quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Chatice capricorniana

 

Pior do que ter que suportar uma pessoa chata é ter que suportar a sí mesmo.

Tá, todo mundo já está careca de saber que o Capricorniano é o chaturno da família, do grupo de escola, do trabalho, o pai e a maē autoritários , do grupo de whatsapp e assim por diante. Suportar o mau humor capricorniano todos os dias não é facil. Sem falar das grosserias que refletem toda a falta de tato deste signo. 

Mas, e quando você é a personificação deste signo com tudo aquilo que tem de chatice? Dificil se suportar, não é verdade? 


Pior ainda um Capricorniano em plenaa pandemia. No minimo estressado com a falta de opções para extravazar o mau humor. 

E aí? Quem é que aguenta ficar de auto-isolamento consigo mesmo se a chatice e o mau humor preenchem todo o ambiente? 

Eu não aguento! Eu não me aguento! 

Deus, permitais que o meu proprio mau humor , as minhas lamúrias e chatices vão para bem longe de mim. 

Saber que sofre de chatice e nao conseguir ser cool sem parecer ser falso consigo mesmo. Este é o grande desafio dos Capricas para 2021. Pandemia part II. Foverer! 




terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Cansei dos japas

 Durante todos esses anos que vivo em terras niponicas passei por vários processos para compreender a cultura local e parar de fazer comparações com outras culturas. 

No começo era impossível aceitar a mentalidade e o modo de ser dos japoneses. Aos poucos fui aprendendo a respeitar a cultura local e extrair tudo de bom que eu poderia aprender convivendo com os japoneses . Sou muito grata ao país por tudo aquilo que pude viver estando aqui na terra do Sol nascente.  

Apesar do sentimento de gratidão ao país , tem certas coisas que eu não aprecio na cultura japonesa. Uma delas é a falta de fé , outra é a falta de compaixão , e principalmente a falta de amor e expressividade nos relacionamentos em geral. 

Japoneses são muito convencionais de um modo geral e tamanha convenção nos relacionamentos gera um certo distancionamento entre as pessoas. Ponto muito negativo. 

Hoje é meu primeiro dia de retorno ao trabalho após quase dez dias de folga do feriado de Ano Novo. Só de pensar que terei que saudar os japoneses com aquela formalidade  toda do "Akemashite Omedetou Gozaimasu! Kotoshi mo yoroshiku" . Me dá até um desânimo. Além da frase ser muito longa é muito mecânica e convencional. Sei lá , quantas vezes vou ter que repetir essa frase e me curvar durante o dia todo por pura formalidade. Vou fingir que esqueci! 



quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Ânimos de Ano Novo

 Esta virada de ano pode ter sido bem atípica para muitas pessoas, mas devo confessar que para mim não mudou muita coisa. 

O isolamento social tem mexido com os ânimos de muita gente por este mundão à fora, principalmente em países que sofreram as restricões de lockdown imposto pelo governo local. 


Aqui em terras nipônicas o governo não tem o poder de impedir que as pessoas saiam de casa, mas um pedido do governo é como uma ordem e todos os japoneses costumam acatar. Claro que existem exceções, mas é uma minoria. 

Ainda não senti o impacto dessa pandemia e só tenho a agradecer. Continuo trabalhando normalmente e continuo encontrando uns poucos amigos uma vez por mes , ou de dois em dois meses, ou de dois em dois anos. A vida social aqui ( para mim) tem sido bem restrita faz anos. O meu maior contato social tem sido em sites  e redes sociais pelo mundo. Fiz ate uma nova amizade com uma indonesiana que vive em uma ilha perto de Bali . Quem sabe será meu proximo destino de férias quando tudo isso passar. Bora! Estudar um pouco de ingles até la! 

Para este novo ano estou fazendo planos de viajar para o Brasil, e se a coisa não melhorar , talvez Tailândia, ou os dois paises. Vamos ver o que mudará após as vacinaçoes. Dificil prever em um cenario de muitas informaçoes e poucas certezas, mas o importante é sempre manter o foco e não se deixar levar pelo negativismo. 

Eu creio que o ser humano sempre se adapta a qualquer clima ou situação quando aprende a lidar com as mudanças impostas a nossa revelia , e principalmente quando se é criativo e precavido. 


Que 2021 seja a transição para esta mudança. Welcome 2021!


terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Sabedoria é questão de QI




De onde vem a sabedoria das pessoas? Da vivencia de inúmeras experiências ? Da maturidade? Da religiosidade? Da velhice? 

Hoje pela milésima vez tive a triste constatação de que a sabedoria não vem com a velhice, e nem tão pouco com a religiosidade. Ela está ligada diretamente ao nosso QI ( quoeficente intelectual) , e até mesmo ao nosso QE ( quoeficiente emocional) . Uma pessoa que possua um quoeficiente  intelectual abaixo da média não é capaz de processar situações complexas em que devemos analisar todos os pontos de uma situação.     
     
Existem exceções , quando a pessoa mesmo com um QI baixissimo é possuidora de um bom senso nato. Sabe quando deve se pronunciar, sabe quando deve se calar. Mas, a grande maioria não usa o cérebro pra se manifestar, usa apenas a boca sem pensar e nem medir as consequências de seus atos. 

É triste ter que admitir que eu estava enganada em relação aos idosos. Aquela ideia romantizada do velhinho sábio e da velhinha dôce e sensata caiu por terra. Os velhos vão se tornando crianças, como se fosse uma contagem regressiva. Tornam-se mais depententes. Alguns até fraldas voltam a usar. É um verdadeiro retrocesso intelectual. E a sabedoria dos mais velhos? Depende da capacidade intelectual de cada um e do uso frequente do cérebro durante toda uma vida. 

Vovós e vovôs com baixo QI , usem a internet, façam palavras cruzadas, leiam noticias, pratiquem atividades fisicas, tomem suprimentos para a memoria. Não decepcione um filho, ou um neto, quando te pedirem um conselho. Ou , simplesmente quando queiram conversar.





domingo, 27 de dezembro de 2020

Folga de fim de ano

 

Finalmente chegaram as tão esperadas  férias de final de ano no Japão. Serão cerca de 10 dias livres pra descansar e sair da rotina. Daria até pra fazer uma pequena viagem de uma semana pra Tailândia ou Okinawa. Aproveitar o periodo pra ir ao shopping fazer aquelas comprinhas de final de ano e apreciar a decoração de Natal. Só que não! 

Segundo alguns noticiários a nova cepa do "coronha" já chegou em terras nipônicas. Putz! Esse vírus é mais rápido do que o "The flash". 

E agora? O quê fazer com esses dez dias de folga tão esperados? Alguém tem alguma sugestão? Por enquanto , a melhor opção é comer muito. Vai que não exista um amanhã. 

Quanto ao isolamento social, tô tirando de letra. Aqui em terras nipônicas o povo nem é de sociabilizar tanto quanto os povos de outros planetas. Eles curtem mais aquela aglomeração anti-social , tipo ir sozinhos em pachinkos , aquelas casas de jogos onde um senta do lado do outro pra arriscar a sorte. 

Os karaokês andam mais vazios, mas como aqui no Japão o povo costuma ir em karaokê box, aquelas salinhas privativas, o contagio fica entre quatro paredes. Talvez eu até vá com uma amiga, mas levo sempre meu kit desinfetante junto. Acho que não tem problema ne! 


Aqui é inverno, mas o sol sempre dá as caras por aqui . Vou aproveitar o dia ensolarado pra lavar os lençóis e cortinas. Também vou fazer uma caminhada solitária até a praia, se o vento gélido que vem da Sibéria permitir. Onde fica isso mesmo??

Com o restante do tempo livre , vou cozinhar algo mais trabalhoso, tipo umas coxinhas que levam horas pra ficarem prontas e ainda suja muita louça e a cozinha toda. Vou ter muito o que fazer.


Bom isolamento à todos! 






quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Nada é por acaso

 

Quando atraímos pessoas "ao acaso" , que a principio parecem ser inadequadas para nós, frequentemente o destino nos coloca de frente com lições que devemos aprender em relação a nós mesmos. Nenhuma pessoa , por mais insignificante que nos pareça entra em nossas vidas a esmo. Todas essas pessoas tem algo a lhe ensinar , todas tem algo a aprender também. 

A minha vivencia em terras nipônicas me fez entender muito sobre a mentalidade dos meus pais, mais especificamente do meu pai que era um japonês legítimo. Meu pai destoava com a forma de ser e ver a vida em terras tupuniquins. Hoje compreendo que apesar dele ter elegido o Brasil como o seu segundo lar, ele sempre se sentiu um peixe fora d'agua. 


Coisas do destino, coincidência ou não. Cá estou eu em terras niponicas me sentindo um peixe fora d'agua, com o risco de virar um filé de sashimi. 

A realidade atual que vivemos no mundo nos tem tirado um pouco da nossa zona de conforto. O amanhã é sempre uma incógnita, e isto nos causa no minimo uma certa ansiedade e tensão. Tal experiência sendo um peixinho estrangeiro em terras nipônicas não é fácil não! O pessimismo e a falta de fé em algo maior parece ter tomado conta desse povo já tão habituado a sofrer com a fúria da natureza. 

Graças a Deus fui privilegiada por haver nascido entre duas culturas totalmente diversas. A minha fé em Deus tem me blindado durante este periodo para não me infectar com o negativismo exacerbado de algumas almas samurais que não dão valor a vida. 

É inacreditável como os japoneses (nem todos) são capazes de imaginar que a morte é a solução para os males da vida. Ninguém é capaz de ao menos imaginar que o amor e a compaixão sejam a solução de muitos problemas na vida. 

Nada na vida é por acaso. Tais pessoas e vivencias me serviram para compreender que o ser humano é imperfeito em qualquer cultura, e  que aquilo que nos tranquiliza a alma é a fé . Não importa qual seja a religião, ou se não somos adeptos de uma. 


Namastē! 

sábado, 28 de novembro de 2020

E depois?

 

Ontem fui a um café internet com uma amiga, para poder desafogar do estress do periodo. Locamos uma salinha de karaokê só para nós duas . 

O local geralmente é bem cheio de jovens , mas com o receio da pandemia as pessoas devem estar evitando até mesmo as salas privativas de karaoke. 

Ao chegarmos desinfetei toda a sala com alcool e procurei não tocar em nenhuma porta sem um lenço descartável embebido em alcool. Os microfones tinham uma capinha de proteção descartável e a tela digital do aparelho de karaoke eu mesma desinfetei com alcool. Eu parecia uma louca com TOC , mas atualmente é algo que deve ser encarado como normal. 

Cantamos , comemos, colocamos as fofocas em dia e desafogamos um pouco o estress que nos causa o isolamento social e as limitações do período. "Quem canta , os  males espanta". Foi bem por aí! 

Ao voltar para casa estava mais leve e mais animada a conversar . Decidi entrar em um app de amizades e viagens pelo mundo chamado Ablo. Conheci uma indonesiana muito legal que é professora de jardim de infancia e é cristã. Indonesianos na sua maioria são muçulmanos ou budistas. Achei incrivel encontrar uma indonesiana cristã. Trocamos whatsapp e combinamos de um dia nos conhecermos pessoalmente quando passe este periodo de limitações. A ilha onde ela vive é repleta de praias maravilhosas e bem perto da ilha onde fica Bali. Mas, quando passará este periodo de restriçoes? Quando poderei realmente fazer planos de viagem? 

O sentimento que tenho no momento é uma mistura de angústia e esperança . Nunca pensei que ter a liberdade de ir e vir tolhida teria um efeito tão angustiante em mim. 

Novas sensações dentro da rotina de todos os dias. É isto que se passa comigo atualmente. Sigo com a vida praticamente normal , apenas evitando sair muito. Mas, aquilo que estou tendo que administrar são as novas sensações que jamais pensei que iria provar em uma única saída a um karaokê. Um pouco de receio, um pouco de culpa por estar indo a um local somente para me divertir, um pouco perplexa por ver o local praticamente vazio, um pouco feliz por poder rever a uma amiga que não via à tempos. 


Definitivamente nem é a minha rotina diária que mudou neste tempo de restrições, aquilo que mudou foi a minha percepção sobre a vida. Me pego questionando frequentemente sobre o que é mais importante para mim e para onde quero estar , com quem quero estar e como quero estar. 


Namastê! 



segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Blindagem contra energia negativa

 

Quando nascemos em um ambiente tóxico onde um de nossos pais , ou os dois, são pessoas extremamente negativas, a nossa aura se contamina com a energia do ambiente. Com o passar do tempo e a convivência acreditamos que viver sob esta energia é normal, até que começamos a observar e perceber que nem todo mundo tem esta mesma vibração energética. 

Apesar da constatação de que podemos nos relacionar com energias variáveis no decorrer de nossas vidas, aquela que nos identificamos é sempre aquela que mais nos marcou , positivamente ou negativamente , enquanto construíamos a nossa personalidade. 

Quando atraimos para o nosso convivio pessoas com uma energia baixa , pode ter a certeza de que por mais que você se negue , ela está se identificando com você em algum ponto e vice-versa. 

E como podemos nos libertar de tais energias alheias? Deixando de se identificar. Simples assim. 

De alguma forma abrimos a nossa aura para que tal energia nos impregne  e busque lá nas nossas memorias vivenciais aquela situação ou sensação semelhante. Pronto! Está feita a conexão.

Algumas técnicas como a respiração cadenciada, o yoga , ou qualquer amuleto onde você possa canalizar suas energias são ótimas ferramentas para blindar-se contra a somatização de energias negativas. A oração de gratidão também funciona muito bem. 

Agora, se nem assim você consegue se livrar desse tipo de energia densa, o melhor a fazer é se afastar daquilo que te contamina negativamente. Se for um colega de trabalho , evite conversar. Se for um pai ou mae , ore por eles e agradeça por terem te gerado. Se for um marido ou esposa toxicos , separa que é mais prático. 

Não há como lidar com energias negativas quando de alguma forma nós nos identificamos . Nem sempre somos capazes de ligar e desligar o botão de conexão energética. 

Portanto , neste periodo de energias negativas em funçao de tantas notícias negativas , o melhor a fazer é se auto-isolar quando a nossa energia estiver muito baixa. O isolamento social exigido no momento atual não serve apenas para evitar a contaminaçao por vírus . Serve também para evitar a contaminação energética. 

 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Isolamento social necessario

 Todo mundo deve saber que o periodo que vivemos atualmente nao está  lá muito para festas e socializaçōes, não é mesmo? 

Tirei três dias de folga no trabalho essa semana e até fiquei tentada a ir para a cidade fazer compras. Todo mês , antes dessa pandemia , eu costumava dar um giro pela cidade e passava o dia inteiro entre compras e restaurantes.  O problema é que para ir a cidade tenho que pegar um onibus , que na ida está praticamente vazio, mas na volta é sempre cheio. Ir ou não ir? 

Decidi não ir e ficar na segurança do meu solitario e seguro lar doce lar. 

Poderia chamar alguma amiga para fazermos algo em casa, ou apenas colocar o papo em dia, mas...os assuntos são sempre os mesmos hà décadas. O povo aqui não fala de outra coisa a não ser sobre trabalho. E quem é que está interessado em falar sobre a rotina de trabalho  em fabricas japonesas? É tudo igual. 

Passei os meus tres dias de folga em casa , entre afazeres domésticos, cuidados com a pele , muito repouso, silêncio , e na companhia dos videos do Richard Hasmusen , aquele biologo doidão que é muito engajado na preservaçao de animais silvestres. Meus programas favoritos são os documentários. 

Enfim, isolamento total , e o mais importante : paz interior. 

Aquele que conseguir passar por  este periodo sabendo dosar o isolamento e o desapego terá com certeza aprendido a sobreviver em qualquer situação. 


Namastê! 


sábado, 31 de outubro de 2020

Falando na real

 Desde que começou essa loucura da Pandemia no mundo todo, tenho tentado saber como estão as coisas no Brasil e no mundo. Nem é por curiosidade , mas para ter uma visão real da situação e poder me programar caso eu decida ou precise retornar ao Brasil por alguma questão pessoal. Sou capricorniana , a realidade não me assusta , o que me incomoda é a subjetividade das pessoas no intuito de tentar evitar o inevitável, e a mania de algumas pessoas em simplesmente ignorar situações opressivas .


Temos que ser otimistas durante este periodo, mas também precisamos encarar a atual realidade para assim melhor nos adaptarmos com as mudanças que vem ocorrendo no mundo em função dessa Pandemia.


Já se passaram mais de seis meses que estamos vivendo grandes mudanças e restrições em todos os sentidos de nossas vidas. A vida social aqui em terras niponicas , que já era bem reduzida, está muito mais reduzida. Os eventos anuais que eu costumava ir forão todos cancelados. Os shoppings centers estão vazios e a praça de alimentação que vivia abarrotada de gente está sempre ás moscas em pleno final de semana. Horários de ônibus que já eram reestritos ficaram bem reduzidos. Alguns serviços públicos e agências estão demorando mais que o normal para expedir documentos . Lojas estão adotando o auto atendimento para evitar o contato pessoal e a falta de mão de obra. Encomendas via correio para o Brasil estão seguindo apenas de navio , o que demanda meses para chegar ao destino. Os aeroportos estão com várias medidas restritivas . A situação do desemprego no Japão é bem confusa. Há setores em alta , outros setores em falencia. Os índices de suicidio aumentaram desde Setembro deste ano entre jovens. 


Apesar das restricões , o Japão parece estar controlando razoavelmente bem  a situação , não se sabe se os números de contaminados pela covid-19 no Japão é real, mas a quantidade de mortes é bem baixa em relação ao mundo todo. O único desafio maior  de quem se contamina aqui em terras nipônicas é a de sofrer discriminação por parte de vizinhos e colegas de trabalho. Ai de quem for o primeiro a se contaminar na cidade ou no local de trabalho.


O fato é que estamos vivendo um periodo bem opressivo e a insegurança de não saber o que ocorrerá amanhã está sem dúvida alguma mexendo com os animos de todo o mundo.A pergunta que eu me faço todos os dias é ; Como será que o mundo reagirá a mais um longo periodo de restrições?

No passado a humanidade já viveu situação semelhante por dois anos com a disseminação da gripe espanhola. Obviamente que os tempos eram outros e hoje temos a nosso favor a informatica e uma melhor qualidade de vida , mas isto não quer dizer que não sofreremos com a depressão causada por tantas mudanças restritivas da atualidade.


Adaptar-se a realidade ou simplesmente ignorar a situação tentando levar uma vida normal , como era antes?Eis a questão! Não há como exigir ou reivindicar  o direito de ir e vir . A nossa liberdade está sujeita a restrições  que antes não eram comuns na nossa rotina diária.Uma simples ida ao supermercado requer cuidados , e em alguns casos , coragem. Pegar um elevador vazio é a glória!Nunca se usou tanto o cotovelo em outras épocas. Nem preciso comentar o quanto é incomodo falar e respirar ao mesmo tempo com o uso de máscaras o tempo todo né!


Nova realidade , novos hábitos , novos desafios. Quem é flexível e adaptável passará por este periodo sem sofrer grandes depressões (talvez um tediozinho) , porém quem não se adapta com facilidade a mudanças e não se contenta em viver com uma rotina básica e restritiva vai sofrer um pouco. Não é uma fase para se criar grandes expectativas porque o mundo lá fora não está para tal. Não podemos ter controle sobre o mundo externo , apenas sobre o nosso mundo interno . Este ninguém tasca a mão!Portanto, cuidemos melhor do nosso mundo interno e do nosso entorno mais proximo para amenizar este periodo. Quanto ao resto, apenas nos resta esperar...



segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Viajar não te faz feliz!

Viajar nao te faz feliz!

Esta foi a frase que me marcou durante esta semana e me fez refletir sobre a minha real necessidade de viajar.

Viajar para mim é uma fuga. Fugir do trabalho rotineiro, da mesmice de todos os dias e vivenciar novas experiências , novas paisagens, novos hábitos , novas linguagens. 

Enfim, o prazer de viajar é poder ir de encontro ao desconhecido, onde ninguém sabe quem você é. Você pode ser oque quiser ou simplesmente ser você mesma. Com a vantagem de poder voltar ao seu mundinho, a sua zona de conforto, após algumas semanas ou meses. Cheia de lembrançinhas e histórias pra contar. 

Viajar desestressa, renova os ânimos , abre a mente. Te faz feliz sim. Na ida e na volta. 

E quem foi que disse que a felicidade é para sempre? 




segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Lei da atração

Acredito que todo mundo já tenha ouvido falar da tal da Lei da atração. Já lí o livro e também assisti vários videos sobre o assunto. Certa vez, me lembro que cruzei com um senhor em um ônibus em Mogi das Cruzes - SP , que do nada começou a me relatar alguns fatos de sua vida que com a ajuda da Lei da atração estava bem abundante apesar das cirscunstâncias que ele vivia. Porém, ele me confessou que a parte mais difícil da Lei da atração era o de mante-la. Tipo , atrair não era difícil, o complicado era manter aquilo que você atraiu até que tivesse uma base forte. Parece igual a um caso de amor , né não?
Eu estou usando a Lei da atração para atrair a sorte e confirmando a minha conexão com o Universo através da Astrologia. Se os aspectos mudarem é porque a minha conexão com o Todo tem funcionado. E assim tem sido.
Mas, vocês irão me perguntar. Qual é a ferramenta que podemos utilizar para alcançar a conexão ideal com o Universo? Não existe outra forma (pelo menos que eu conheça) a não ser a oração. Rezar todos os dias pedindo ao Universo com intenção. A prática faz a fé se manifestar e consequentemente move as estrelas. Tudo está ligado.

sábado, 15 de agosto de 2020

Há males que vem para o bem



Isolamento social, nada pra fazer e aquele medinho constante de topar com algum vírus por aí. Esta tem sido a minha realidade neste periodo. É deprimente! Mas, como tudo nesta  vida tem o seu lado positivo e negativo. Não podemos deixar de colocar na balança o lado positivo de todo este periodo. 

Com o isolamento social deixei de sair e de fazer muita coisa, inclusive o curso de inglês on line, com medo das consequências . Ainda não se sabe como a economia japonesa vai estar nesta segunda fase da Pandemia , muitas pessoas estão perdendo seus empregos e um número bem maior de pessoas se infectando em ambientes de reuniões familiares e ambientes noturnos . Dá uma neura total só de pensar na possibilidade de ser infectada ou de ocorrer alguma mudança global súbita na economia japonesa. 

O medo tem a sua utilidade nestas ocasiões , ela nos paralisa , nos faz refletir nos prós e contras de uma situação que parece ser ameaçadora . Ao mesmo tempo que ela nos paralisa não deixa de ser um gatilho de proteção , e o meio termo deste medo é a prudência. 

O lado bom desta prudência é que deixamos de fazer muitas coisas das quais eramos habituados, o que resulta em economia. Como não tenho saido não sou mais tomada pelo impulso de gastar com coisas desnecessárias para o momento atual. A minha vida social e o lazer tem ficado em segundo plano e o resultado de tal prudência tem me ajudado a economizar naturalmente sem fazer nenhum esforço. 

Este periodo tem sido para mim um tempo de interiorização para rever as minhas reais prioridades com ênfase no amanhã. Me fez enxergar os erros do passado e a não repeti-los . Aprendi a esperar.

Como tudo na vida , esta fase que estamos passando vai passar. Talvez leve mais um ano, assim como foi no passado com o surgimento da gripe espanhola em 1918 que levou cerca de dois anos para ser sanada e levou consigo muitas vidas em sua segunda fase de propagação. A história se repete. 

Não sei como este periodo tem refletido nos ânimos da grande maioria , mas devo confessar que para a minha alma Capricorniana , muito mais que a falta de uma vida social intensa , aquilo que me conforta é a segurança material. Não poderia estar tranquila se eu não tivesse um fundo economizado para imprevistos. Cinquenta por cento da minha tranquilidade advem de um emprego fixo e de uma boa quantia na conta bancária. Nem o yoga e nem a fé em Deus me ajudariam a tranquilizar a minha alma se neste momento eu não estivesse preparada economicamente para qualquer evento fora de meu contrôle. Tipo Tio Patinhas mesmo!

Há males que vem para o bem. Neste periodo onde tudo parece cortar a nossa liberdade de ação , me concentro no estritamente necessário e em uma meta economica pessoal que será reservada para o tempo certo . Saber esperar é uma virtude. 




segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Vida e cultura no Japão



Vivendo e aprendendo. Há mais de 15 anos que convivo com japoneses no meu trabalho e só agora começo a entender certos hábitos culturais japoneses no convivio do dia à dia.

Hà  pouco  tempo conheci o termo "tatemae" , que traduzindo literalmente é tate = vertical , mae = frente. Eu interpreto como " em pé de frente" . Ou seja, de frente a algo ou alguém. É um tipo de comportamento da cultura japonesa que diz respeito á forma como você "deve" se comportar convencionalmente nas relações com seus colegas de trabalho , vizinhos e outras relações menos íntimas ou formais. Para nós brasileiros beira a falsidade, mas é um tipo de comportamento bem frequente entre os japoneses.

Outro comportamento também cultural que tenho percebido muito nos japoneses é que por mais que ele ( ela) seja seu (sua) amigo(a) , jamais irá tomar as suas dores e te defender. Tipo aquele amigo do peito, pau pra toda obra . Eles costumam se omitir em certas situações que considerem pouco convenientes. Este tipo de comportamento é muito frequente no ambiente de trabalho. Um amigo ou colega japonês , por mais que ele saiba que você està com a razão , ele nunca vai te defender perante um chefe , por exemplo. Muito pelo contràrio, ele vai concordar com tudo o que o chefe diz. Porém, fora do ambiente de trabalho , os japoneses costumam ser muito solícitos. Te ajudam quando podem e quase nunca se metem a dar conselhos do que é melhor ou pior pra você.

A minha experiência de convivência em terras nipônicas quase sempre foi em ambientes de fábrica , portanto, não sou a pessoa justa para dizer como  é fazer "amigos" japoneses . É apenas a minha percepção dentro de ambientes que frequento aqui em terras nipônicas. Mas, uma coisa posso afirmar com absoluta certeza: Não existe muita expressão de afeto entre os japoneses. Não que eles sejam frios , são exageradamente contidos e timidos. Aí entra outra questão cultural que é o de não demonstrar afeto em público.

Às vezes me dá a impressão de que para os japoneses não interessa muito aquilo que você está sentindo. Se você está feliz é mérito seu, se você está infeliz é deméterio seu.

Diferenças culturais à parte, este tipo de comportamento cultural nos leva sutilmente ao isolamento social. Para que fazer amigos japoneses se eles não são solidários com o seu emocional?


Sempre defendi a idéia de que aprender a lingua , a cultura local e interagir com japoneses nativos seria fundamental para se ter uma vida "normal" em terras nipônicas, mas confesso que as amizades japonesas me frustram um pouco.

Cada um no seu quadrado.


domingo, 2 de agosto de 2020

Destino e livre-arbítrio


Já escrevi vàrias vezes aqui sobre este assunto: O destino e o livre-arbítrio. A cada vez que escrevo uma dúvida vai se dissipando.  O destino realmente está escrito nos céus e nada podemos fazer para muda-lo?

Acredito que existam alguns aspectos em nossas vidas que não dependam de escolhas, elas já estavam pré-determinadas . É como nascer girafa e querer ser um elefante . Não tem como mudar isto. Ou nascer com algum defeito congênito e passar o resto da vida de forma quase vegetativa. Não há como alterar este destino.  É aquilo que chamamos de karmas imutáveis.

Então até onde o nosso destino depende de nossas escolhas? A resposta  é : Dentro  daquilo que é mutável dentro de nosso destino.  Ou seja, você pode optar por lutar contra as tendencias de sua vida ou simplesmente deixar que o destino se encaregue de traçar a sua vida.  Obviamente para aquelas pessoas que possuem a tal liberdade de escolha. Há casos em que o destino se faz tão claro que não deixa brechas ou opções de escolha. Como é o caso de pessoas que já nascem com problemas de saüde ou alguma deficiência fisica que os impeçam  de viver uma vida "normal".

Analisando por este ângulo , o destino existe e o nosso livre-arbítrio de nada serve para muda-lo. Para  nös que possuímos a capacidade mental e fisica de remarmos contra a maré , alguns aspectos tendenciosos de nosso mapa astral podem ser amenizados até um certo ponto.

Qual seria este ponto? A fé! Não há nada maior que nos conecte com o Universo como um todo, senão a fé . Não estou me referindo a fé pura e simplesmente religiosa, me refiro a aquela fé que carregamos no peito . Me refiro a aquela conexão harmoniosa com o Cosmos , desenvolvendo em sí a capacidade de transmutar qualquer aspecto tendencioso dos céus em nossas vidas.


A fé , só ela pode mover montanhas e céus!