é este. Nada de esperar estimulos de quem não pode te oferecer nada além do que é capaz de oferecer.


Namastê!

domingo, 3 de dezembro de 2017

A essência de ser mulher

                         
    

Quando chegamos a uma certa idade ( na casa dos enta) , é normal que as amizades diminuam, que seja por nos tornarmos mais seletivos , que seja por ter o tempo muito ocupado com a família , ou por simplesmente não saber mais se reinventar.

A maioria de minhas amigas que entraram na fase dos "enta" tem uma dificuldade absurda de vislumbrar novos horizontes. Algumas já se esqueceram que são mulheres e que mesmo após uma certa fase da vida há que saber separar a maēzona , a avó , a esposa prendada e se permitir ser mulher com todos os anseios , desejos, vaidades e sonhos .

Saber se reinventar após os quarenta, cinquenta anos de idade , é somente  para aquelas mulheres que não temem o inusitado. Em poucas palavras , é preciso ter coragem e sair da zona de conforto.

Viver por anos à fio relacionamentos conturbados e infelizes dentro do seio familiar e nada fazer para mudar esta condição não deixa de ser uma atitude conformista. O medo de ser o agente da mudança e se ver sozinho amedronta.

Há vezes que precisamos ser um pouco egoístas e virar a mesa do conformismo e da conveniência para renovar nossas vidas e sermos mais realizados como indivíduos livres  de rótulos sociais.

Se está pesado demais ser a filha dedicada , a maē superprotetora , a esposa prendada , a profissional competente , ou qualquer outro rótulo que você mesma tenha se permitido rotular, vire a mesa e vista-se de "você" mesma.

Não é preciso cortar laços para se libertar daquilo que não funciona mais e que não traz nenhum tipo de satisfação pessoal, basta reinventar-se. O processo é lento e trabalhoso. Muitas pessoas irão nos criticar , afinal, elas também faziam parte integrante desta zona de conforto. Com o tempo as mudanças virão , em doses homeopáticas .

Permita-se ser mulher, não importando a fase da vida .

Namastê!

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Memórias de viajante

                                    
    

Conhecer novos lugares, paisagens, culturas e mentalidades diversas sempre foi a minha maior paixão na vida. Tive a sorte de ter conhecido alguns países e lugares fantásticos . Ainda faltam muitos lugares que eu gostaria de conhecer, mas descobri que a minha verdadeira paixão nem é a de viajar por países diversos culturalmente. A minha maior viagem , aquela que ninguém pode tirar de mim e nem retratar em fotos foram as minhas vivências internas, as minhas memórias .

Muito mais do que colecionar fotos de paisagens e monumentos históricos , aquilo que valeu a pena viver foram as minhas impressões e sensações ao viver cada momento , cada fase da minha vida.

Morro de saudades de Ascona , na Suiça , onde pude conhecer lugares belissimos e pessoas tão diferentes de várias nacionalidades. Ir ao supermercado sozinha era uma aventura, sair a pé para dar um giro na vizinhança ou simplesmente sentar em um banco ao longo de um lago e observar as pessoas passeando  pelo calçadão eram momentos que eu viajava internamente , provando mil sensações. Desde admiração, extase, paz, felicidade , satisfação e até mesmo melancolia. Meu primeiro e único salto de paraglider foi em terras suiças. Algo que eu queria tanto provar. 

Algumas passagens em São Paulo também me trazem boas recordações de tempos que não voltam mais e que de certa forma eram efêmeras e eu sabia que seriam apenas mais alguns momentos para serem curtidos sem muita expectativa. Uma breve passagem por Campinas , caminhadas por ruas tranquilas  e silenciosas, o Frans Café, o restaurante de comida tipica alemã com sua decoração rústica, o mofo das paredes em volta da piscina, ouvir pela primeira vez alguém tocar Beethoven ao piano. Coisas simples , eu sei, mas não é sempre que alguém toca Beethoven exclusivamente para você ao piano , não é mesmo?

Shoping Jardim Sul no Morumbi, em São Paulo. Fase fantástica profissionalmente. Pela primeira vez na vida eu fazia aquilo que eu amava , em um ambiente jovem, moderno , com uma equipe de quatro vendedores fantásticos. Tão jovens e cheios de sede pela vida , mas cada qual com uma história de lutas e batalhas vencidas. Lágrimas nos olhos , esta é a ultima recordação que tenho do dono da loja. Nunca pensei que aquele homem de quase dois metros , charmoso e até meio egocêntrico fosse tão sensivel ao ponto de chorar por ter que fechar a loja. Cheiros , talvez o aroma que me remeta ao meu passado no Shoping Jardim Sul seja o aroma da Loccitane, uma loja que ficava do outro lado da praça de alimentação, mas que exalava aromas tão dôces e refinados.

Memórias do Piazzelo  Michelangelo em Firenze. Apesar da visão panorâmica do alto do Piazzelo e todo aquele clima romântico , aquilo que guardo vivo comigo foram as gargalhadas incessantes. Sabe o que é chorar de tanto rir e quase não conseguir respirar em muito boa companhia? E a vergonha de ir à farmacia para comprar uma pomada para hemorróidas? E o medo de viajar de trem de Firenze para Roma sozinha? Descobertas monumentais em um breve passeio pela cidade de Roma  a pé, com medo de não saber aonde validar o ticket. Muitas , mas muitas espinhas na testa que surgiram do nada. Era o stress e a euforia da primeira viagem por um país europeu.

Nagoia, Haneda e Narita, os três aeroportos do Japão por onde eu passei em todas as minhas idas e vindas. Nunca sabia se eu estava no trem certo , e até hoje eu erro o trem. A minha amiga japonesa esperando comigo o ônibus que me levaria ao aeroporto de Nagoia as 4:00 hs da manhã. Este é um momento inesquecível. Ela parecia realmente triste em se despedir de mim e nunca mais nos reencontrarmos. O destino quis que nos reencontrassemos após alguns anos , na mesma cidade, no mesmo local de trabalho. Até a pouco tempo atrás ela guadava o meu cartão de identificação na esperança de um dia eu regressar ao meu antigo posto de trabalho.

Memórias, história para contar. De todas as viagens que fiz e que ainda farei, o melhor de tudo são as memórias e sensações que podem ser provadas a cada viagem interna.

Gratidão!

Namastê!

Dia de folga e shopping



Hoje e amanhã , dois dias de folga à mais na semana por causa  do balanço  do ano que  foi antecipado. Eu e uma amiga japa decidimos sair à noite no mesmo horário de trabalho para fazer compras e andar pela cidade. A minha amiga japa mentiu para o marido que iria trabalhar , só para ter mais sossego, não que ela precise mentir para ele. Mas, sabe como é! Maridos às vezes pegam no pé.

Fomos ao Shopping para ver se as lojas ainda estavam no Black Friday , e para a minha decepção a maioria das lojas estavam com preços normais. A H&M estava com algumas peças em promoção , mas este ano eles erraram nos modelitos . Muitos casacos com peles falsas emitando onçinha, jaquetas prateadas , entre outras cores e estampas de gosto duvidoso. Não gostei nem dos preços e nem dos modelitos de inverno.

Pulei para a loja logo em frente, a Zara . Esta sim sempre muito tradicional e elegante, mas os preçinhos sempre mais salgadinhos. Entrei apenas para olhar porque nada estava em promoção, e todos os coats e casacos estavam por cerca de 80 dolares, muito caros. Estava quase desistindo quando por acaso encontrei uma peça bem diferente e com um preço muito bom , cerca de 35 dolares.  Comprei né!

Aqui no Japão os shoppings fecham as 21:00 hs , e já eram 20:30hs . Corremos para comer algo rapido em um restaurante tipico japonês onde se come no balcão. Amei a minha escolha de entrar no restaurante sem nem olhar direito o menu do dia. Achei o local simpático e aconchegante. Pedimos sobá ( macarrão japonês a base de trigo sarraceno) com tempurá. Simplesmente delicioso. O prato é leve e bem barato , menos de 10 dolares.

Depois do shopping fomos dar um giro pela cidade e ver a iluminação de Natal que ainda estava bem pobrezinha. Fomos em seguida ao Don Quijote, uma rede de lojas que vendem desde meias até bolsas de grife a preços acessíveis. Eu não me interessei por nada , comprei apenas um lip gloss mate da Revlon ( red) que estava por 13 dolares e uma frigideira nova por 7 dolares.

 Saindo do Don Quijote demos uma passadinha em  um outro restaurante para um leve lanchinho e um café . Não lembro o nome do local , mas é um family restaurant como a tantos aqui no Japão , só que com uma decoração mais elegante. O nosso lanchinho com direito a café bar ( rodizio de bebidas) ficou em torno de 7 dolares para cada uma.

E assim fizemos um tour pela cidade até as 2:00 hs da manhã. Horário em que a minha amiga japa estaria ( supostamente) voltando do trabalho. Dava até para arrumar um amante com esse esquema de folgar no trabalho e não contar para o marido , né não?

Meu casaco Zara. Amei !


Pausa para o jantar. Sobá com wasabi e tempurá. Delícia!



terça-feira, 28 de novembro de 2017

Hierarquia social




O Japão é um país de uma cultura totalmente hierárquica em todos os sentidos, apesar dos jovens já demonstrarem um comportamento totalmente diferente dos mais velhos. Não chega a ser um comportamento transgessor á esta hierarquia, é uma transgressão velada, não explicita.

Em um ambiente de trabalho podemos notar nitidamente esta hierarquia a todo momento. Quer conviver em paz e harmonia com a japonesada e ser respeitado? Respeite a hierarquia e mantenha os bons modos nos relacionamentos.

Para nós brasileiros que viemos de uma cultura mais livre e sem regras para absolutamente nada o Japão pode parecer ser uma grande pedra no sapato. É pisar em ovos constantemente com uma pedra incomodando dentro do sapato.

Quando eu cheguei em terras nipônicas ha mais ou menos 15 anos atrás, eu era uma selvagem que não tinha modos nem para me sentar , jogava bitucas de cigarro nas ruas, falava alto ao telefone dentro de trens , não respeitava filas , não tinha o habito de agradecer e nem de cumprimentar as pessoas no trabalho. Quem dirá de me curvar ( saudaçao japonesa) ao passar perto de algum chefe.

Apanhei muito no começo. Me sentia como o menino selvagem dos desenhos  animados da Disney, ou a Megera domada de Shakespeare. Demorei anos para aprender a ter modos e a me relacionar com os japoneses conforme os padrões da cultura nipônica.


Não adianta querer lutar contra uma cultura quando você vive dentro dela, o estranho no ninho sempre será aquele que veio de fora. Por sorte a maioria dos japoneses que eu conheci por aqui , apesar de se incomodarem com o meu jeitão meio mal educado sempre foram muito compreensivos e pacientes . Entendiam de alguma forma que eu não agia grosseiramente para enfrenta-los , era apenas uma ligeira falta de modos .

Apesar do tempo e da convivência com japoneses e de ter aprendido que bituca de cigarro não se joga no chão e nem se fura a fila em momento algum, eu ainda não aprendi a classificar algumas saudações hierárquicas dentro do ambiente de trabalho.

Ontem uma amiga japonesa me aconselhou a não usar certas saudações no trabalho com pessoas que são hierarquicamente superiores.

Na minha cabeça quem está acima de mim é o meu chefe , o chefe do meu chefe e assim por diante. Quando me comunico com eles costumo sempre usar o "sumimasen" (com licença) toda vez que me reporto a eles , e usar o " otsukaresama" ( agradecimento pelo esforço) , ao me despedir. É como  dizer : - Bom descanço após um dia de trabalho, só que com variações de grau e de gênero.

Por força do hábito e  a preguiça de ficar classificando mentalmente a expressão correta ao saudar a japonesada em geral , eu às vezes mando um "otsukarê" geral sem me preocupar se dentre a japonesada estaria uma pessoa hierarquicamente superior. Na minha cabeça era uma saudação geral, só que não.

Segundo a minha amiga japonesa , que se senta ao meu lado no meu trabalho, ela ficava horrorizada quando eu respondia com um "otsukarê" para uma japonesa que seria superior a nós por ela ser uma funcionária vitalícia da empresa da qual nós somos terceirizados. A expressão "otsukarê" , forma abreviada do "otsukaresama" é normalmente utilizado apenas com amigos intimos ou pessoas do mesmo nivel. Para não errar é aconselhavel usar sempre o"otsukaresamadesu",  que é mais polido e
serve para todo mundo.

Outra questão é o respeito pelo "senpai" , ou veterano. Mesmo que ele não seja seu chefe , um veterano deverá impreterivelmente ser respeitado por um novato . Eu já tive a honra de provar este respeito japonês . Quando os novatos descobrem que eu sou uma funcionária antiga com cerca de 9 anos ( entre idas e vindas) e que sou experiente no ramo , é absurdo o modo respeitoso que me tratam apesar de eu ser estrangeira. Algumas pessoas resistem pelo fato de eu ser estrangeira , mas a maioria respeita .

Enfim, este é o perfeito relato de uma pessoa , no caso eu, que tive de  aprender a respeitar o outro e a sua cultura para só assim provar o sabor do respeito direcionado a minha pessoa mesmo  sendo estrangeira.

Obviamente que ainda estarei em desvantagem , afinal, nunca deixarei de ser uma estrangeira e de solta  de vez em quando um "otsukarê" em momentos inadequados, mas tem um certo sabor de conquista. E isto é muito gratificante.





segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Amor ou paixão?

       
     

Pesquisando sobre a minha Vênus em Capricornio fiz uma nova descoberta sobre este aspecto . Um comparativo entre este aspecto e Saturno na casa 7 que fala de solidão. E eu que pensava que esta tendência fosse privilegio da Vênus na casa 12.

A Vênus posicionada no signo de Capricórnio é frequentemente tachada como uma Vênus fria e racional. A primeira impressão é realmente esta , a prudência do signo de Capricórnio não faz desta Vênus a expressão da entrega , do ardor , da paixão e do amor incondicional. Ela é racional demais para se deixar levar por emoções, mas isto não quer dizer que sejam frias , apenas pouco demonstrativas. O amor é coisa tão séria que a Vênus em Capricornio não consegue banalizar.

A Vênus em Capricórnio é séria demais para acreditar em promessas e juras de amor. O amor vem com o tempo , unida a confiança e a lealdade. Extremamente seletiva com tendência ao celibato, ela prefere estar só do que mal acompanhada. O medo de ser traida a paralisa em um dado momento da relação. Ela pode se apaixonar perdidamente por alguém e preferir não se entregar a esta paixão por medo de tamanha vulnerabilidade. Talvez ela opte por viver ao lado de alguém que lhe de segurança financeira e emocional , e guarde em segredo aquela paixão por outro alguém até o resto de sua vida .

Misteriosa , a Vênus em Capricórnio causará muita curiosidade nas pessoas por ser de aparência fria , discreta e apaixonante quando envolvidas com alguém. Poucos serão agraciados pela intensidade do amor de uma Vênus em Capricórnio. Ouso em dizer , inesquecível.

Outros aspectos devem ser analisados em conjunto para compreender a complexidade de uma Vênus em Capricórnio. Muitos planetas em signos de terra podem realmente esfriar esta Vênus , mas devemos levar em consideração onde estão as emoções ( Lua) desta  Vênus e os aspectos que ela faz com outros planetas.

A minha Lua está em Escorpião e o meu Sol na casa 8 , o que faz de mim uma Vênus aparentemente fria à primeira vista. Poucos conhecerão a dualidade criada por tais aspectos . A paixão contida é uma delas. Imaginem um vulcão ameaçando entrar em erupção, é mais ou menos assim que se processa a paixão desta Vênus , hora em erupção ( de cem em cem anos) , hora em repouso total.

A Vênus em Capricórnio não sabe amar como nos contos de fadas . Ela não se entrega a ilusão , mas ela sonha ( em seu mundo particular) com um  amor perfeito e pra lá de idealizado. Ela é racional e sabe que a paixão cega . Viverá as suas poucas paixões com intensidade , separando a ilusão do momento e a sua busca por algum tipo de segurança. Ela não é em absoluto uma Vênus fria , ela é prudente...e apaixonante. 


domingo, 26 de novembro de 2017

A outra metade da laranja

                 



Há alguns anos atrás , eu escrevi um post sobre " a outra metade da laranja" . Na verdade eu meio que copiei o texto de algum site e o readaptei para aquilo que eu estava querendo acreditar naquele momento. 

Passados alguns anos , mais precisamente hoje, já não acredito mais naquela filosofia de internet, de sites de auto-ajuda , psicologia e outros que tais . Aquela conversa do aprender a se amar primeiro, ser completo primeiro para só assim encontrar a outra metade da laranja é um caminho muito longo e solitário. Na prática  as coisas funcionam mais rápido  quando temos o apoio e o amor do outro. 

Imagine você tentando se animar sozinho a cursar uma faculdade mesmo sem ter condições ? Ou a mudar de cidade, de emprego ou até mesmo de país sozinho? 
 Até aquela dieta fica mais dificil de seguir quando não temos o apoio e a cobrança de alguém nos chamando para a disciplina . 

Pareço bem contraditória às vezes. Aquilo que quero crer e aquilo que vivo não condiz com a minha vontade . Estou sempre querendo convencer a mim mesma de que aquela filosofia de internet é a mais pura sabedoria. Só que na prática a sabedoria é apenas aceitação . 

A outra metade da laranja pode ser a mola propulsora que faltava em nós , mesmo ainda sendo apenas uma metade. Falta a tampa da panela, o T da extensão, o pen-drive para o armazenamento de memórias, o canudinho da caipirinha, o pires da xicara de chá. 

Me conscientizei de meus planos , todos apenas na minha mente . Muitos planos que não saem do papel por não ter como executa-los sozinha. Até teria, mas no fundo não quero mais. Quero provar o sabor de ser estimulada por alguém que venha de fora , ao menos uma vez na vida. 

Sou metade, sou incompleta . E neste momento não quero acreditar na minha autosuficiência , quero crer que uma metade pode ser feliz e completa na plenitude do outro.

 Ou seja, eu não quero a outra metade de mim, pois sempre serei metade. Quero uma laranja inteira. 

sábado, 25 de novembro de 2017

A preguiça x vontade

         

               No dia que eu conseguir ter tamanha disposição, terei vencido a mim mesma. 


Jurei para mim mesma que quando eu começasse a ter os finais de semana livres eu começaria a praticar alguma atividade fisica ou procurar uma escola de inglês. Ando em divida comigo mesma.

Ontem estava muito frio , apesar de ainda ser Outono por aqui, o frio está de amargar. Fiquei pensando : - Vou ou não vou, sair de bicicleta para fazer compras? Creio que fiquei a manhã toda nesse dilema. Até que uma amiga japonesa se ofereceu para ir ao mercado comigo de carro. Opa! Me animei . Troquei de roupa e fiquei a espera da minha carona providencial. 

Sai de casa com uma camisa jeans manga longa achando que não passaria frio por estar de carro com uma amiga. Ledo engano, quase congelei na rua e quando a minha amiga me deixou em casa , nem a convidei para entrar . A minha pressa era tanta de entrar no meu apê e me aquecer que só agradeci pela carona e pulei do carro dela. Este fato me raz recordar do passeio que fui fazer no estreito de Bósforo , de ferry , em pleno inverno europeu , e eu com a mesma camisa jeans . Nem aproveitei o passeio de tanto frio, só queria voltar para o hotel. 

Já no aconchego do meu lar com o ar quente ligado e alimentada . Comi uma batata dôce assada inteira e duas panelas de pipoca . Este foi o meu almoço. Dizem que a batata dôce inibe o apetite. 

Algumas horinhas  depois , acabei caindo no sono durante a tarde e só foi acordar as 22:00 hs . Meu Deus! Havia dormido demais e o dia já tinha terminado. Paciência, amanhã é outro dia. 

Domingão, acordei as 7:00 hs da manhã. Opaaa! Que disposição! Eu acordei , mas não levantei. 

Dormi de novo e só fui acordar e levantar da cama lá pelas 13:00 hs . - Pôxa , eu tenho que fazer aquela caminhada que eu havia me proposto a fazer todos os finais de semana, pensei  comigo. Só pensei, bateu uma fome danada e lá fui eu cozinhar um belo prato de massa com camarões , que aliás, ficou divino. 

Pança cheia . Não dá para caminhar com o estômago cheio assim . Decidi fazer aquele repousinho depois do almoço , a siesta, ou cesta. As horas passaram muito rapido , já passava das 16:30 hs , e lá fora o tempo já não estava tão convidativo assim para caminhar. Aquele céu nublado, vento gelado .  Nada me animava,  nem a abrir a porta do apartamento e pelo menos tentar . 

Não foi dessa vez. Não deu de novo. Continuarei pensando em tentar. 

Caminhadas no frio Outono japonês , me aguardem! 






A diferença de idade




Quando uma garota de 20 anos se apaixona por um homem de mais de 50 anos. Não posso pensar noutra coisa:  - Ela está  buscando um pai na relação, aquele que dá colo, que protege e dá segurança , tanto material como sentimental.


Agora, analisemos o outro lado.

Quando um homem com mais de 50 anos se apaixona por uma garota de 20 anos ( ou menos) , tem no minimo uma tendência pedófila ( tô exagerando ). Da mesma forma em que a garota de 20 anos busca o "pai" na relação , ele também busca a "filha" . Ele quer cuidar, quer reeducar ( autoridade de pai) , e ter um certo dominio sobre ela, que seja com a segurança material, ou com a emocional.

E na hora do sexo?

A garota de 20 anos vai apreciar a experiência e a forma como o homem maduro se expressa na hora do sexo . De certa forma , é ela que acende a chama do desejo na relação. Ela é quem tem as ferramentas físicas. Cá entre nós, se o cara não se cuida , a idade pesa tanto no aspecto fisico quanto no desempenho.

O homem de mais de 50 anos vai apreciar a beleza, a pele fresca, o bumbum durinho, aquele contato rejuvenescedor e agradável de roçar um corpo ainda jovem. Para ele é energético e rejuvenescedor.

Agora analisemos um carinha de 20 anos ( ou menos) , com uma mulher de 50 anos ou mais.

Para a mulher de mais de 50 anos , também será uma relação meio pedófila( exagerando de novo) .  Um cara com 20 anos ainda não tem maturidade o suficiente . Eu estou generalizando, claro que cada caso é um caso. Ela será a mae da relação, a professora do ginásio , a orientadora , a manda chuva.

Para o carinha de 20 anos ( ou menos) , a mulher de 50 anos ( ou mais) , será aquela que de alguma forma lhe proporciona segurança . Ela não tem acessos de "mimimis" , é mais centrada e segura. Portanto, menos complicada e menos trabalhosa para o garotão. Ela orienta, ela ensina. E ele adora ser conduzido por alguém assim, tão madura e experiente. 

Agora , analisemos este casal na hora do sexo.

Aqui fica um pouco desvantajoso para a mulher de 50 anos ( ou mais) , em relação ao homem de 50 anos ( ou mais) . Vou explicar:

A mulher quando está chegando perto dos 50 anos sofre muitas alterações hormonais , não que os homens também não sofram, mas a conta é um pouco injusta.

Para a mulher de 50 anos , o sexo com um garotão de 20 anos é rejuvenescedor , da mesma forma que para um homem de 50 anos com uma garota de 20. Porém, a mulher madura tem que se esforçar mais em manter os hormônios em equilibrio, o corpo em dia e desejável, mesmo após duas ou três gravidezes. Em uma relação sexual , aquilo que conta mesmo é o desejo que um provoca no outro fisicamente, ou seja, a quimica. Se existe a quimica a relação vai bem, se não existe, nem o corpo mais sarado vai levar a relação adiante. Claro que estou me referindo apenas ao ato sexual em si, outros fatores são importantissimos para levar uma relação adiante. Enfim, para a mulher madura manter-se desejável após os 50 anos é muito mais trabalhoso. Não impossivel, mas sim trabalhoso.

Quanto ao garotão de 20 anos . Este está na flor de sua potência sexual, os hormônios estão a mil
e mesmo que ele não seja um tarado a testosterona vai agir por ele. Seus instintos se acendem facilmente com estimulos visuais ou táteis. Ele não se importará se o seu estimulo é proveniente de uma pele firme e fresca , ou de uma pele madura. Na realidade, ele é ainda tão imaturo que nem se preocupa se está dando ou recebendo estimulos. Ele apenas deseja e ponto.

Muitos relacionamentos com uma grande diferença de idade funcionam muito bem durante muitos anos , levando-se em conta os prós e os contras de qualquer relação em qualquer fase da vida . Mas , vamos concordar que quando a diferença de idade e vivência é muito grande  ,  a relação que se cria entre duas pessoas do sexo oposto é sempre  uma entidade à parte, fora dos padrões normais que pode funcionar muito bem , ou não, levando em consideração as necessidades de cada um dentro da relação.

Na minha humilde opinião, não existe um limite de idade para amar alguém , contanto que as duas partes estejam cientes dos desafios à mais que consiste em viver e conviver com tamanha distância cronológica e fisiológica.

Decidi escrever este post depois que vi uma foto do ator Francisco Cuoco com a namorada, ou esposa, 53 anos mais jovem. Devo confessar que fiquei chocada com a desigualdade visual. Eu particularmente , não teria nenhum desejo por um homem de 80 anos , talvez admiração. O interesse ou desejo passariam bem longe. Então fiquei pensando o quanto a minha alma ainda é "pequena". Com certeza o próprio Francisco Cuoco não teria nenhum interesse por uma mulher da mesma idade também. 

Preconceitos à parte, é apenas aquilo que eu penso. Nada do que escrevi aqui é a verdade absoluta. 

O fato é que ele sabe o que ele tem a doar em uma relação assim com tamanha distancia cronológica, e com certeza deve saber dos inúmeros estímulos também. 

O fato é que ninguém quer envelhecer e cada um busca os  seus meios e artificios para retardar os efeitos do tempo sobre a pópria existência. 

Escolhas. Cada um vive a sua. O importante é estar pleno consigo mesmo e ser capaz de fazer o outro  feliz. Não importando quando e por quanto tempo. 






Serenidade

                       
                    Bruna Lombardi , sobre envelhecer: - Era isso, ou estar morta!

A formula da vida plena e da jovialidade fisica e mental em pessoa : Bruna Lombardi, atriz, poetiza, apresentadora, esposa , maē e sabe-se lá quantas outras ocupações ela exerce na vida no auge dos seus 65 anos.

Em entrevista no Programa do Bial ( assisiti pelo youtube) , ela , linda e serena como sempre , não contou em detalhes o segredo de sua jovialidade aos 65 anos . Eu acredito que ela tenha feito alguns reparos cirurgicos bem sutis sim, ou ela consulta o mesmo médico da Marilia Gabriela.

Independente dela ter realizado ou não , alguns procedimentos cirurgicos ou algum tratamento ortomolecular para se manter jovem aos 65 anos, nota-se que Bruna Lombardi é a serenidade em pessoa . A fala que não se altera, o rosto sem muitas expressões ( ela sempre teve esta caracteristica) , os gestos delicados , e principalmente uma inteligência fora do comum para entender como funciona o universo.

Em muitas outras entrevistas ela sempre comenta sobre a necessidade do se conhecer melhor , para só assim administrar a nossa vida compreendendo as nossas reações externas à partir do nosso mundo interno. Trocando em miúdos , ela se refere ao autoconhecimento.

Se todos se conhecessem melhor a si mesmos, os relacionamentos não seriam tão conflitantes , o stress e sentimentos de depressão não seriam  mais uma realidade dos novos tempos.

O autoconhecimento nos leva a uma profunda consciência daquilo que realmente somos capazes ou incapazes.

Nos faz compreender que o jardim do outro pode até ser mais belo , mas não é nosso ( aceitação) . Nos faz compreender que o nosso maior inimigo nem era o colega de trabalho querendo puxar o nosso tapete,  e sim os nossos medos , as nossas próprias inseguranças.
Nos faz despertar para aquilo que realmemte somos , despidos de condicionamentos e conceitos herdados . Nos tornamos originais e conscientes de quem realmente somos.

Todo este processo ( lentissimo) , com o tempo vem junto com a gratificante sensação de serenidade . Aquela serenidade que nos ajuda a dormir bem , que desfaz rugas na testa, que diminui o nosso ritmo acelerado ( fisico ou mental ) e nos coloca no centro de tudo , em harmonia com o ambiente que nos cerca.

Talvez, o segredo da beleza e jovialidade eterna da nossa querida Bruna Lombardi esteja nestes dois ingredientes: autoconhecimento e serenidade.

Uma ressalva: Sem um minimo de inteligência e abertura mental é praticamente impossível seguir esta fórmula.

Bora, começar pela abertura mental!



Le amicizie ai 50



Arrivare ai cinquenta anni ci portano dei diversi cambiamenti fisici, ma sopratutto nei rapporti di amicizia in generale. Non ci sono più quelle amiche per uscire ovunque in qualsiasi orari, nenmeno per fare quel viaggio avventuroso , saltare di parapendio,  fare una escursioni  in montagna o soltanto andare a fare shopping per aprofittare i sconti della black friday.

Loro sono diventate troppo  grasse e non possono più pensare a fare un salto in parapendio senza avere un rischio di suicidio. I vestiti con dei sconti su black friday sono piuttosto di una taglia menore  in confronto alla grandezza dei loro fisico. Allora, che ci fa di bello nella vita  una donna cinquent'anni? Prendi cura dei nipoti , oppure di un marito diabetico ,tra  le impegni  a casa ed il loro lavoro ? Ed i vestiti ? Devvono essere quelle più in moda per le anziane?

Direi: - Ma che vita di Merda!

Credo che non tutte le donne al arrivare ai cinquent'anni diventano grasse e con una mentalità invecchiatta , ma spesso  qui in Giappone le donne  perdono la giovialità mentale molto prima d' arivare ai cinquent'anni. Non hanno più voglia ad imparare e provare niente  nuovo, mettendo dei limiti nella loro vita.

Vorrei avvere dei rapporti di amicizie più originale. Sono stanca di persone che vivono seguendo corsi predeterminati su come dovrebbe essere una vita matura.

Maturare si, invecchiare mai!



terça-feira, 21 de novembro de 2017

Controlando as emoções

                                 
         

Quando começei a me interessar por astrologia , nunca imaginei que a sua função essencial não seria apenas a de prever as tendências de nossas vidas . A verdadeira função da astrologia é a do autoconhecimento, e somente à partir desta descoberta compreendermos melhor a nós mesmos e a nossa verdadeira missão.

Quando nos referimos a missão , parece algo muito grandioso que devemos cumprir , mas nem sempre a nossa missão é tão fantástica assim. A sua missão nesta existëncia pode ser a de ser um grande e respeitado missionário, lider, político influente , ou um vendedor ambulante que tem a simples missão de vender cachorro-quente nas ruas de uma grande metrópole como São Paulo, por exemplo, e com esta missão sustentar honestamente a sua família.

Com o meu Sol na casa 8 , e a minha Lua em Escorpião, cheguei a pensar que a minha missão maior fosse a de receber heranças de familiares e administra-las. Ou seja, o destino atrelado ao dinheiro alheio. Nada de heranças até o momento. A minha vida segue igual, cheia de altos e baixos, como a de qualquer outra pessoa comum, sem grandes realizações , nem grandes desafios. Talvez eu as evite.

Aquilo que descobri em mais de 7 ou 8 anos de leitura sobre a astrologia e seus aspectos é que a minha missão maior nesta vida é a de me transformar em uma pessoa melhor, controlando sabiamente as minhas emoções e os meus acessos de ira instintivos.

O meu estilo " Não quero nem saber" , está descrito com todas as palavras em meu mapa natal espiritual. Controlar o ímpeto do "Não quero nem saber" tem sido um grande desafio para mim. E a astrologia só veio a me esclarecer desta necessidade real de transformação do meu caráter.

"Nunca deixe para amanhã o que se pode fazer hoje". Já ouviu este ditado? Pois é, no meu caso é melhor deixar para amanhã , ou para daqui a dois dias, uma semana. Decidir fazer algo ou dizer algo no impeto do momento não tem me beneficiado em absolutamente nada. Estou literalmente aprendendo a respirar fundo e deixar para resolver certas questões quando não estou tomada pelo meu instinto de defesa.

Durante todo este processo de transformação o meu grande conselheiro tem sido as estrelas. Algumas pessoas dizem-me que estou encanada demais com o que as estrelas me dizem. Pode até ser que eu leve o assunto astrologia serio demais, mas à partir do momento que nos conscientizamos de que a vida não é feita apenas de elementos visuais, a astrologia é sem dúvida alguma um grande mestre que nos orienta a compreender os caprichos da vida e do nosso próprio caráter, ainda em evolução.

Namastê!


domingo, 19 de novembro de 2017

A vaidade...na medida certa



Narciso é um personagem da mitologia grega que se apaixonou por ele mesmo ao ver a sua imagem refletida em um lago. Infelizmente o seu final não foi muito feliz. Ao se apaixonar pela sua própria bela imagem  refletida na água, ele se jogou e se afogou.

Alguma vez , ao ver sua própria imagem refletida em um espelho , você já se afogou na sua própria beleza ou na sua própria feiura?

Olhar para a própria imagem refletida no espelho e gostar daquilo que vemos sem nos afogar em nós mesmos seria a medida perfeita para a nossa autoestima.

Não é recomendável observar-se diante de um espelho fazendo comparações de quando se era mais jovem, ou mais magra, ou com aquela modelo top. Cada pessoa possui uma beleza singular. Cada fase de nossas vidas também.

Existem belezas escondidas por detrás de um óculos de grau, um sembrante sisudo, uma pele seca e cansada,  ou até mesmo de uma maquiagem mal feita. Pequenos cuidados com a nossa imagem podem ser o estímulo que faltava para a nossa autoestima dar um salto positivo.

Não é preciso possuir  uma beleza fisica dentro dos padrões para se sentir belo, o detalhe mais importante para a nossa auto-imagem é o bom gosto e o bom senso. Com uma pitada de inteligência , para fugir dos pensamentos comparativos.

O nosso estado de espirito também conta muito. Estar de bem com o momento que vivemos contam pontos para exalarmos aquela beleza da alma, de dentro para fora.

Olhou para o espelho e não gostou?
 Promova mudanças na rotina diária, podem ser noites mal dormidas que provoquem aquelas olheiras terríveis.
Está acima do peso e isto te incomoda?
Pare de se lamentar e observe a sua alimentação. Não é preciso fazer dietas "mortais" , a reeducação alimentar já é um bom começo.
A sua pele está cheia de manchas? Existem produtos cosméticos que ajudam a amenizar manchas , ou até esconde-las . Sem falar nos vários procedimentos estéticos da atualidade.
Está faltando dinheiro para tantos cuidados ?
Existem várias alternativas caseiras de baixo custo que a médio e longo prazo ajudam a melhorar o aspecto de nossa pele e cabelo.
O stress está enfeiando o seu rosto?
A yoga ajuda a relaxar a mente e a alongar os músculos.

Pequenos cuidados com o corpo e o espirito são o suficiente para olharmos no espelho e gostarmos daquilo que vemos sem nos afogarmos em julgamentos.


sábado, 18 de novembro de 2017

Alma pensante



O Sol na casa 8 e a Lua em Escorpião me conferem caracteristicas mais escorpianas do que capricornianas no meu mundo emocional. Tudo tem que ser digerido lentamente e profundamente, buscando a razão dentro de emoções viscerais. Fato que me faz ser uma pessoa muito reflexiva .

Guardo os meus momentos neste blog para registrar cada passo da minha evolução pessoal, das minhas memórias . 

Ao reler alguns posts de anos passados, percebo que as minhas viagens sempre foram mais internas do que externas, apesar das minhas deslocações frequentes de residência, cidade ou país. 

Não faz muita diferença estar no Japão ou em qualquer lugar do mundo. As minhas experiências e vivências sempre tenderão a ser interiorizadas. 

De cada passagem que fiz por lugares diversos , aquilo que guardo dentro de mim não são as paisagens, são as sensações. 

O nosso subconsciente , de vez em quando, nos regala algumas sensações já adormecidas dentro de nós . Sonhei com o Reinald , o alemão selvagem que conheci em terras suiças. O cara era um nômade que vivia viajando , e apesar do seu jeitão selvagem , era um tipo de um olhar muito dôce e de gestos carinhosos. Um dia li o seu mapa natal, o cara era hiper sensivel e tinha poderes de clarividência que  por vezes o perturbava. Talvez porisso , ele não se permitia estar fixo em lugar algum. Não sei mais por onde ele anda, perdemos contato. Ficaram apenas as breves lembranças e as sensações vividas em contato com ele. A nossa comunicação nem era muito a verbal ( nos comunicavamos em italiano) era mais de sensações que um passava ao outro . 

Sensações marcam muito mais do que visualizações . Nem me lembro mais dos momentos ( foram vários) que passamos juntos ( pura amizade) , em restaurantes ou viagens . Aquilo que se mantem intacto ainda hoje são as sensações que vivi com este encontro. 

Saudades das sensações que sentia ao lado do meu amigo alemão.