quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Finalmente Júpiter



Para nós Capricornianos é normal  que o nosso regente Saturno  faça aspectos com outros planetas com uma certa frequência, trazendo muita seriedade , muitos desafios e outras "chaturnices". Eu vivo com aspectos em quadratura ou retrógrados no meu mapa. Que chatice!

Para a minha surpresa , neste periodo estou com uma chuva de aspectos em Jupiter , o benéfico, aquele que traz expansão as nossas vidas, inclusive no fisico. Portanto, atentos para a gulodice!

Tenho notado que os aspecros favoráveis no periodo concentram-se mais na àrea profissional, tipo Urano em Sextil ao meio do céu e Jupiter sextil ao meio do céu. Sem duvida alguma , é um periodo que me sinto muito capaz no meu trabalho. Tipo, eu posso tudo.

Os relacionamentos com os colegas de trabalho tambèm andam bem harmoniosos. E pensar  que ha um mês atras eu estava desanimada e estressada por ter que conviver com um colega irritante. Às vezes nem tinha vontade de ir trabalhar . A energia do cara era muito ruim!

Transferida de setor, aos poucos fui me harmonizando com os novos colegas e o novo ritmo de trabalho. Bem mais atarefado e cansativo, mas eu gosto de me manter 100% ocupada quando estou trabalhando.

Os aspectos que se apresentam no periodo não foram criados nos céus ao acaso, a minha conduta e as minhas orações contribuiram muito . Ou seja, estar conectado com o lado harmônico da vida faz com que  tudo se mova na mesma direção, até as estrelas. Obviamente que existem algums aspectos karmicos que não podem ser evitados, mas até neste caso , é preciso estar harmonizado com o universo  para vivenciar  o nosso karma da melhor forma possível.

Não estão acontecendo coisas incríveis na minha vida, houveram periodos bem melhores no passado, mas a sensação de que tudo está funcionando me traz uma certa paz e tranquilidade.

Namastê!

Vida no Japão


                                                  My bicycle in the beach 


Quando eu vivia em São Paulo eu não suportava ter que acordar as 5:00 da manhã , pegar ônibus , descer no Largo do Paissandu ( centrão de São Paulo) pra pegar o onibus fretado da Yamaha rumo a Guarulhos, as 7:00 hs da manhã. Algumas vezes cheguei a perder o fretado por questão de minutos. Era um sufoco chegar até o meu trabalho todos os dias. Nem quero lembrar de como era pra  retornar pra casa no final da tarde. Às vezes ficava presa no transito da Avenida 9 de Julho e só chegava em casa as 21:00 ou 22:00 hs.

O trânsito de São Paulo simplesmente me enlouquecia. Não via a hora de poder me mudar mais para o centro da cidade onde haviam estações de metrô, ou me mudar pra uma cidadezinha do interior onde tudo fosse perto. Tudo para fugir do trânsito de São Paulo.

Como eu não conseguia me mudar de casa e nem de cidade, decidi comečar a trabalhar em Shopping centers . Tudo para evitar o transito de São Paulo que me enlouquecia . Entrava as 10:00 hs da manhã , ou as 13:00 hs da tarde, assim evitada ficar horas parada no trânsito. Perfeito! Só que não!

Trabalhar em shopping center era maravilhoso. Adorava aquele ambiente , pessoas bonitas e ambiente climatizado 24 hs . O unico inconveniente de trabalhar no comércio é que nunca tinha os finais de semana livre. Enquanto meus amigos saiam pra uma happy hour à noite, eu estava ainda trabalhando, ou quando a familia se reunia no Revellon , eu estava fechando o caixa e fazendo o balanço da semana. Passeis muitos revellons sozinha, no meio do transito de São Paulo, geralmente no contra-fluxo.

A minha rotina aqui no Japão é terrivel: todos os dias a mesma coisa. E pior, trabalhando em três turnos semanais. Há dias que não sei quando é dia e quando é noite. Perco totalmente a noção dos dias da semana. Na verdade nem faz muita diferença saber . Minhas folgas não tem dias fixos, e por consequência disto, acabo sendo esquecida pelos amigos. As vezes eu mesma os evito pela falta de tempo livre para repousar . Dois dias de folga na semana é algo raro, portanto, aproveito ao maximo  pra repor as energias e resolver alguns assuntos pessoais.

Apesar da rotina do Japão me enlouquecer tambèm. Existe uma diferença entre enlouquecer no transito de São Paulo e enlouquecer com a rotina das cidades pequenas do Japão.  Aqui não existe stress no trānsito. Aliàs, nem existe transito pra mim hà anos, eu ando de bicicleta por todos os lugares. Fačo absolutamente tudo de bicicleta . Vou ao mercado, a praia, a prefeitura, e ao trabalho de bicicleta. Volto todos os dias para almoçar em casa, são apenas 5 minutos que gasto do trajeto da minha casa ao me trabalho.

Stress no trânsito? Nem sei mais o que é isto!

Acredito que 50% da minha neura adquirida em anos de transito engarrafado na cidade de São Paulo foram literalmente eliminados . Amo o silêncio das cidades japonesas. Aqui não se ouve uma buzina.

E andar de bicicleta durante a madrugada  sozinho? Seria algo inimaginável em São Paulo. Aliás, vocè até pode se arriscar , mas todo mundo sabe o risco que corre ao sair por ruas escuras . Aqui no Japão o maximo que pode acontecer é cruzar com um obaquê ( assombração) ou com algum velhinho  passeando com o cachorro as 4:00 hs da manhã.

As vezes esta vida bucólica e rotineira do Japão realmente me cansa, mas quando eu me lembro das longas horas no transito de São Paulo, dou graças a Deus , por poder viver assim bucólicamente.



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Idolos , gente como a gente

                            

Meus idolos já faleceram. É nestas horas que me conscientizo que a vida é apenas uma longa viagem. 
                          

Nesta semana tive alguns insigths da adolescência ao começar a assistir alguns videos da minha banda de rock preferida , o Queen. Fiz parte do fã club desta banda nos anos 80 e cheguei a assistir um show ao vivo da banda no estádio do Morumbi. Ingresso que ganhei em um sorteio de uma rádio. Na época  eu era muito menina e não tinha condições de pagar uma apresentação como esta. Também não me lembro como os meus pais me permitiram ir assistir a um show de rock no estádio do Morumbi, sendo que o retorno era quase de madrugada, e eu era ainda menor de idade. Também não me recordo como foi que eu paguei a minha passagem de ônibus. Só me recordo que ao final do show , eu e uma amiga ( também menor de idade) voltamos a pé por um longo trecho da Avenida Francisco Morato.

Insigths da adolescência à parte, fui viajando nos tantos videos que encontrei sobre a banda e a vida do meu idolo : Freddie Mercury. Me recordo na época, que quando começaram rumores de que ele era gay , me decepcionei um pouco . Ídolos são perfeitos , idolatrados , e pensar que ele era apenas mais um ser humano cheio de conflitos , complexos , vicios e desejos carnais me frustrou na minha concepção de idolo.

Obviamente que na época eu era muito inexperiente para compreender que os nossos ídolos são feitos de carne , osso e sentimentos. Hoje, continuo admirando o meu idolo da adolescência pelo legado que ele nos deixou. Suas musicas, sua performance , sua personalidade, e um modo extravagante de lidar com a sua necessidade de se sentir preenchido .

Outro idolo , não menos famoso , era Elvis Presley. Assistia a todos os seus filmes na "sessão da tarde" . Ele era lindo e perfeito . Só que não.  Capricorniano , sulista ( diga-se machista) , Elvis era o Capricorniano perfeito com todas as suas imperfeições. O que muita gente não sabe ainda , mesmo depois de tantos anos da sua morte, é que Elvis era muito devoto a Deus. Também era aficionado por leitura , incluindo alguns livros sobre numerologia. Em uma de suas leituras , Elvis descobriu que o seu destino era o numero 8 . De certa forma , ele ja sabia que a sua vida seria um grande sucesso e que possivelmente morreria ainda jovem, aos 42 anos.  Talvez , por este saber  , ele louvasse tanto a Deus em seus ultimos shows. Quem não se lembra de Elvis cantando "  Gloria ,Gloria, Aleluia"?

Meus idolos da adolescencia eram meros mortais, dotados de dons que os diferenciavam da grande maioria , mas nunca deixaram de ser gente como a gente.  A admiração maior que podemos ter por nossos ídolos , é compreender a perfeição de suas proprias imperfeições , assim sendo: humanos.


Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto” (Êxodo 20. 4-5)

terça-feira, 29 de agosto de 2017

A ignorância do primeiro mundo



Se tem uma coisa que me irrita muito em viagens é ser confundida com uma Tailandesa , filipina ou outra raça asiática qualquer, menos japonesa. As minhas origens são japonesas , mas a minha nacionalidade é brasileira, portanto, sou uma nipo-brasileira. Será tão dificil entender?

Aqui no Japão o povo me considera estrangeira, mas quando sabem que o meu pai era um japonês legítimo , parece que me respeitam mais. Isto também cansa a minha beleza.

Mas quer me irritar de verdade?

Algumas pessoas do dito primeiro mundo não entendem que o Brasil ē um país totalmente miscigenado e multi-cultural. Existem negros descendentes de africanos, asiáticos descendentes de japoneses, coreanos e chineses, assim como muitos descendentes de europeus . A única origem pura de brasileiros são os índios, assim como em toda a América do Sul. Dificil entender ?

Quando me perguntam onde eu aprendi a falar tão bem o português, me dá uma crise de nervos. E quando me perguntam por quantos anos eu vivi no Brasil?Frequentemente os mais ignorantes são o povo  do Tio Sam .  Já me chamaram de Amazonian- Japanese. Como se fosse um gracioso elogio. . What the fuck?

Para mim é pura ignorância injustificável, afinal, hoje em dia existe o "Google " . Pesquisa no "Google" antes de falar com alguém de uma cultura que desconheça. Não faça o papel de ignorante cultural e geográfico.

E quando eu digo que falo quatro linguas ? Todas em nivel intermediårio, menos o português que é minha lingua madre. Não sei qual é a motivação que impulsiona  as pessoas a tentarem se comunicar comigo em espanhol ou japonês. Já que vai usar o google translator, comunique-se em português.

O meu inglês é nivel básico, e deixo bem claro. Mas alguns cidadões do primeiro mundo insistem em falar comigo apenas em inglês. Como se fosse minha obrigação falar mais uma lingua, além das outras quatro. Posto que, eles dominam apenas uma língua.

Povo do primeiro mundo. Acordem!!! Please! O mundo não se resume ao quintal da nossa casa.


Inteligência emocional



"...capacidade de identificar os nossos próprios sentimentos e os dos outros, de nos motivarmos e de gerir bem as emoções dentro de nós e nos nossos relacionamentos." (Goleman, 1998)

Há alguns ( muitos) anos atrás , tive acesso ao livro de Danyel Goleman, "A inteligência emocional", na época era um dos best sellers da psicologia. Começei a ler o livro e parei na metade, depois o emprestei a um amigo que reclamava demais das pessoas , e das circunstancias da vida.  Ele não leu , e nem  me devolveu o livro. Aliás, nunca empreste um livro a um amigo , se você ainda não terminou de le-lo. 

Como eu não terminei de ler o livro, fiquei apenas com o resumo da tese de Goleman na minha cabeça,  e aquela impressão de que pouquissimas pessoas no mundo teriam esta capacidade de entender e gerir os proprios sentimentos . Quem dirá enxergar o outro?

Eu defendo a minha própria tese. Pessoas que não se auto conhecem não são capazes de   entender o outro e as suas reações. Entender não é aceitar. 

À partir do momento em que começamos a compreender a raiz de nossas próprias emoções fica mais fácil visualizar e compreender uma situação emocional que direta ou indiretamente envolvam outras pessoas. 

Começei a ver as pessoas não somente como um corpo fisico e sim como a uma fonte de vibrações emocionais. 

Imagine aquele seu amigo que está muito acima do peso ,  e desorganizado , que sempre ameaça começar uma dieta , mas que nunca consegue começar absolutamente nada. Quem dirá terminar. Ou aquele seu amigo afro-descendente que insiste em conquistar e seduzir todas as mulheres de cor clara e estranhamente não possui nenhum interesse por mulheres afro-descendentes. Pior ainda , ofende-se , se você não aceitar as suas investidas e ainda te chama de racista. E os homens maduros e divorciados? Estes são cheios de traumas e carentes. Projetam nos outros um ideal de exigência afetiva que não conquistaram em relacionamentos anteriores. Estas situações cabem tanto para homens como para as mulheres. 

Entender a complexidade humana e ter a capacidade de enxergar o "invisível" nos torna gradativamente mais seletivos , silenciosos ( no sentido de não julgar) , e de certa forma impotentes. Não há como dizer ao outro: - Olha, você está com uma contuda errada!

Cada pessoa tem o seu tempo de compreender as próprias emoções , e isto , às vezes , leva uma vida inteira. 

Para aqueles que possuem a capacidade de perceber as vibrações alheias e as suas raízes, resta apenas observar , e permitir que sigam o seu caminho. 


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Nada é perfeito


Venho analisando há anos , todos os mapas de sinastria de prováveis relacionamentos futuros, e devo admitir que demorei a entender que relacionamentos perfeitos não existem.

A minha busca pela perfeição humana é simplesmente utópica, tendo em mente que todo ser humano é imperfeito e sujeito a cometer erros. Inclusive eu mesma.

À partir do estudo de várias sinastrias percebi que existem vários pontos no meu proprio caráter que me impedem  de viver  relacionamentos mais construtivos e afetivos. Uma delas é a mania de intelectualizar os sentimentos. Coisa de Capricorniano, ne!

Seria muito comodo  viver relacionamentos que não nos causem nenhum tipo de desafio, onde o outro nos aceita como somos , mas nem todos os relacionamentos começam desta forma
empática. E pior, nem sempre podemos estar sob contrôle total quando o assunto é relacionamento.

Existe  um tempo certo  para amadurecer a relação e sobreviver a todos os desafios . Também não existem relacionamentos que começem com a garantia de que serà para sempre. Nada na vida é para sempre, nem nós mesmos.

Se tivéssemos um entendimento real  de que tudo na vida tem um começo, um meio e um fim , talvez nos dedicassemos muito mais a viver o hoje , sem criar grandes expectativas para o amanhã.

Viver aquilo que a vida nos oferece é sem dúvida alguma melhor do que não viver absolutamente nada. Contanto que, sejam relacionamentos sanos ,of course.




terça-feira, 22 de agosto de 2017

Reflexões de uma Lua Escorpiana



Meu mundo poderia ser dividido em duas partes, a parte pensante que vai lá no fundo de todas as questões existenciais do ser humano , e a outra parte que apenas observa sem nada dizer.

Nem sempre digo aquilo que penso, mas sempre penso naquilo que digo.  Chega um momento em que eu nem sei mais se estou agindo como penso ou se estou apenas reagindo as circunstâncias externas. Dá pra sacar a bananosa?

Saturno anda novamente formando algumas quadraturas nos céus . Tendo sempre a culpar as estrelas, pois é mais facil assim entender o meu estado de ânimo. Me sinto bloqueada. Parece que uma nuvem cinza tem me perseguido nos ultimos meses. Seria o excesso de horas alternadas no trabalho?

Claro que este é um ponto totalmente desfavorável para o meu humor, mas no momento não há o que se fazer.

Hoje pela manhã encontrei um rapaz ( japonês) que fez a entrevista de trabalho junto comigo. Japoneses são muito timidos e dificilmente puxam assunto com alguém que eles não conhecem bem, mas o japinha me cumprimentou e me perguntou se o serviço estava muito pesado. Eu respondi que não, que estava tudo tranquilo. Ele ao contrário de mim parecia muito abatido, mais magro do que já era.  Na hora me deu uma pena de ve-lo assim tão acabado. Fiquei pensando mil coisas, pra variar.

Será que vale a pena viver assim ? Aceitando todas as regras , mudando alternadamente a hora de dormir, de comer, e pior ainda, privando-se de ter finais de semana livres em troca de alguns milhões ( força de expressão, aqui ninguém é milionário) , deixando de ter ânimo para sair à passeio para se poupar para outro dia de trabalho?

Não, não vale a pena. A vida é uma só, e temos que vive-la plenamente , fazendo ao menos uma coisa prazerosa todos os dias , uma viagem dos sonhos uma vez ao ano, viver um relacionamento amoroso que amplie nossos horizontes , amar e ter o direito de ser amado.

Não são as coisas materiais que me importam no momento, para dizer a verdade, creio que nunca foi. A minha maior busca sempre foi pela não materia , aquilo que não  pode ser visto e nem tocado. Mesmo sabendo que o intocável era a minha verdadeira praia, dediquei toda a minha vida a correr atrás de coisas palpáveis . Um verdadeiro paradoxo que nunca funcionou muito bem, nem em questões materiais e nem nas não materiais.

Todo momento de reflexão é meio deprimente, mas como tudo na vida , tem o seu lado bom. Compreendi que devo deixar para trás certos conceitos que me bloqueiam e liberar o idealismo que tenho guardado só para mim, como se não fosse possivel realizar um ideal à partir de uma pequena chama .

Sim, minha mente é completamente idealista e sonhadora. Só não tenho deixado ela se manifestar enquanto vivo aquilo que para mim está bem longe de ser o meu ideal de vida.

Se as estrelas não estão ajudando , tenho ao menos o meu livre-arbitrio para começar a desbloquear o meu mundo interno. Totalmente idealista e vanguardista.

O desafio é vencer o medo de me dar mal. Que cagona!


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Nem tudo é tão simples como parece

                    Gisele Bundchen , a nossa über model. Orgulho nacional. 


Há anos que analiso detalhadamente o meu proprio mapa Natal e o de alguns conhecidos , às vezes analiso mapas de personagens famosos e polêmicos da atualidade ou do passado também.

Tal curiosidade me fez analisar vários mapas , obviamente que apenas como uma curiosa porque nunca estudei a astrologia a fundo. Nestas minhas viagens por  mapas alheios pude compreender que nem tudo que parece óbvio é tão obvio assim.

Mapas natais com vários aspectos na casa 2 poderiam ser vistos como o mapa do Rei de Midas, aquele que transformava em ouro tudo aquilo que tocava. Assim como na lenda, um mapa com vários aspectos benéficos financeiros nem sempre é sinal de felicidade . Ter muito nem sempre é ter tudo.

Claro que eu adoraria ter nascido com o mapa do Neymar , ou da Gisele Bundchen , cercada por tudo aquilo que os beneficios materiais nos proporcionam. Mas, será que eu teria estômago para suportar a inveja que a nossa uber model teve que enfrentar no inico de sua carreira?

Em algumas entrevistas Gisele Bundchen chora ao recordar de toda a solidão e do ambiente de inveja e competições que ela teve que enfrentar para chegar aonde chegou.

Nosso craque Neymar também tem um mapa ótimo para as finanças . Mas será que ele tem estômago o suficiente para conviver com tanta gente que se aproxima dele por mero interesse?

E a responsabilidade de ser sempre o melhor, dar o melhor de si?

Apesar do meu Sol ter muitas caracteristicas ligadas a responsabilidade, sou daquelas que tudo na vida tem um limite suportável.

O meu mapa natal não tem nenhum aspecto de grandes façanhas na vida, e posso até dizer que o meu mapa é comum demais , sem grandes acontecimentos, nem trágicos e nem sortudos.

A cada pessoa cabe um papel na vida, seja o porteiro do seu prédio, a copeira do escritório , ou o presidente de uma grande multinacional. Nem um e nem outro é mais feliz ou menos feliz  por sua condição social.
 Aquilo que vale é viver a dança da vida sem invejar a grama do vizinho. Afinal, nem todo mundo tem talento para ser um bom jardineiro.


A solidão de viver no exterior

I


Quando nos decidimos  por tentar a vida em um outro país sempre sonhamos com lugares novos, culturas diversas, caras novas , e um milhão de coisas novas por conhecer. Eh! No começo é bem assim mesmo, tudo é novidade , tudo é fantástico.

Com o passar da fase de empolgação vem a rotina, e aquela paisagem que era tão fantástica passa a ser comum, aquelas caras novas já não são tão desconhecidas . Aos poucos vamos nos habituando com o clima , as pessoas , a paisagem, e até pegamos alguns "trejeitos" da cultura local. Já temos endereço fixo, um cartão de residente , um trabalho , alguns novos conhecidos e um maior dominio da lingua local. Tudo parece estar encaminhando muito bem para a nossa integração ao país. Tudo aquilo que haviamos planejado começa a se concretizar . Deveriamos dar pulos de alegria pela nova conquista em terras estrangeiras. Só que não! Sempre falta algo.

As vezes dá aquela vontade louca de jogar uma conversa fora , contar piadas, ou comentar sobre algum programa  de tv que adorávamos assistir no passado, tipo "Panico na tv" , ou qualquer outro programa de humor mais escrachado . Nestas horas ficamos só na vontade, primeiro porque nem todo mundo gosta deste tipo de programa , e segundo porque nenhum nativo local ( seja qual for o país) não vai saber do que se trata o assunto. Então, nos calamos. Rimos sozinhos , em casa mesmo.

Quando conhecemos alguém novo no trabalho , ou em algum evento , ou até mesmo quando reencontramos um antigo conhecido ( nativo) , dá vontade de apertar a mão, dar dois beijinhos no rosto, ou se ja é alguém conhecido , de dar aquele abraço. Em terras estrangeiras ficamos apenas na vontade. Os habitos locais nem sempre são os mesmos e muitas vezes temos que reprimir a nossa calorosa forma de saludar as pessoas.

Dependendo do país e da cultura onde se vive , até o modo que nos vestimos deve ser repensado. Muitas vezes é uma exigencia do proprio clima do país . Não dá para sair de bermuda e camiseta o ano todo. Aquela pele bronzeada da cor do pecado? Esquece! Seu novo estilo será o branco total por vários meses.

Em alguns países , o povo nem curte muito bronzear a pele no verão , no caso , o povo japonês. Poucas são as pessoas que iriam passar um feriadão esparramados na areia da praia. Daí, você vai sozinho , mas evita bronzear demais a pele. Ninguém vai apreciar mesmo.

Falar muito alto também é um habito nosso que não é muito apreciado em algumas culturas. Reaprendemos a falar em tom baixo . Quer gritar? Vai pra Itália.

Natal e Ano Novo são as piores datas comemorativas para se celebrar estando no exterior. Nem todos os países comemoram o Natal de igual forma, e nem todas as comemorações de virada de ano são tão calorosas e barulhentas como as nossas. Além da falta de calor humano e espontaneidade , vem a parte pior, a falta da familia e dos velhos amigos. 

Pior ainda é nos conscientizarmos  aos poucos que de certa forma perdemos a nossa identidade. Aquilo que levamos na alma são as nossas lembranças , que nem sempre podem ser compartilhadas, e no bolso,  o cartão de residente. 

Por estas e outras , viver no exterior é viver todos os dias na companhia daquela nossa amiga , "a solidão" .
Ela , que nos acompanha a todo instante , provocando aquele sutil sentimento de angústia ,  quase que imperceptível . É como uma dor de barriga momentânea e suportável, mas sempre indesejável .

Viver no exterior é ainda um sonho para muitas pessoas, e sem dúvida alguma é uma experiência muito valida em todos os sentidos , porém, como tudo na vida tem os seus prós e contras, a nossa legítima e fiél companheira , " a solidão" , estará sempre presente em nossas vidas. Estejamos sós ou acompanhados , ela sempre se fará presente em algum momento da nossa curta ou longa jornada por terras estranhas. 






sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Sol




"O Sol invadiu o meu coração, de repente , me invadiu de paz..."

Fiz um trocadilho da canção "Paz" da Zizi Possi para expressar o bem que ele faz, o Sol.

Estamos em pleno verão aqui no Japão, o Sol à pino com uma temperatura à cerca de 30 graus e aquela umidade terrivel que nos faz suar até estando parados na sombra de uma àrvore. Mesmo assim , eu não poderia deixar de aproveitar o bem que ele nos faz.

Uma voltinha de bicicleta ( cerca de 1 hora e meia) , o Sol rachando os miolos, aquele ventinho fresco, quase morno , batendo  no rosto e eu de shorts e camiseta pedalando pela cidade. Seria uma coisa óbvia em qualquer país do ocidente, mas as japas aqui se cobrem dos pés a cabeça para sair no verão. Talvez por esta razão elas sejam tão introvertidas e aparentem ter o corpo franzino. É falta de arroz com feijão , bife acebolado e Sol.

Sem duvida alguma o Sol muda os nossos animos, e com certeza o povo brasileiro é assim todo extrovertido e alegre por causa do excesso de Sol o ano todo.

Uma paradinha para almoçar e a tarde vou dar aquele ligeiro passeio até a praia.

Sol e bicicleta, nada mais saudável!

Namastê!

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Gente kurai



A palavra  "kurai" em japonês significa escuridão. Podemos usar esta palavra para nos referirmos a locais, situações ou pessoas. O povo japones  é sem duvida alguma muito civilizado ,e eu tenho uma profunda admiração e respeito por este modo de ser dos japoneses . Porém,como nem tudo na vida é perfeito, a falta de sorrisos e atitudes  espontâneas desta raça me incomoda profundamente.

Nos ultimos dias tenho topado com gente que não cumprimenta , gente que não sorri, gente exageradamente timida, e gente que esconde o rosto atrás daquelas mascaras cirurgicas. Tem japa que usa mascara da hora que chega ao trabalho até a  hora de ir embora. Alguns eu nunca vi o rosto.

Claro que nem todo japonês é assim, mas de certa forma é uma caracteristica comportamental bem frequente por aqui.

O impacto deste tipo de convivio tem mexido um pouco com os meus animos, ao ponto de me causar um certo mal estar geral. É muita gente "down"! E como eu sou uma antena parabólica , tenho absorvido toda esta carga negativa . Talvez eu esteja ficando igual à eles .

Aqui no Japão começou o verão e eu não vejo a hora de ir à praia . Sabe-se que a maioria das mulheres japonesas fogem do Sol como quem foge do diabo, e mesmo em pleno verão a mulherada sai de chapéu, camisa de manga longa e sombrinha . Praia então, nem pensar.

Mas será que evitar tanto assim o Sol não seria um ponto negativo ? Afinal, todo mundo precisa de vitamina D , e passar meses, ou anos evitando o Sol não só causa problemas fisicos como psicológicos.

A grande maioria dos japoneses sofrem de dores por todo o corpo, e ao envelhecer começam a ter uma grande perda ossea. Alguns idosos começam a ficar com a coluna curvada. E as epidemias de gripes, viroses, e alergias estranhissimas que este povo contrai com frequência? Por onde anda a imunidade deste povo?Nem vou comentar aqui sobre os japas , ainda jovens, que se trancam em seus quartos e não saem de lá nem com reza braba, e nos altos indices de suicidio ne?

Vitamina D nesse povo! Pelo amor !!!

Quero voltar a viver em Okinawa. Lá o povo é muito mais alegre. 

A razão? Sol o ano todo e muita praia maravilhosa! 




quarta-feira, 5 de julho de 2017

A realidade japonesa


Passaram-se mais de 10 anos desde a primeira vez que ingressei em uma grande empresa japonesa de fabricação de vidros especiais. Para dizer a verdade,  é a maior industria japonesa . Entre idas e vindas , creio que esta seja a quarta vez que retorno para a mesma empresa.

A cada ano , ou a cada regresso , tenho notado muitas alterações no aspecto funcional da empresa , em virtude de novas leis trabalhistas e de demandas do mercado que já não são mais as mesmas desde a crise Global de 2008 .

O aspecto que mais me chama a atenção é o nivel de inteligência dos novos funcionários , na sua grande maioria de japoneses tercerizados. Segundo o supervisor da minha empresa contratante , a tendência agora no Japão é a de as empresas terceirizadas ( hakkens) começarem a contratar pessoas totalmente despreparadas e de um nivel de inteligência baixissimo . Não que seja uma estratégia para escapar da falta de mão de obra japonesa, na realidade é aquilo que se tem a disposição no atual mercado de trabalho japonês.

Para os contratantes japoneses acostumados a trabalhar com a força de trabalho dos brasileiros , ficou apenas a saudade, e a esperança de que os descendentes brasileiros regressem ao Japão.

Durante este um mês desde que regressei , percebi uma certa dificuldade em me comunicar com os novos funcionários contratados japoneses. Cheguei a pensar que o meu nivel de comunicação em japonês tivesse decaido e que eles não estivessem entendendo a minha pronuncia.

Ontem, precisei falar com o meu chefe para comunicar a ele que eu não estava conseguindo passar instruções simples de trabalho para os meus novos colegas de trabalho . Por mais incrível que pareça , ele automaticamente entendeu que o meu problema era o mesmo problema que ele enfrentava , ou seja, se fazer entender em lingua japonesa. Alguns japoneses mais antigos de trabalho até fazem piadas com a situação , dizendo que a maioria dos novos contratados ( apesar de japoneses) não são fluentes em japonês por não serem capazes de entender instruções simples sobre o trabalho.

Portanto, chego a conclusão de que compreender 100% da lingua japonesa nem sempre é um pre-requesito . Obviamente que é necessario saber ao menos 30% de japonês e o restante dos 70% ser dividido entre intuição e raciocinio lógico.  Coisa que brasileiros tem de sobra e japoneses não tem.

A imagem que  o mundo tem do Japão e de seu povo é totalmente ultrapassada nos dias de hoje. Os jovens japoneses que deveriam ser a nova força de trabalho japonesa tem se resumido em uma população apática e sem grandes ambições. Muitos jovens que saem para o mercado de trabalho japones preferem fazer bicos ( arubaito) do que ingressar em um trabalho vitalício e fixo. Aqueles poucos que tem ambições e capacidade intelectual normalmente  são automaticamente promovidos e transferidos para outras localidades.

Não vamos desmerecer os grandes nomes da industria japonesa do passado, mas a realidade japonesa de hoje é bem diferente...




terça-feira, 27 de junho de 2017

O amanhã



Se tem alguém que vive muito mais no futuro do que no presente , este alguém sou eu. Panejo tudo com antecedência e tudo o que faço tem um pensamento no futuro. 

Estranhamente, este meu modo de  levar a vida não me causa nenhum tipo de ansiedade. Planejar o futuro me traz uma certa tranquilidade. Na realidade é apenas um instinto de precaucação . Até quando saio de casa , nunca dispenso um guarda-chuvas , mesmo que a meteorologia afirme que o dia será ensolarado. 

Prever as consequências de nossos atos no futuro pode ser considerado um privilégio para muitos , porém, ao mesmo tempo nos desencoraja a correr riscos. 

Capricornianos são famosos por serem os "agua- festa" de qualquer situação inusitada, seja ela relacionada a acontecimentos cotidianos , como também em questões afetivas e principalmente de cunho financeiro. Digamos que , nós Capricornianos somos aquele investidor pessimista que só investe em áreas seguras e nunca dá o famoso "pulo do gato" , afinal, somos cabras monteses. 

No amor então, piorou . Se a paixão cegar um Capricorniano , pode ter a certeza de que ele estará muito inseguro , sem saber se fez a escolha certa. Visualizar o futuro da relação é uma facilidade que nós "agua-festas" temos em comparação com outros signos do zodiaco, simplesmente pelo fato do nosso amor ser muito mais cerebral . Amamos com a mente . Ouso até em dizer que o coração de um Capricorniano pulsa no cérebro. 

Estou explanando sobre este carater puramente Saturnino para relatar um fato que me ocorreu esta semana. Aliás, me ocorre sempre , mas este caso em questão me deixou um pouco intrigada comigo mesma. Pensei comigo mesma: - Mas será que a minha racionalidade não tem limites?

Durante a semana passada estava em contato com um futuro ex-pretendente. Sim, já o considero descartado de ante-mão. Viuvo, pai de um adolescente e de lingua inglesa buscando desesperadamente por uma companheira que o ajude a criar o seu filho. Não é bem o perfil que eu estou buscando para mim. Então, propus uma amizade sem grandes expectativas em uma mensagem bem clara, objetiva e formal. Depois de alguns dias veio a resposta. Um email pra lá de meloso e fantasioso, onde o tipo se dizia apaixonado por mim , e no final da mensagem um link para uma musica de Whitney Houstoun . 

Percebe-se que o tal  nem se quer leu o que eu escrevi para ele, ou simplesmente ignorou as minhas palavras , ou pior ainda, em uma atitude desesperada de prender a minha atenção de alguma forma me enviou uma mensagem pra lá de romantica. 

Nestes casos, a reação de um Capricorniano vero é simplesmente a de não levar a sério uma pessoa tão impetuosa que parece flutuar nas nuvens, ou simplesmente subestimar a nossa inteligência. 

Automaticamente me vem em mente como seria viver uma relação séria com alguém que reage desta forma. Primeiro, ele não leva em conta as nossas considerações . Segundo, sonha demais e é pouco prático. Terceiro, está bem claro que o seu objetivo é impor a companheira a educação e criação de seu filho adolescente. O futuro desta relação está decididamente fadada ao fracasso. 

Critica demais? Analitica demais? 

Agora vou dizer uma frase bem caracteristica de nós Capricornianos: - Não sou pessimista, sou apenas realista! 

Em tudo nesta vida a capacidade de visualizar o futuro de forma pragmática nos livra de viver situações que fogem ao nosso controle. Não há como deter  o outro quando o castelo está montado. 

Aprender com os nossos proprios erros é algo que nos traz sabedoria ( ao menos deveria), porém ,    compactuar com os erros alheios é burrice. Até mesmo quando somos nós mesmos os construtores de grandes castelos de areia , nós Capricornianos temos a capacidade de enxergar lá na frente e a não criar expectativas irreais. 

Vive-se aquilo que a pessoa, ou a situação tem a nos oferecer e ponto final!

Seria tão mais simples viver relacionamentos saudáveis se as pessoas fossem mais empáticas umas com as outras e soubessem a diferença entre planejar o amanhã e criar expectativas egóicas no presente...




terça-feira, 20 de junho de 2017

Sobre relacionamentos



Hoje eu me peguei pensando na causa do meu desinteresse em viver um relacionamento sério . e cheguei a conclusão de que relacionamentos sérios , após a uma certa altura da vida , são um mal necessário. Ninguém quer passar a vida inteira sozinho e envelhecer sozinho .Não é mesmo?

O problema dos relacionamentos sérios na maturidade é a carga de seriedade , responsabilidade , obesidade , entre tantos outros fatores ligados a "idade".

Ahh, meus amores adolescentes ! Que saudades!

Quando se é ainda jovem ,cronologicamente ou de espirito, nunca perdemos aquele brilho no olhar, aquela sede de viver e provar o novo. Quando envelhecemos junto com as nossas experiências passadas , aquilo que mais buscamos é não cometer nunca mais os mesmos erros do passado.

Pois aí está a chatice de se viver um amor maduro. Ninguém mais quer errar. Ninguém mais quer se iludir .

Se a graça de viver um novo relacionamento é se apaixonar e correr o risco de se iludir , qualquer relacionamento que comece de forma muito ponderada com base em experiências passadas deixa de ser autêntico. É apenas mais uma formula que pode nem vir a funcionar.

O amor necessita do brilho no olhar em seu primeiro encontro. Pede sedução e muita ilusão. Apaixonar-se ao primeiro momento é revitalizante.

E não me venham com esta história de que paixão não é amor! A paixão é apenas a primeira etapa de tudo que está por ser vivenciado dentro de uma relação saudável.  Obviamente que não me refiro as paixões doentias onde um quer dominar o outro. Isto não é paixão, é possessão.

Nesta fase da minha vida " madura" , aquilo que mais encontro disponível por este mundão a fora, são pessoas envelhecidas e carentes que buscam um companheiro de vida , ou alguém mais jovem para sentirem-se rejuvenescidos.

Minha gente! Se uma pessoa madura busca alguém para se relacionar que lhe sirva de muleta para a solidão ou busca no outro o elixir da juventude , esta pessoa já está literalmente no fim da vida.

Relacionamentos maduros não deveriam ser tão óbvios ...e tão chatos.


quarta-feira, 14 de junho de 2017

Trabalhar com japoneses

               Alunos do ensino fundamental japonês em horário de souji ( limpeza) 


Ao contrário do que muita gente pensa os japoneses não são uma raça tão inteligente assim. A verdadeira capacidade japonesa se concentra na disciplina e na dedicação. Sem dúvida alguma , os japoneses são muito disciplinados . Isto se aprende cedo nos primeiros anos de vida escolar. Eu até ouso afirmar que a educação japonesa é merito da disciplina escolar e não propriamente da educação recebida pelos pais. É como se o dever de disciplinar fosse delegada as escolas . Em parte é bom, em outra não.

Nos meus mais de 13 ou 14 anos de Japão , convivendo com as minhas origens pude perceber o quanto os japoneses são condicionados  a seguir uma "ordem" , tanto nos relacionamentos pessoais como no ambiente de trabalho. Quando tudo está em ordem , os japoneses trabalham eficientemente, quando não, os japoneses na sua grande maioria são incapazes de buscar soluções imediatas e eficazes. A impressão que eu tenho é de que eles estão sempre delegando responsabilidades.

Os funcionários vitalícios de algumas grandes empresas são extremamente acomodados , do tipo que só fazem aquilo que lhes competem , ou seja, a visão de um trabalhador japonês é limitada apenas ao seu setor.

A comunicação também é algo deficiente em ambientes de trabalho japoneses. Geralmente um setor que depende de outro setor para dar um bom andamento em algum processo não se comunica eficientemente . Quando surge algum problema ou dificuldade eles tendem a delegar a solução à alguém , ou simplesmente ignoram que existe algo que deva ser reparado .

Nas reuniões matinais quem fala é o lider, os seus subornadinados  apenas ouvem. Ninguém diz absolutamente nada, ninguém tem dúvidas. Assim que a reunião matinal termina, estes que nunca se pronunciam começam a questionar a pauta da reunião entre eles. É bem claro e notório que a maioria dos japoneses são altamente subordináveis e submissos . Se o chefe disse que é assim, ninguém vai questionar. Não na presença dele. E assim dá se o inicio de grandes problemas na boa comunicação entre os departamentos de uma empresa de médio e grande porte.

Algo que me deixou impressionada durante  a minha primeira semana de retorno ao meu antigo trabalho é a falta de educação de alguns funcionários recem contratados. Saudar as pessoas logo ao chegar no trabalho é algo óbvio em qualquer país do mundo, mas alguns japoneses não são capazes , nem mesmo por educação. Há aqueles que usam máscaras durante todo o periodo de trabalho , andam de cabeça baixa e se escondem pelos cantos , evitando o contato com os colegas de trabalho.  Tem uma garota japonesa recém contratada que se esconde no banheiro feminino até terminar a sua hora de repouso. O pior fato , que aliás, me causa até um mal estar , é chegar na sala de reunião matinal e perceber que 100% das pessoas presentes aguardam o inicio da reunião com a cara enfiada no celular e nem se quer olham para os lados quando alguém mais entra na sala.

Obviamente que nem todos os japoneses são assim, mas é como se todos seguissem um tipo de comportamento uniforme . Parece que eles , os japoneses estão sempre esperando serem liderados por alguém, ou seja, é a famosa hierarquia japonesa imperando nos ambientes de trabalho que os impedem de serem mais autênticos.