sábado, 25 de fevereiro de 2012

A corda bamba da vida


Hoje estava lendo uma matéria da "Super Interessante" sobre depressões, ansiedade e pessimismo, esta salada de emoções que se tornou o grande vilão do século e que acomete grande parte da população, sem discriminar sexo , idade ou raça. A matéria em sí era fraquinha, com poucas páginas e texto pouco preciso, mas me fez refletir um pouco sobre esta onda de "otimismo artificial" que muitos livros de auto-ajuda pregam.
Na realidade , o grande mal da humanidade não é o seu estado depressivo, mas a causa dele. Ou seja, as pessoas não estão conseguindo se resolver sozinhas , e esse bombardeio de informações pseudo-otimistas não tem ajudado muito. A realidade, é sempre bem diferente.
Pra começar, o ser humano não tem se quer o direito de estar triste que já o rotulam de maniaco depressivo ou coisa do gênero. Esta obrigação de estar sempre feliz e bem resolvido é pra super heróis de revistas em quadrinhos. É impossível estar sempre bem, se dar sempre bem. A vida tem lá seus altos e baixos e ninguém tem a "obrigação" de acertar sempre, ou de encarar uma derrota, uma frustração, uma desilusão com otimismo e sorrir pra má sorte. Aliás, isto não é nem normal. A reação natural é sofrer, ir ao fundo do poço, pelo tempo que for necesário pra se refazer, sem cobranças externas.Cada pessoa tem o seu tempo. Penso que, o pior desafio pra alguém que está passando por uma fase difícil é a cobrança da sociedade no intuito de nos fazer sair de um estado de ânimo (necessário) que requer tempo.Apenas isso, tempo...
Se até as estações do ano se dividem em 4 variações, por que é que o ser humano teria a obrigação de viver apenas primaveras e verões?
Eu sou totalmente a favor do recolhimento, da interiorização, da depressão , e do pessimismo . Contanto que, após este periodo de recolhimento (outono e inverno), se renasça das cinzas muito mais fortalecido. Bom senso e coragem seriam os ingredientes necessários pra atravessar qualquer fase de nossas vidas, o otimismo artificial é apenas um paleativo.Funciona por um tempo, alivia, mas não resolve.
Assumir as nossas frustrações traz muito mais benefícios práticos as nossas vidas do que se imagina. Afinal, a minha vida não é um teatro e eu não sou atriz.Viver na corda bamba é preciso.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Espécie em extinção ou mutação...


Uma realidade assustadora que tenho percebido nas ruas e metrôs de São Paulo é a quantidade de casais homossexuais. Já postei um comentário aqui sobre a quantidade de casais gays que vi na Av. Paulista , alias, local que virou reduto da galera após o sucesso das Paradas Gays. Eu já fui assistir a uma Parada Gay e adorei. Enfim, eu não tenho nada contra a homossexualidade ,contanto que respeitem os bons costumes da ala não evolutiva, ou seja, nós, os antiquados heterossexuais que continuamos fiéis a nossa condição. Cada um com a sua escolha sexual.
Mas eu realmente não penso que a questão da homossexualidade (entre homens) seja apenas um fator genético ou de preferências meramente sexuais. Talvez seja a necessidade de estar entre iguais, talvez os homens de hoje estejam mais fragilizados, talvez a mulher tenha se tornado desinteressante . Hoje , a mulher moderna assume papéis que até antes eram excepcionalmente exercidos por homens .Penso até que em detrimento a sua propria feminilidade a mulher se masculinizou para poder encarar a todas as exigências do mundo moderno. Bem...existem as patricinhas também, aquelas que só pensam em se vestir de marcas e colecionam fotos de baladas para publica-las no twitter ou no facebook. Não vamos esquecer também das mulheres articuladas ,interesseiras e oportunistas que só pensam em ascenção social .
Mas, será que para cada "categoria" de mulher não existiria um parceiro ideal? Se a mulher evoluiu (para o bem ou para o mal), o homem também deve ter evoluido. Ou não?
Diz um velho ditado popular que: - Toda tampa tem a sua panela. Não será panela demais para pouca tampa?
Uma pesquisa do Seade- Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados, constatou em 2007 que havia 958 pessoas do sexo masculino para cada grupo de 1000 mulheres em São Paulo. Mas na pesquisa não mencionavam a opção sexual dos pesquisados. Então, partindo do princípio que estes números foram levantados em cartórios de registros sem a preocupação de verificar a sua situação cívil e a sua opção sexual, podemos presumir que, existe ainda uma grande probabilidade de um maior decréscimo da espécie masculina heterossexual disponível no mercado.
Considerando que boa parte da população de São Paulo é composta por emos e gays. Nos resta apenas uma opção: os corinthianos...

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Conhecendo o inimigo


Depois que começei a analisar os mapas natais de algumas pessoas, até mesmo de celebridades, e fui desvedando certos véus da personalidade e do destino de cada um, ficou difícil me contentar apenas com as aparências.
Agora, tenho o péssimo hábito de analisar a revolução lunar, solar, a compatibilidade, e o destino de todas as pessoas com que me relaciono. Se vejo no mapa que o relacionamento é incompatível demais, ou que tem tendências negativas eu já saio de marcha ré. Por um lado é muito bom, pois posso saber realmente como é o carater das pessoas com que me relaciono, ou me relacionarei no futuro, mas por um outro lado estou me privando de conhecer mais pessoas, de viver novas experiências , mesmo que elas sejam negativas sempre nos acrescentam algo.
Bom, sei lá! Na vida tudo tem um peso e uma medida, mas como ultimamente eu ando sem "tesão" algum para me relacionar com as pessoas de forma superficial, e nem tão pouco estou com ânimo para "errar" nos meus relacionamentos, a astrologia tem me ajudado a me poupar de situações e pessoas indesejáveis. A minha mania de achar que todo mundo é "bonzinho" até que provem o contrário já me fez viver grandes decepções.Cansei.Quero saber aonde estou pisando.
Hoje, desconfio, analiso, duvido, e analiso de novo, cada situação, cada pessoa que me deixa com a pulga detrás da orelha. Geralmente é tiro e queda! A minha intuição e a astrologia juntas nunca se enganam. Pena que eu ainda não consigo interpretar sozinha os aspectos e nem fazer sinastrias. No dia que isso acontecer...e acontecerá... com certeza me tornarei em uma pessoa extremamente seletiva. Antipática para alguns, sábia para outros.
Não sei se isso é bom, ou ruim. Em termos, ser seletivo nos ajuda a manter um certo equilíbrio, sem estar tendo que nos violentar para conviver com o mundo como ele se apresenta.
Quer ser meu amigo? Então , por favor, me passe o seu RG e a hora exata de nascimento...:-)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Cuidado com Netuno


Eu sou uma grandississima curiosa quando o assunto é astrologia, e não poderia deixar de analisar o Mapa da nossa queridissima e talentosissima Whitney Houston. Aliás, eu ando um pouco mórbida, não posso saber de nenhum artista que tenha falecido de forma estranha que lá vou eu pesquisar o mapa do infeliz.
Nem todos os mapas que eu analisei de celebridades que morreram de forma estranha entregavam o seu destino cruél, ou , eu ainda não aprendi a analisar...
A casa 8 sempre é um mistério profundo para mim , a casa de Plutão, o senhor das trevas (do inferno) e regente de Escorpião. A minha casa 8 está em Sagitário, e pela interrpetação dos muitos mapas que eu fiz de mim mesma, eu vou terminar a minha vida no estrangeiro, ou em uma grande viagem.
No caso de Whitney Houstoun, além de alguns aspectos tendênciosos com o seu envolvimento com drogas, vícios, e violência física, no seu mapa natal , Netuno está na casa 8. Isso explicaria a sua morte por afogamento, ou a evasão da realidade através das drogas.
Netuno é o deus dos mares, das águas profundas e em mau aspecto com a casa 8 que é o território de Hades. O que poderemos supor?
Trecho de um site espanhol sobre Netuno desarmònico na casa 8:
"Pero cuando Neptuno está afligido en la casa octava, proporciona pérdidas por fraude o decepción relacionada con el compañero de matrimonio, inconvenientes financieros con corporaciones públicas y también un final de vida extraño y raro."
Esta Astrologia é fantástica não? Para os mais incrédulos, poderemos até classificar a astrologia, que apesar de ser mae da astronômia não é ciência e nem nada, como uma maquininha de fabricar coincidências.....

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Aprender ouvindo

Todas as línguas que conheço e falo, as aprendi ouvindo. Nuca frequentei cursos de idiomas por muito tempo porque penso que alguns cursos de idiomas nos prendem muito na parte gramátical e o tempo que poderia ser curto de aprendizado acaba se tornando uma eternidade.
Sou de opinião que, se aprendemos a nossa língua madre (português) desde crianças apenas ouvindo, assim deverá ser com as outras línguas. Não tem segredo, o ouvido é o nosso grande mestre.
O japonês aprendi ouvindo e assistindo novelas e desenhos animados, o espanhol ouvindo as belas canções(boleros) de Luís Miguel, o italiano ouvindo a belissima voz ,a pronuncia e a excelente dicção de Laura Pausini. E por que não aprender o inglês com a maravilhosa voz de Whitney Houstoun?
Sempre tive um ouvido muito sensível para músicas harmoniosas ou vozes afinadissimas que me fazem sempre sentir arrepíos dos pés ao último fio de cabelo. Whitney Houstoun, Mariah Carey e Lara Fabian são as minhas preferidas.
Eu tenho que gostar, senão, não vai. Aliás, nada na minha vida funciona se eu não sinto...uma certa "paixão". Se a paixão não é pela língua (inglês) então, que seja pela belissima voz de Whitney Houstoun e suas canções apaixonantes.
Será que vou conseguir autodidáticamente aprender a minha quinta língua? I hope




I Have Nothing


Share my life
Take me for what I am
Cause I'll never change
All my colors for you
Take my love
I'll never ask for too much
Just all that you are
And everything that you do
I don't really need to look very much further
I don't wanna have to go where you don't follow
I won't hold it back again,this passion inside
Can't run from myself there's no where to hide
Don't make me close one more door
I don't wanna hurt anymore
Stay in my arms if you dare
Or must I imagine you there
Don't walk away from me
I have nothing, nothing, nothing
If I don't have you
You see through right to the heart of me
You break down my walls
With the strength of your love
I never knew love like
I've known it with you
Will our memory survive
One I can hold on to
I don't really need to look very much farther
I don't wanna have to go where you don't follow
I'm hold back again this passion inside
I can't run from Myself there's nowhere to hide
Your love I'll remember forever
Don't make me close one more door
I don't wanna hurt anymore
Stay in my arms if you dare
Or must I imagine you there
Don't walk away from me
I have nothing, nothing, nothing
If I don't have you
Don't make me close one more door
I don't wanna hurt anymore stay in
My arms if you dare
Or must I imagine you there
Don't walk away from me no,
Don't walk away from me
Don't you dare walk away from me
I have nothing, nothing, nothing
If I don't have you youIf
I don't have youOh, oh, oh

Peneirando


Relacionamentos superficiais, ta aí uma modalidade de relacionamentos que nunca me interessou, a menos que, proporcionem algum lucro ou vantagem. Eh, neste quesito, sou exageradamente capricorniana. Fazer o que?
De uns anos pra cá, isso foi muiiito gradativo, começei a perceber que me violentava pra estar em certos grupos ...digamos, sociais, e começei a peneirar alguns contatos que eram desnecessários. Sabe aqueles relacionamentos que só servem pra "passar o tempo"? Parece coisa de gente egocêntrica, mas na realidade existem certos relacionamentos que não nos preenchem em nada e ainda por cima nos fazem passar por situações que nós não precisavamos passar. Estar em meio a uma mutidão e se sentir só, é apenas uma delas.
Estar entre iguais. Este é o meu lema. Se "alguém" não pensa como você , não tem por que ficar forçando situações, e se as metas e afinidades são o oposto daquilo que valorizamos na vida , também não tem por que ficar se violentando pra agradar aos outros, ou impondo a eles o nosso ponto de vista. Com o tempo , este tipo de relacionamentos só servem mesmo para nos frustrar e nos fazer perceber que nem todo mundo é igual, apesar das aparências e respeitar as diferenças se torna uma coisa desgastante.
Passei uma peneira em todos os meus relacionamentos , inclusive nos relacionamentos familiares. Não penso que apenas pelos laços sanguíneos possamos cultivar uniões verdadeiras que nos impulsionem pra frente. Muito pelo contrário, são as relações mais estreitas (familiares, ou kármicas) que te decepcionam amargamente quando não existe amor, respeito e união. E quem é que vai nos curar deste mal? Um analista, ou o nosso melhor amigo?
Esta semana estava vendo um video sobre os "maias" e as suas profecias para o ano de 2012. Nem tudo o que publicam na mídia é verdadeiro, ou seja, existem mil interpretações para a profecia maia, mas aquilo que me chamou a atenção em uma parte do vídeo (Los dueños del tempo) é a menção sobre a capacidade intuitiva do ser humano que crescerá consideravelmente neste periodo chamado "transição" para um novo ciclo, segundo o calendário Maia. Se esta profecia estiver certa e realmente o ser humano se tornar muito mais intuitivo (eu já sou muito), será uma tarefa muito difícil mentir ou fingir para alguém. Viveremos a era da comunicação sem palavras (telepática) e todas as máscaras serão derrubadas. Legal né? Vamos ter que aprender a controlar os nossos pensamentos se assim for. Bem, eu já controlo os meus ha tempos, pois assim como sou intuitiva e perceptiva também sou transparente e verdadeira. Infelizmente para aqueles que vivem "ainda"na superfície da vida, somos seres incompreensíveis e indecifráveis...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Homens anfíbios


Eu sou de uma geração em que as meninas cresciam influenciadas pelos contos de fadas. Lia -se muito mais em uma época onde a internet nem tinha vez. Gatas borralheiras e belas adormecidas eram salvas pelos seus príncipes encantados que chegavam em seus cavalos brancos. Imagina crescer com estas ilusões da infância e após "alguns' anos, na vida adulta , deparar com tantos "sapos" que de príncipes não tem absolutamente nada. Não lhes restou nem menos o cavalheirismo, tão fora de moda hoje em dia, mas que toda mulher ainda adora. Infelizmente, algumas mulheres nunca tiveram o prazer de vivenciar relações assim, onde a mulher era cortejada de forma respeitosa, por sua beleza e formosura e o homem sabia do seu papel na sociedade. Hoje, as mulheres sabem demais e os homens se intimidaram.
Fico observando algumas amigas (inclusive eu) em suas buscas por um homem "ideal". No final de tantas tentativas chegamos a conclusão de que o homem ideal não existe: Rico, inteligente, de boa familia, cavalheiro , corajoso (com atitude) , afetuoso e fiél. São adjetivos demais para um mortal.
Aquilo que está a disposição no mercado são os garotões vazios que ainda não sabem o que fazer com o próprio futuro que os assusta tanto , ou os ex-casados com tantos traumas de relacionamentos passados. Sem contar os psicóticos, bipolares, depressivos, obsessivos e outros "trens" que a nossa sociedade atual tem criado.
Aqui em São Paulo, tenho observado um grande número de casais "gays". É incrível como em cada esquina tem um casal de "bambis". Mas o que será que está acontecendo? Será apenas uma tendência paulistana, ou o mundo (masculino) está se convertendo a um paraíso de "bambis" e "sapos"?
Escuto muitos homens dizerem que já não querem mais viver relacionamentos onde as mulheres sejam muito dependentes financeiramente, e que agora buscam uma companheira, uma sócia de vida que seja independente financeiramente. Mas cá entre nós, se a mulher é independente ela não precisa de um "sapo" ao seu lado. Visto que, príncipes encantados não existem, certo?
Talvez a nossa sociedade atual esteja precisando resgatar alguns valores do passado para equilibrar a balança...

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O herói e o bandido

De Falco à esquerda e Francesco Schettino a direita




Francesco Schettino o capitão que comandava o Costa Concordia que naufragrou nesta última sexta-feira por erro humano, ou seja, uma coisa idiota. Ele alterou a rota do Navio para homenagear alguns amigos e se Fuuuu.!! E pra piorar ainda mais a sua situação , Francesco Schettino teria abandonado o Navio ainda com passageiros a bordo. Enfim, além de ter sido idiota e extremamente confiante de sí mesmo ao alterar a rota do navio para fazer gracinha , ele ainda piorou mais a sua situação ao se recusar a voltar a bordo do navio para o resgate dos passageiros. Estava aí decretada a sua sentença de morte: Covarde!

Inúmeras críticas foram feitas a pessoa de Francesco , e até mesmo o fato dele ser napoletano (italiano do sul) , portanto um "terroni" é motivo para ser apedrejado. Os italianos do norte odeiam os italianos do sul. Isso é uma rixa antiga entre eles. Imagina agora com esta fatalidade.

Mas o interessante é que sempre nestes acontecimentos fatalísticos tem um bandido, um bastardo (como dizem na Italia), ou um bode espiatório que é massacrado pela imprensa local e a opinião pública, e um outro que os sensacionalistas promovem como o herói.

No caso, o capitão da Capitania de Porto de Livorno - Italia , Gregorio de Falco, que ordenou a Francesco Schettino que retornasse a bordo da embarcação para coordenar a saida dos passageiros.

Na gravação da caixa preta do navio , ouve-se muito bem o capitao de Falco "ordenar" a Francesco Schettino que retorne ao navio para averiguar quantas pessoas estavam ainda a bordo e o que elas estavam precisando em tom autoritário e quase ameaçador, enquanto do outro lado estava um Francesco Schettino quase sem voz, falando baixo, inseguro , apreensivo e com muito medo dos efeitos de sua ação imprudente.

Os dois sabiam que a conversa estava sendo gravada. De Falco fez e cumpriu muitissimo bem o seu papel de herói tomando o comando da situação, e Fransceco Schettino o seu papel de "bastardo" covarde ao abandonar a embarcação.

Até mesmo nos filmes de desastres ao mar sempre fazem aquela chamada de resgate que até parece um clichê, mas é real: - Mulheres e crianças primeiro! Então, por que cargas d'agua o capitão do Costa Concordia desceu primeiro e ainda nem quis voltar?

Ahhh, isso só tem uma explicação né! O cara é um cagão e decretou a sua próprio sentença. Não de assasino, mas de covarde.
Como dizem na Itália: - Maaaaa che figura di merda!



Matsugue de jinsei wo kimeru!

Cíllios implantados japoneses


Hoje estava sentindo a falta de alguns fios de cílios quando fui me maquiar , assim como todos os dias, meia hora antes de sair tenho que fazer a minha mega produção pra levantar o olhar. E nada melhor do que muita máscara para cílios e o bom e velho curvex. Mas o único problema é que com o excesso de uso desse aparelhinho milagroso que levanta mesmo o olhar, é que ele vai arrancando alguns fios de cílios pelo percuso, e assim vou ficando meio que desfalcada de cílios. O jeito então, seria usar cílios postiços ou coisa do gênero até os novos fios nascerem.


Bem, todo esse blá,blá, blá fútil sobre cílios que estou escrevendo agora é para comentar a fixação que as mulheres japonesas (as do Japão e não as nipo-brasileiras ) tem por cílios e sobrancelhas. Talvez por um certo complexo de inferioridade com o tamanho dos olhos, por que toda mulher japonesa tem o sonho de ser como as européias, louras , altas, peitudas e com grandes olhos verdes, ou talvez seja a influência dos mangás que desde ha muitos anos vendem a imagem de bonequinhas louras com olhos enormes. Independente do motivo da fixação das mulheres japonesas por cílios e sobrancelhas super hiper artificiais e muito bem desenhadas ,existem kits para aumentar os olhos e redesenhar as sobrancelhas no Japão, e a maioria das mulheres japonesas já não tem mais cabelos negros e sim castanhos ou louros. Estranhamente, todas sem exceção tem o mesmo desenho de sobrancelhas. Perfeitamente desenhadas, e eu não sei dizer se elas fazem isso sozinhas ou vão ao salão toda a semana.


Como dizem no Japão: "Matsugue de jinsei wo kimeru", ou seja, definindo a vida pelas sobrancelhas/cílios. Por aí dá pra perceber o quanto elas se importam com o visual dos cílios e sobrancelhas para aumentar os olhos.

Agora, imagina eu que ando desfalcada de cílios ultimamente. Será que dá pra "Jinsei wo Kimeru" , mesmo assim, ou me caberia aquela outra expressão popular japonesa: "Chyutto hampa no jinsei"? Traduzindo: Vida pela metade.



Link de site japones de um dos muitos instituto de beleza que fazem implantes para cílios http://m-s-company.net/more/cn1/pg11.html

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

...e do lado de lá...




Aqui em São Paulo as pessoas sabem que a crise mundial está pegando feio lá fora, mas acho que ninguém tem uma idéia correta de como as coisas estão por lá. Aliás, a crise não chegou aqui em momento algum. Claro que alguns efeitos colaterais da crise mundial foram sentidas por aqui no mercado financeiro, mas nada assim tão grave que fosse sentido pela população. Tanto é verdade que ainda tem gente que vive aleatoriamente à crise mundial, como se ela nem existisse.


Atualmente , a Grécia anda enfrentando periodos negros. Muito se fala, mas para nós que estamos aqui do outro lado do mundo, é dificil mensurar a gravidade da atual situação da popolução grega. Será que esta crise grega é instantânea como aquela do Japão em 2009?


Quando a crise chegou ao Japão no final de 2009 eu perdi meu emprego e minha casa. Fiquei vivendo de seguro desemprego por mais de 6 meses. Só não me transformei em mais uma sem- teto no Japão porque fui dividir um apartamento com uma amiga e seu pai alcoólatra e desempregado. Foram tempos duros, e muita gente estava realmente sem teto. Muitos japoneses costumam deixar as suas cidades de origem para trabalharem em outras cidades maiores, e no auge do anúncio da crise pelo governo japones, eram tantos japoneses que ficaram sem emprego, sem alojamento (das empresas) e tiveram que voltar para as suas cidades. Mas antes disso, muitos dormiam nas ruas , dentro de carros, e em alguns ciber cafés que funcionavam 24 horas. Foram verdadeiramente tempos muito duros , e pra fechar com chave de ouro ainda teve um terremoto básico na mesma época que literalmente nos tirou o sono as 5 da manhã balançando tudo.

Descrever a chegada da crise japonesa somada aos tremores de terra não é difícil. Só tem uma palavra pra descreve-la: Terror.


Hoje, me parece que o Japão está conseguindo sobreviver a crise e a toda aquela destruição ao norte do país aonde ocorreu aquele terremoto histórico com tsunamis de mais de 14 mestros.


Espero que a Grécia se recupere tão rápido quanto o Japão se recuperou da crise mundial, mas a diferença é que o Japão entrou nesta crise como um grande credor dos Estados Unidos , em contra-partida a Grécia é devedora e suas dívidas já ultrapassam a casa dos U$ 500 bilhões.


Por mais que eu leia os noticiários econômicos ainda não consigo mensurar o tamanho do estrago na prática, ou seja, se a Grécia está atravessando pela mesma recessão que nós passamos no Japão em 2009, eu acredito que deva ter muito pai de família desesperado.






domingo, 1 de janeiro de 2012

Plutão na casa 4

A astrologia continua me ajudando muito na minha busca pelo meu autoconhecimento. Plutão na casa 4 é um aspecto que descreve muito bem a minha vida familiar. Tem certas coisas que acontecem a nossa revelia que não encontramos respostas e a astrologia tem me ajudao muito a entender essas "coisas" que estão além do nosso domínio pessoal.


Plutão é o deus Hades, representa o inferno, o invisível e o mistério e a casa 4 é a casa da nossa familia de origem . Nem precisa ter bola de cristal para decifrar as influências de Plutão sobre o seio da minha familia, ou melhor, sobre mim.


"Cada problema te irá llevando al centro de tí misma, y a buscar esa paz y esa sensación de seguridad que tanto necesitas, en tu propio ser interior, y no en el establecimiento de una casa o en tu dominio sobre la familia. "

Esta é uma parte da interpretação do aspecto que Plutão faz sobre mim e a minha familia que me ajudou muito a compreender os rumos do meu relacionamento familiar. Parece coincidência, mas aquilo que eu sempre busquei até mesmo em algumas religiões era a minha paz interior independente de qualquer situação externa. Isto só consegui após compreender que a paz está dentro de mim mesma e não em tentativas frustradas de pregar a paz segundo os meus critérios. Tendências...

Evitar o inevitável também ajuda. Para ser mais clara, não basta ser herói ou heroina e tentar solucionar todos os problemas, muitas vezes , fazer o caminho oposto as tendências e pegar um atalho também ajuda a evitar confrontos. Saída pela esquerda...




sábado, 31 de dezembro de 2011

A mulher brasileira está engordando




Mulher Melancia, o biotipo brasileiro





Belem Rodriguez, a modelo argentina e sensação na Itália.



Logo que cheguei ao Brasil fiquei pasma com o tamanho da mulherada brasileira. Da outra vez que estive aqui , ha uns 4 ou 5 anos atrás , não me recordo de ter tido esta mesma impressão: A mulherada anda engordando muiiiito!

Pensei que fosse exagero do meu olhar crítico, mas algumas amigas que estavam também fora do Brasil por um longo periodo comentaram a mesma coisa. Bem, poderia ser apenas impressão , por que nossos olhos se acostumam com as tendências locais e lá no Japão as japonesas são tão encanadas com o peso que algumas chegam a ser anorexicas. Na Europa também não vi nenhuma mulher gorda, muito pelo contrário, magerrimas e elegantes.

Para tirar esta impressão pesquisei no google e lá encontrei uma materia que confirmava esta "impressão" que eu e também minhas amigas tivemos logo ao chegarmos no Brasil. Não era impressão, a mulher brasileira está realmente acima do peso, e para piorar as paulistas são as que estão no topo da lista.

Agora que trabalho com moda, não são raras as vezes que algumas clientes "cheinhas" insistem em tentar entrar em um vestidinho "M" italiano , arregaçam a costura e ainda saem reclamando que o vestido não pode ser um modelo europeu porque as italianas são grandes. Minha gente! Eu nunca vi uma mulher italiana popozuda com culotes e barriga desfilando de mini blusa. A sensação na Itália ainda é o biotipo Belém Rodriguez e não a Mulher Melancia.

Independente da estética, as mulheres brasileiras estão se alimentando muito mal e deveriam ponderar sobre uma reeducação alimentar . Ser cheinha e com curvas generosas é uma coisa, estar acima do peso e correndo o risco de adquirir vários problemas para a saúde é um assunto para se repensar seriamente.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Aspectos

Não tem como negar o poder de Jupiter na minha casa 12, levando-me a uma maior interiorização neste periodo. Por mais que eu tente me expandir e sair da casinha do caramujo a tendência é sempre retrair e interiorizar. É mais forte do que eu. Mulher de fases...tantas fases.

O final de ano sempre nos faz refletir sobre aquilo que passamos durante o ano, e pra variar, eu estou sempre filosofando em silêncio comigo mesma. Existem certas percepções da vida que devemos guardar para nós mesmos. Nem vale a pena exteriorizar por que nem sempre o nosso interlocutor está na mesma frequencia para entender tais percepções. Eu guardo muita coisa no meu baú de viagem. Viagem pela vida, a minha propria vida.


Jupiter é o planeta da expansão e da sorte e ela está alojada na minha casa 12 já faz um tempinho. Não tenho vontade de sociabilizar nestes últimos meses e tendo sempre a interiorizar muitas coisas que percebo, sinto e penso. Percebi que não estou fazendo o mínimo esforço para estar com as pessoas, e até me esquivo de novos encontros. Interiorização total. Nestas horas eu queria estar sentada em posiçao de lótus , em alguma montanha no Tibet....ahummmmmmmmmm!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Honestidade, ética e...mentirinhas



Hoje estive pensando na questão da "honestidade", uma das pouquissimas virtudes que herdei de meus pais que sempre foram muito honestos. Talvez tenha relação com a cultura deles, os japoneses costumam ser muito honestos, quase previsíveis. Em contra-partida , aqui no país do samba e do futebol a questão da "honestidade" e da ética passa bem longe de qualquer herança cultural. Saber se uma pessoa é honesta ou não é uma verdadeira loteria. E pior, ser honesto e ter ética parece estar meio fora de moda aqui na terrinha dos tupiniquins. Ninguém pode ser honesto e ser ético profissionalmente que é imediatamente considerado um "ingênuo de carteirinha". Levar vantagem sobre o outro é o lema de muitas pessoas, parece até vício. Eu, particularmente gosto de me aproveitar de boas "oportunidades", mas jamais enganar alguém com o intuito de "tomar" algo , ou de levar algum tipo de vantagem que desfavoreça , ou pior, que prejudique a uma terceira pessoa , só se ela for muito filha da puta e merecer. Aqui se faz , aqui se paga!


Graças a Deus, sou honesta e super ética nos meus relacionamentos profissionais, e por consequência , sempre fui elegida a preferida dos meus patrões , apesar de odiada por muitos. Me orgulho desta honestidade e nem pretendo mudar o meu jeito extremamente ético de ser só para me enquadrar melhor a paisagem brasileira. Existem outras culturas aonde não é preciso se violentar para sobreviver, e enquanto existirem povos que acreditem na honestidade , na ética e no profissionalismo , eu continuo crendo nos meus valores. Pois é, eu tenho valores, talvez esta seja a diferença. Não faço parte desta minoria/maioria que nao possui valores e nem parâmetros para conviver em sociedade.

A desonestidade pode enriquecer alguns, sem dúvida alguma, mas se fossem realmente inteligentes nem precisariam destas artimanhas.


Há três níveis de honestidade:

1. Honestidade para com Deus;
2. Honestidade para com o próximo;
3. Honestidade para consigo mesmo.
Há quem defenda que para ganhar dinheiro vale qualquer coisa, a qualquer custo. Esses podem até ganhar muito dinheiro, entretanto, pela sua pequenez interior perpetuarão a miséria pessoal e social.

“…pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens.” (2 Coríntios 8.21)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

turista acidental

Hoje conversava com uma amiga no skype, ela acabou de voltar para o Brasil após quase seis anos vivendo entre a Itália e Londres. Assim como eu, ela absorveu muita coisa nesta vivência no país dos seus avós. Apesar das grandes diferenças culturais, não dá pra negar a herança que recebemos de nossos antepassados, que sejam eles europeus ou samurais. Eu por exemplo, voltei muito, muitíssimo educada e cheia de convenções, assim como os japoneses , e também muito mais louca do que antes. Penso que absorvi demais a maneira de encarar a vida dos italianos com quem eu tive contato por um longo tempo enquanto estive no Japão. Sem contar a minha passagem pela Suíça-italiana e as experiências inimagináveis que eu vivi por lá .

Apesar de toda esta vivência, inseridas em várias culturas e falando várias línguas ao mesmo tempo, oque me espanta é a dificuldade que estamos passando para nos readaptar ao nosso próprio país. Tipo, eu confesso que ainda me sinto uma turista de passagem pelo meu próprio país, assim como a minha amiga que está passando pelas mesmas dificuldades que eu passei. Não sei mais em que estágio estou na minha árdua tentativa de readaptação ao meu país. Não é nem uma questão financeira, ganhar bem e ter um nível de vida melhor. É muito mais do que isto. Aquilo que sinto falta hoje é de qualidade de vida e infelizmente o nosso Brasil por mais que cresça, ainda estará longe de nos proporcionar uma vida segura, sem violência, ruas limpas, opções de lazer e senso de civismo da população. Para quem nunca viveu em outro país é difícil compreender esta situação que acaba criando um paradoxo entre o querer estar no Brasil e o não querer viver no Brasil.

Como dizia a minha amiga: -" É melhor ser pobre no primeiro mundo do que ser pobre no Brasil”.