Quanto mais eu vivo nesta terra, mais acabo aprendendo sobre mim. Ou melhor, aprendo a aceitar certas características minhas que foram herdadas por DNA. Não tem como fugir da herança genética. Não herdamos apenas a semelhança física , também herdamos o caráter. Eu devo ter tido algum tataravô samurai. Não do lado da familia da minha mae, mas do lado da familia de meu pai. Meu pai contava-nos algumas histórias (tristes) do tempo da segunda guerrra mundial e de como o seu pai (meu avô paterno) era rígido e autoritário. Se meu avô era assim , e meu pai também ,imaginem como era meu tataravô. Deve ter sido um samurai guerreiro fatalista.
Eu infelizmente herdei muito desta parte da familia, os autoritários. E ainda para piorar nasci Capricorniana. Ninguém merece! Tenho a té medo de saber quem foram os meus antepassados.
Tem algo em mim que não quer ser derrotado nunca. Não é bem perder uma disputa , uma competição ou coisa do gênero. Nem me importo. Quero estar acima disto, da disputa e da derrota. Na verdade eu acho que eu quero ser o Juiz da partida. Juiz não perde nunca.
Dar o braço à torcer. Está aí um velho ditado que me persegue a vida toda ,mas que não funciona nunca comigo. Eu sou muito orgulhosa e este orgulho passa por cima de qualquer sentimento, até dos meus. E o pior,eu não me arrependo por nada neste mundo. Inflexível demaissss!!!!
Aos poucos vou me descobrindo, mais e mais. A cada descoberta , uma aceitação, e as inúmeras tentativas em " melhorar" aquilo que já não tem mais jeito.
Melhorar é o máxino que posso fazer por mim mesma. Mudar é impossível. Segundo o meu conceito fatalista , a nossa essência nunca muda. Ela se modifica , mas nunca muda. Bendito DNA!
sábado, 17 de novembro de 2012
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
O desapego
Meu Sol na casa 8 explica muitas das experiências que vivenciei ao longo dos ultimos 10 anos, e talvez a maior delas foi o desapego.
A princípio pensei que fosse sofrer muito com a falta daquilo a que eu estava habituada. Inclusive pessoas na minha vida, um ex-, a minha filha, a minha poodle. Imagina, eu tratava a minha poodle como se ela fosse uma filha. Quando a minha poodle se foi (morreu de velhice), eu estava aqui, do outro lado mundo. Nem quis saber os detalhes ,mas no fundo eu já sabia que já estava chegando a sua hora . Fiquei triste, mas procurei não pensar, nem lembrar. Desapegar.
Sofri um pouco, mas aos poucos fui compreendendo a necessidade de nos desapegar para não sofrer . Desapeguei tanto de tudo que agora não sofro mais com as despedidas , e nem tão pouco sofro ao ter que deixar meus pertences por este mundão à fora por falta de espaço na mala de viagem. Consegui resumir a minha vida em duas malas de viagem, o resto ficou por aí. É desapego demais para um ser humano. Ao mesmo tempo, penso que a vida, ou o destino estejam me preparando para algo que eu ainda não sei dizer oque é. É tanto desapego na minha vida que na maioria das vezes, sei e percebo que as pessoas me julgam uma pessoa fria e indiferente. Na realidade não é bem a frieza e nem indiferença que cobrem a minha alma. Muito pelo contrário, sofro com o sofrimento alheio, sou altruísta ,leal e muito humana nos meus julgamentos. A diferença é que eu compreendi o desapego como filosofia de vida e a aplico na minha vida de forma natural. Muitos destes aprendizados foram subtraídos de leituras de livros budistas. Fiz um mix do zen budismo(japonês), o chan (chines) o budismo de Nitiren (japonês) e o tibetano do Dalai Lama.
Eu, mesmo sem saber, estava me preparando para o meu salto maior nesta vida que seria o de viver longe de casa, em um outro país e sozinha. Eu não poderia jamais ser feliz do outro lado do mundo, vivendo sozinha distante dos amigos e da minha familia se eu não tivesse aprendido o valor do desapego na minha vida. É claro que eu sofro com as separações, a distância, e a falta que as pessoas me fazem, mas nunca é por muito tempo. Procuro sempre transformar esta falta em "saudade".
O Sol na casa 8 não representa apenas a necessidade de desapegar-se do seu meio, mas também rege as grandes transformações (internas) na vida de um individuo que possui este aspecto.
Eu já passei por uma grande e longa transformação interna e isto não se deve a idade madura, e sim as minhas leituras e a minha busca pelo meu autoconhecimento.
O Sol na casa 8 também tem relação com mortes, heranças e legados deixados por outros. Sempre dei muita ênfase a este detalhe, esperando apenas o momento de receber alguma herança. Sou desapegada mas não sou boba. O meu desapego é no sentido de não sofrer por algo que perdi e não por algo que eu ainda não tenho.
Com tanta força plutoniana transformando a minha vida e o meu self , hoje posso me considerar uma pessoa melhor, ou seja, nunca deixo de tentar melhorar como ser humano sem me prender a rótulos e apegos desnecessários que só contribuem para aumentar a nossa ansiedade e tirar a nossa serenidade.
A princípio pensei que fosse sofrer muito com a falta daquilo a que eu estava habituada. Inclusive pessoas na minha vida, um ex-, a minha filha, a minha poodle. Imagina, eu tratava a minha poodle como se ela fosse uma filha. Quando a minha poodle se foi (morreu de velhice), eu estava aqui, do outro lado mundo. Nem quis saber os detalhes ,mas no fundo eu já sabia que já estava chegando a sua hora . Fiquei triste, mas procurei não pensar, nem lembrar. Desapegar.
Sofri um pouco, mas aos poucos fui compreendendo a necessidade de nos desapegar para não sofrer . Desapeguei tanto de tudo que agora não sofro mais com as despedidas , e nem tão pouco sofro ao ter que deixar meus pertences por este mundão à fora por falta de espaço na mala de viagem. Consegui resumir a minha vida em duas malas de viagem, o resto ficou por aí. É desapego demais para um ser humano. Ao mesmo tempo, penso que a vida, ou o destino estejam me preparando para algo que eu ainda não sei dizer oque é. É tanto desapego na minha vida que na maioria das vezes, sei e percebo que as pessoas me julgam uma pessoa fria e indiferente. Na realidade não é bem a frieza e nem indiferença que cobrem a minha alma. Muito pelo contrário, sofro com o sofrimento alheio, sou altruísta ,leal e muito humana nos meus julgamentos. A diferença é que eu compreendi o desapego como filosofia de vida e a aplico na minha vida de forma natural. Muitos destes aprendizados foram subtraídos de leituras de livros budistas. Fiz um mix do zen budismo(japonês), o chan (chines) o budismo de Nitiren (japonês) e o tibetano do Dalai Lama.
Eu, mesmo sem saber, estava me preparando para o meu salto maior nesta vida que seria o de viver longe de casa, em um outro país e sozinha. Eu não poderia jamais ser feliz do outro lado do mundo, vivendo sozinha distante dos amigos e da minha familia se eu não tivesse aprendido o valor do desapego na minha vida. É claro que eu sofro com as separações, a distância, e a falta que as pessoas me fazem, mas nunca é por muito tempo. Procuro sempre transformar esta falta em "saudade".
O Sol na casa 8 não representa apenas a necessidade de desapegar-se do seu meio, mas também rege as grandes transformações (internas) na vida de um individuo que possui este aspecto.
Eu já passei por uma grande e longa transformação interna e isto não se deve a idade madura, e sim as minhas leituras e a minha busca pelo meu autoconhecimento.
O Sol na casa 8 também tem relação com mortes, heranças e legados deixados por outros. Sempre dei muita ênfase a este detalhe, esperando apenas o momento de receber alguma herança. Sou desapegada mas não sou boba. O meu desapego é no sentido de não sofrer por algo que perdi e não por algo que eu ainda não tenho.
Com tanta força plutoniana transformando a minha vida e o meu self , hoje posso me considerar uma pessoa melhor, ou seja, nunca deixo de tentar melhorar como ser humano sem me prender a rótulos e apegos desnecessários que só contribuem para aumentar a nossa ansiedade e tirar a nossa serenidade.
domingo, 11 de novembro de 2012
A violência
Atualmente com a internet parcial não tenho acesso a todas as noticias do Brasil, mas o pouco que pude ler sobre as novidades na cidade de São Paulo tem relação com a onda de violência provocada pelo Pcc. Isto é assustador.
Quando eu estava no Brasil, ainda neste ano, eu me lembro que eu estava voltando de trem para Mogi e vi uns tipos muito estranhos no trem. Com certeza eles não eram alí da cidade. Um deles ficou me encarando e por conselho de uma moça que percebeu a movimentação dos tais, eu fiquei com ela na estação até eles dispersarem e em seguida peguei um taxi. Nem poderia imaginar que naquela noite o PCC estava concentrado em algumas regiões da zona leste de São Paulo bem proximas da cidade onde eu morava.
Hoje li na net, em algumas paginas de pesquisa do google que eu tenho acesso, que a onda de crimes anda pegando na cidade, outra vez.
Passei pouco tempo no Brasil (1 ano e meio) e não havia percebido ainda esta mudança na criminalidade da cidade. Antes, a alguns anos atrás era a coisa mais normal ser assaltada no ponto de ônibus, ou até mesmo dentro dos onibus. Eu mesma já fui ameaçada várias vezes . Hoje, a criminalidade é organizada. Poxa! como eles evoluiram!
Viajei de trem todos os dias, peguei metrô, fui para várias regiões de São Paulo sem ser assaltada uma única vez por um trombadinha. Cheguei a pensar que algo tinha mudado em São Paulo e que a criminalidade estava mesmo sob controle. Sob controle deles, os marginais que agora se uniram organizadamente e atacam em grupos promovendo arrastões em restaurantes . Eles não agem mais individualmente, agem em grupos organizados.
O mais assustador é o poder que eles tem de promover atos de violência em determinadas regiões da grande São Paulo quando eles bem entendem . É como se eles se organizassem por região, a mando de alguém, obviamente.
Chego a pensar que toda aquela falta de trombadinhas nas ruas de São Paulo, não foi apenas uma ação da policia e nem tão pouco a melhora no padrão de vida do paulistano. Isto me parece mais um acordo entre a policia e os chefes do crime organizado.
Mas aonde foram parar os trombadinhas que estavam por toda a parte de São Paulo? Cresceram e hoje comandam o crime organizado de dentro de suas celas? Se formaram com a ajuda do governo e hoje são cidadãos de bem?
A criminalidade de São Paulo mudou muito mesmo. Evoluiu. Tudo que evolui, não tem fim.
Quando eu estava no Brasil, ainda neste ano, eu me lembro que eu estava voltando de trem para Mogi e vi uns tipos muito estranhos no trem. Com certeza eles não eram alí da cidade. Um deles ficou me encarando e por conselho de uma moça que percebeu a movimentação dos tais, eu fiquei com ela na estação até eles dispersarem e em seguida peguei um taxi. Nem poderia imaginar que naquela noite o PCC estava concentrado em algumas regiões da zona leste de São Paulo bem proximas da cidade onde eu morava.
Hoje li na net, em algumas paginas de pesquisa do google que eu tenho acesso, que a onda de crimes anda pegando na cidade, outra vez.
Passei pouco tempo no Brasil (1 ano e meio) e não havia percebido ainda esta mudança na criminalidade da cidade. Antes, a alguns anos atrás era a coisa mais normal ser assaltada no ponto de ônibus, ou até mesmo dentro dos onibus. Eu mesma já fui ameaçada várias vezes . Hoje, a criminalidade é organizada. Poxa! como eles evoluiram!
Viajei de trem todos os dias, peguei metrô, fui para várias regiões de São Paulo sem ser assaltada uma única vez por um trombadinha. Cheguei a pensar que algo tinha mudado em São Paulo e que a criminalidade estava mesmo sob controle. Sob controle deles, os marginais que agora se uniram organizadamente e atacam em grupos promovendo arrastões em restaurantes . Eles não agem mais individualmente, agem em grupos organizados.
O mais assustador é o poder que eles tem de promover atos de violência em determinadas regiões da grande São Paulo quando eles bem entendem . É como se eles se organizassem por região, a mando de alguém, obviamente.
Chego a pensar que toda aquela falta de trombadinhas nas ruas de São Paulo, não foi apenas uma ação da policia e nem tão pouco a melhora no padrão de vida do paulistano. Isto me parece mais um acordo entre a policia e os chefes do crime organizado.
Mas aonde foram parar os trombadinhas que estavam por toda a parte de São Paulo? Cresceram e hoje comandam o crime organizado de dentro de suas celas? Se formaram com a ajuda do governo e hoje são cidadãos de bem?
A criminalidade de São Paulo mudou muito mesmo. Evoluiu. Tudo que evolui, não tem fim.
Sem internet
Já se passaram 3 meses e eu ainda estou sem internet. Nem dá para acreditar que em uma terra tão tecnológica como o Japão, alguém consiga ficar sem internet. Eu consegui.
Vou tentar explicar oque aconteceu com a minha internet, desde que me mudei de cidade. A minha net foi adquirida em Osaka, em um plano fechado entre a Ntt e a E-mobile japonesa. Ainda não entendi direito porque é que eu nao consigo usar a net normalmente como as outras provedoras do Japão. Me parece que a provedora que eu escolhi é mais para quem está habituado a usar a internet sem fio, ou seja, o Wi fi. Eu também uso,mas nao entendi ainda quais são as vantagens e as desvantagens com relação a preço. Para complicar mais ainda a situação, eu fui obrigada a mudar de plano quando me mudei para o meu novo apartamento, em outra cidade. Desde a ultima vez que falei com um operador da E-mobile, ainda teriam que verificar se o meu novo plano funciona neste apartamento onde moro atualmente. O negócio ficou tão enrolado que eu perdi a paciência e deixei de lado. Estou usando (provisoriamente) a net do meu apartamento através do modem da tv a cabo. Sei lá, porque funciona e como funciona ,mas eu consigo acessar parte do google e o skype.
Acabei de descobrir que posso postar por aqui, mas não posso visualizar o meu próprio blog. Tem alguma relação com a porta de saída que não está liberada, ou seja, eu precisaria pagar a net do meu apartamento para ter acesso a internet integralmente.
Eu poderia cancelar a net que fiz e pagar a net do meu apartamento , mas tem um pequeno detalhe. Eu teria que pagar uma multa de 27.000 ienes ,que deve equivaler a quase 200 dolares para cancelar o meu plano. Enquanto não resolvo esta pendenga eu poderia pagar a net do meu apê,, que é muito mais barata e usar a net do apartamento, mas já liguei para os responsáveis (japas) do meu serviço e eles disseram que dá muito trabalho porque é necessário ir pessoalmente na imobiliária do apartamento. Affff!
Bom, eu poderia tentar me conectar pelo wi fi do meu netbook , mas quem disse que aqui dá sinal de alguma coisa? Eu poderia também ir a uma lan house, mas quem disse que aqui na minha cidade existe isso?
Calma minha gente! Eu não estou morando no fim do mundo (só do outro lado), mas aqui na minha cidade (Yoshida), não tem nada. Não tem nem estação de trem e quando eu preciso pegar um trem tenho que me locomover de onibus até a cidade mais proxima.
Calma minha gente! Eu não estou morando no meio do nada. É apenas uma cidadezinha interiorana que vive da pesca , das indústrias e da agricultura. Aqui no pedaço onde fica o meu apartamento tem de tudo, uma drugstore que vende de tudo, o correio, a prefeitura, o ponto de onibus, uma loja de roupas femininas bem grande tipo a Marisa do Brasil, lojas de conveniências pra tudo que é lado, e o supermercado que fica a uns 10 minutos de bicicleta. Na quadra de trás já é a 150, uma avenida grande que tem de tudo, menos lan house. Ah, esqueci de falar das plantações de arroz por todos os lados também. Em fim, para quem conhece bem o Japão, esta cidade não é muito diferente das outras cidades do interior Japão. Claro que as grandes metrópoles como Tokio e Osaka são bem diferentes e talvez eu nem precisasse de uma provedora para acessar a net, bastaria pegar algum sinal livre , assim como eu fazia em Osaka, mas cidades do interior tem essas desvantagens. Por outro lado, aqui é tranquilo demais e dá pra fazer tudo de bicicleta. Além do mais, o povo de Shizuoka é sossegado demais e muito gentil. Acho que me acostumei com esta tranquilidade de viver no interior. Claro que não tem comparação a viver no interior de São Paulo ,onde nada acontece e a gente morre de tédio porque o padrão de vida daqui é totalmente diferente . Aqui pelo menos quando queremos fazer algo diferente podemos ir a cidade . A estação de trem de Shizuoka oferece mil opções gastronômicas , e as lojas de departamentos tem sempre mil novidades fashions para quem curte andar na onda da moda. Eu ainda não fui por falta de dindim, mas já combinei com uma amiga de dar um pulo até a cidade ainda neste mes.
Com tanta tranquilidade e segurança por aqui, dá até para pensar que é o lugar perfeito para se viver o resto da vida. Eu particularmente gosto desta qualidade de vida, sem poluição, sem barulho, sem bagunça, sem trânsito e o principal, sem violência. Mas como nesta vida nada é perfeito, aqui nunca sabemos se vamos morrer amanhã ou daqui ha ainda mais alguns anos por causa dos grandes terremotos desta região . Eu mesma nunca mais fui ao mar com medo dos tsunamis. Não gosto nem de lembrar do ultimo terremoto seguido de tsunami ao norte do Japão. Ao mesmo tempo, viver com este medo já se tornou algo tão normal que nem ligamos mais para este pequeno detalhe. Da-lhe adrenalina!
Espero poder estar em breve com a questão da internet resolvida dentro de algumas semanas para poder postar algumas fotos da cidade.
Vou tentar explicar oque aconteceu com a minha internet, desde que me mudei de cidade. A minha net foi adquirida em Osaka, em um plano fechado entre a Ntt e a E-mobile japonesa. Ainda não entendi direito porque é que eu nao consigo usar a net normalmente como as outras provedoras do Japão. Me parece que a provedora que eu escolhi é mais para quem está habituado a usar a internet sem fio, ou seja, o Wi fi. Eu também uso,mas nao entendi ainda quais são as vantagens e as desvantagens com relação a preço. Para complicar mais ainda a situação, eu fui obrigada a mudar de plano quando me mudei para o meu novo apartamento, em outra cidade. Desde a ultima vez que falei com um operador da E-mobile, ainda teriam que verificar se o meu novo plano funciona neste apartamento onde moro atualmente. O negócio ficou tão enrolado que eu perdi a paciência e deixei de lado. Estou usando (provisoriamente) a net do meu apartamento através do modem da tv a cabo. Sei lá, porque funciona e como funciona ,mas eu consigo acessar parte do google e o skype.
Acabei de descobrir que posso postar por aqui, mas não posso visualizar o meu próprio blog. Tem alguma relação com a porta de saída que não está liberada, ou seja, eu precisaria pagar a net do meu apartamento para ter acesso a internet integralmente.
Eu poderia cancelar a net que fiz e pagar a net do meu apartamento , mas tem um pequeno detalhe. Eu teria que pagar uma multa de 27.000 ienes ,que deve equivaler a quase 200 dolares para cancelar o meu plano. Enquanto não resolvo esta pendenga eu poderia pagar a net do meu apê,, que é muito mais barata e usar a net do apartamento, mas já liguei para os responsáveis (japas) do meu serviço e eles disseram que dá muito trabalho porque é necessário ir pessoalmente na imobiliária do apartamento. Affff!
Bom, eu poderia tentar me conectar pelo wi fi do meu netbook , mas quem disse que aqui dá sinal de alguma coisa? Eu poderia também ir a uma lan house, mas quem disse que aqui na minha cidade existe isso?
Calma minha gente! Eu não estou morando no fim do mundo (só do outro lado), mas aqui na minha cidade (Yoshida), não tem nada. Não tem nem estação de trem e quando eu preciso pegar um trem tenho que me locomover de onibus até a cidade mais proxima.
Calma minha gente! Eu não estou morando no meio do nada. É apenas uma cidadezinha interiorana que vive da pesca , das indústrias e da agricultura. Aqui no pedaço onde fica o meu apartamento tem de tudo, uma drugstore que vende de tudo, o correio, a prefeitura, o ponto de onibus, uma loja de roupas femininas bem grande tipo a Marisa do Brasil, lojas de conveniências pra tudo que é lado, e o supermercado que fica a uns 10 minutos de bicicleta. Na quadra de trás já é a 150, uma avenida grande que tem de tudo, menos lan house. Ah, esqueci de falar das plantações de arroz por todos os lados também. Em fim, para quem conhece bem o Japão, esta cidade não é muito diferente das outras cidades do interior Japão. Claro que as grandes metrópoles como Tokio e Osaka são bem diferentes e talvez eu nem precisasse de uma provedora para acessar a net, bastaria pegar algum sinal livre , assim como eu fazia em Osaka, mas cidades do interior tem essas desvantagens. Por outro lado, aqui é tranquilo demais e dá pra fazer tudo de bicicleta. Além do mais, o povo de Shizuoka é sossegado demais e muito gentil. Acho que me acostumei com esta tranquilidade de viver no interior. Claro que não tem comparação a viver no interior de São Paulo ,onde nada acontece e a gente morre de tédio porque o padrão de vida daqui é totalmente diferente . Aqui pelo menos quando queremos fazer algo diferente podemos ir a cidade . A estação de trem de Shizuoka oferece mil opções gastronômicas , e as lojas de departamentos tem sempre mil novidades fashions para quem curte andar na onda da moda. Eu ainda não fui por falta de dindim, mas já combinei com uma amiga de dar um pulo até a cidade ainda neste mes.
Com tanta tranquilidade e segurança por aqui, dá até para pensar que é o lugar perfeito para se viver o resto da vida. Eu particularmente gosto desta qualidade de vida, sem poluição, sem barulho, sem bagunça, sem trânsito e o principal, sem violência. Mas como nesta vida nada é perfeito, aqui nunca sabemos se vamos morrer amanhã ou daqui ha ainda mais alguns anos por causa dos grandes terremotos desta região . Eu mesma nunca mais fui ao mar com medo dos tsunamis. Não gosto nem de lembrar do ultimo terremoto seguido de tsunami ao norte do Japão. Ao mesmo tempo, viver com este medo já se tornou algo tão normal que nem ligamos mais para este pequeno detalhe. Da-lhe adrenalina!
Espero poder estar em breve com a questão da internet resolvida dentro de algumas semanas para poder postar algumas fotos da cidade.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
checando a pele
Esta é a foto da pele da minha testa, onde tenho uma ruga de expressão. Parece uma ferida..
Não é preciso ser nenhum especialista pra sacar que a minha pele está uma droga! O aparelho microscópico para análise da pele que ganhei com os meus pontos é ótimo. Fiquei horrorizada com a minha pele.
Vou começar a cuidar da pele e depois postar novas fotos da melhora.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Point Card III
.
Hoje fui resolver a pendência que eu tinha ainda para a instalação da internet, apesar de que, nem vou usar aqui e com a burocracia de transferencia de linha telefônica e internet, é bem capaz de eu ficar sem net por mais umas duas semanas. O atendente da loja não soube me dizer se é possível transferir a linha e a internet para Shizuoka. Eu particularmente acho que não pode e então eu vou ter que pagar por uma coisa que nem usei. Paciência.
Aproveitei para usar os meus pontos (point card) de 15.000 ienes, já que corro o risco de ter que pagar caro pela transferencia ou cancelar a net aqui em Osaka e fazer novo pedido em Shizuoka.
Antes que isto ocorra, eu já pedi para liberarem meus points.
Adorei ir as compras hoje sem nem gastar um tostão. Comprei um Super multi drive para o net book, um aparelho com leitor microscópico para ver a qualidade da minha pele, um curvador de cílios à pilha, um aparelho que se chama "handy iontophoresis " que não sei bem oque faz com a pele, mas acredito qu ajude a tirar marcas de expressão do rosto, e um despertador digital. É muita coisa ! E eu não paguei nadinha! Saí carregada da loja e ainda me sobraram 3.000 ienes de pontos que até dava pra comprar um ferro de passar e mais algumas bugingangas, mas como eu ando econômica, preferi guardar os creditos para usar em outra ocasião.
Esse negócio de point card aqui do Japão é muito legal!!!
O poder da oração
Desde que retornei aqui em terras nipônicas, mais precisamente em Osaka, a terra dos yakuzas, tenho passado muito nervoso em função da má educação e da grosseria dessa gente desta cidade. Trabalhar com os japoneses desta região se tornou um grande martírio, mas eu tinha que aguentar. Quem mandou se aventurar do outro lado do mundo sem dinheiro?
Todos os dias ao sair para o trabalho começei a orar e pedir a Deus que afastasse de mim todo o mal, e realmente como eu havia comentado em um post anterior "Ele" afastou de mim uma japonesa que parecia endemoniada. Até hoje não sei aonde ela foi parar. Nem perguntei.
Porém, restaram outras japonesas (inclusive brasileiras) menos endemoniadas que estavam pisando nos meus calos e testando a minha paciência capricorniana que já é curta por natureza. O jeito foi pedir a Deus que me desse paz e tranquilidade para poder conviver com com elas. Não funcionou. Por mais que eu orasse as velhas chatas me perseguiam e me provocavam do nada. Coisa de louco! Começei a estressar e achar que eu não tinha mais saída a não ser aguentar aquela gente estressada, antipática e mal-humorada por mais uns 6 mêses. Tarefa quase impossível. Já estava no limite da minha paciência capricorniana.
Eu acredito que nesta vida nada é por acaso, mas eu fico me perguntando o que é que eu vim fazer aqui? Acho que nada!
Na realidade foi uma forma de eu voltar para o Japão com a passagem paga pelo povo daqui de Osaka e depois me mandar para Shizuoka, terra aonde eu fiz muito amigos japoneses e fui sempre muito bem recebida . Nunca poderia imaginar que os meus chefes de Shizuoka me quisessem de volta porque eu já fui demitida uma vez , no auge da crise, e depois eu me demiti duas vezes sem nem cumprir aviso-prévio. Na minha cabeça era pouco provável que eles me aceitassem de volta , e nem tão pouco pensei em retornar para Shizuoka em função dos inúmeros terremotos que ocorrem por lá. Muito mais do que aqui em Osaka.
A oração bem direcionada e bem intencionada tem poder. Fui chamada para voltar a trabalhar em Shizuoka imediatamente. E eu nem estava procurando emprego.
Uma amiga japonesa de Shizuoka soube através do facebook que eu estava no Japão e ela comentou comigo se eu não gostaria de retornar ao trabalho porque no momento estavam precisando de pessoas para fazer "kensa" (controle de qualidade) e eu respondi a mensagem dizendo que no momento eu estava muito comprometida aqui em função da dívida que contraí para pagar a minha passagem. O asunto morreu aí, no facebook.
Hoje, após quase um mês em Osaka e depois de muita tensão no trabalho e muito estress, decidi ligar para algumas amigas de Shizuoka para relaxar um pouco e poder falar com gente mais agradável. Conversei ao telefone com a mesma amiga que me convidou para retornar ao trabalho em Shizuoka . E conversa - vem, conversa - vai , ela novamente me chamou para retornar a Shizuoka porque a minha ex-chefe já sabia que eu estava aqui no Japão e me queria de volta para trabalhar como "controller", ou kensain como chamam aqui no Japão (inspetora de controle de qualidade). Eu aceitei!
Esta semana estarei de mudança para Shizuoka-ken. Terra aonde sempre fui muito bem recebida e fiz muitas amizades com japoneses legítimos da região. Devo confessar que, após ter trabalhado em três cidades diferentes (Osaka, Shizuoka e Saitama), os japoneses de Shizuoka são muito mais amáveis do que os japoneses de Osaka , que aliás são muito grossos. É a única cidade aonde os motoristas de taxi são super simpáticos e falam pelos cotovelos. Cidade de gente interiorana , simples e amistosa. Hoje eu compreendo as diferenças. Nem todo japonês é ruim, quer dizer, tem japonês pior aí. E cada região do Japão, assim como no Brasil, as pessoas se comportam de forma diferente. É o mesmo que querer comparar um nordestino com um paulistano. É muita diferença, apesar de serem todos brasileiros. É impossível generalizar.
Hoje, finalmente, é o primeiro dia que eu pude sorrir,após quase um mês de tensão total por aqui. Realmente, esta cidade não é para mim, e nem tão pouco o ambiente de trabalho super hiper carregado, inclusive entre os brasileiros. Não gosto disso!
Oque completa a minha recente sensação de felicidade momentânea (ninguém é 24 horas feliz), é saber que estão providenciando um apartamento da rede de apartamentos do" Leo Palace",que eu simplesmente adooooro. Passava todos os dias aqui em frente da imobiliária do Leo Palace de Osaka sonhando com o dia que eu teria dinheiro para locar um apartamento desses e pagar as taxas de locação. Não precisarei pagar nada!
Decididamente, a oração bem direcionada e bem intencionada tem muito poder. Orei tanto para que Deus me livrasse de todo mal e me ajudasse a me direcionar aqui em terras nipônicas, sem dinheiro, sozinha e estressada até o meu limite. Não pedi em oração um novo emprego, nem pedi que eu pudesse morar em um apartamento da rede Leo Palace, só pedi em oração que "Ele" me tranquilizasse e me direcionasse nesta minha nova empreitada em terras nipônicas. A minha oração foi atendida de uma forma que eu não esperava.
Amanhã o escritório de shizuoka provavelmente vai me ligar para acertar os detalhes da minha mudança para Shizuoka. Eu nem sei como se faz para viajar de trem bala de Osaka para Shizuoka. Me parece que mesmo de trem bala se leva em média 3 horas ou mais. Não importa! Quem tem boca vai a Roma! E eu já fui.
Deus, muito obrigada por atender as minhas orações. Nesta vida, nada, absolutamente nada é por acaso.
domingo, 9 de setembro de 2012
Pointo cards II
Hoje fui na "joshin" , loja de eletroeletrônicos , onde fiz o meu pedido de internet e enquanto eu esperava ser atendida fui fuçar os preços. Gente! Esses japoneses são muito criativos!
Eu já sei com oquê vou gastar meus 15.000 ienes de pontos na loja. Pensei em usar os pontos para comprar uma camera digital nova, mas entre a minha camera digital Pentax que já está velhinha mas ainda funciona e uma outra nova que não é tão melhor quanto a que eu tenho , eu prefiro gastar todos os meus pontos com aqueles aparelhos malucos para beleza.
Tem um aparelho que pode ser ligado na USB do computador para ver a imagem da pele aumentada , assim você pode analisar sua pele através da web cam como se fosse um microscópio. Também tem outros aparelhos com ion que ajudam a atenuar as marcas de expressão, curvador de cílios à pilha que curva os cílios com o calor, e mais um monte de aparelhos que nem sei pra quê servem. Todos estes aparelhos estavam em torno de 3.000 ienes. Vou me acabar na "Joshin" quando liberarem os meus pontos.
Aproveitei e passei pelo "Family Mart" e peguei um impresso para solicitar um cartão de pontos também, assim vou ganhando pontos para comprar os meus "obentôs"(marmita) japoneses e economizo um pouquinho. De pouco em pouco a galinha enche o bico, ou é o papo?
O único problema é que o cartão demora um mês para chegar , e com certeza eu também vou levar um mês para preencher os dados em japonês...
Assim que eu adquirir os meus produtos para beleza vou postar fotos aqui. É incrível como a japonesada gosta de cuidar da pele. Tem aparelho para tudo , e eles realmente funcionam porque as velhinhas aqui no Japão tem uma pele invejável. Sem esquecer dos produtos à base de colágeno que são vendidos em todas as lojas de conveniência, farmácias e supermercados. Esta semana vou começar a tomar as minhas capsulas de colágeno para melhorar a rigidez da pele. Tô precisando!
Pagando carmas
Ultimamente anda difícil controlar a minha "ira", por mais que eu reze, os obakês (assombração) ainda me perseguem aqui nesta terrinha abençoada pela natureza. Entro muda e saio calada todos os dias do trabalho, falo somente o necessário para evitar desavenças, mal-entendidos e outros trens. Além do mais, sou de opinião de que não adianta querer agradar a gregos e troianos quando o ambiente não combina com o nosso modo de ser e pensar. Estaremos sempre remando contra a maré. Aquilo a que resistimos, persiste.
Sabendo que o Universo funciona assim, e que não adianta calar a boca se o pensamento continua fluindo no sentido contrário , eu cheguei a conclusão de que existem lugares e situações que não servem para nós. Assim como pessoas que não se encaixariam jamais em nossas vidas. E quando insistimos em seguir o fluxo (contrário) mesmo assim, acabamos sempre tropeçando em alguma pedra pelo caminho. Tento evitar as pedrinhas pelo caminho , mas elas atravessam o meu caminho sem nem pedir licença. Tá osso!
Sou da paz, não gosto de conviver com pessoas que não gostam de nos ver tranquilas e fazem de tudo para nos irritar. É uma linha de pensamento que não combina comigo. Infelizmente a minha alma capricorniana não é de aceitar nada calada. Posso estar muda mas os meus pensamentos fluem , e pensamentos "causam" muito mais do que palavras.
Eu devo estar pagando muitos carmas passados porque sempre tem uma "velha" que se atravessa no meu caminho. Isso quando não são as chinesas. Nem vou dizer aqui o que eu penso desta raça para não começarem a me chamar de preconceituosa, mas que raçinha esquisita sô!
O difícil de conviver com várias raças está na questão cultural, mas ao mesmo tempo não podemos ignorar o nível de inteligência de cada uma delas. Enquanto eu estou conciente de tais diferenças e da "irritabilidade" natural de quem trabalha muitas horas por dia , e busco formas para controla-las, algumas pessoas nem imaginam que existam tais problemas nos relacionamentos que podem ser contornados com muita boa vontade e bom senso.
Estou pagando carmas sim. Não tem outra explicação. Ficar quieta e caladinha na minha não está funcionando. O jeito vai ser eu rodar a baiana. Calma, muita calma nesta hora!
sábado, 8 de setembro de 2012
Recomeçar
"Pai, tá dificil manter o caminho,
Tenho andado em meio a espinhos,
Nem sempre é tão fácil acertar,
Pai, emoções descalçam os meus pés,
Me roubando em meio a cordeis
Me enlaçam em minhas fraquezas
Pai, eu nem sei o que te falar,
Mas eu quero recomeçar,
Me ajuda neste instante,
Preciso da tua mão ,
Vem me levantar,
Faz me teu cervo Senhor,
Me livra do mal,
Quero sentir o teu sangue curar-me,
Agora, meu Senhor vem restaurar-me...
Preciso da tua mão,
Vem me levantar..."
Aline Barros é uma cantora abençoada por Deus. Todas as vezes que eu a ouço cantar , me toca fundo ao coração. Hoje, aproveitei o meu dia de folga (paz) para refletir, meditar e orar. Todas as vezes lavo a minha alma quando oro ao som dos louvores de Aline Barros. Abençoadissima!
Momentos de paz com a presença divina (no meu coração). Senti muita falta destes meus momentos com Ele. Totalmente sintonizada. Obrigada Senhor por restaurar-me.
Tenho andado em meio a espinhos,
Nem sempre é tão fácil acertar,
Pai, emoções descalçam os meus pés,
Me roubando em meio a cordeis
Me enlaçam em minhas fraquezas
Pai, eu nem sei o que te falar,
Mas eu quero recomeçar,
Me ajuda neste instante,
Preciso da tua mão ,
Vem me levantar,
Faz me teu cervo Senhor,
Me livra do mal,
Quero sentir o teu sangue curar-me,
Agora, meu Senhor vem restaurar-me...
Preciso da tua mão,
Vem me levantar..."
Aline Barros é uma cantora abençoada por Deus. Todas as vezes que eu a ouço cantar , me toca fundo ao coração. Hoje, aproveitei o meu dia de folga (paz) para refletir, meditar e orar. Todas as vezes lavo a minha alma quando oro ao som dos louvores de Aline Barros. Abençoadissima!
Momentos de paz com a presença divina (no meu coração). Senti muita falta destes meus momentos com Ele. Totalmente sintonizada. Obrigada Senhor por restaurar-me.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Decepções
Eu tenho Plutão retrógrado na minha casa 4 natal. Não é um aspecto muito favorável para os relacionamentos familiares. Já percebi que aconteceram muitos mal-entendidos no seio da minha familia que me causaram grandes decepções. A forma que encontrei de conviver bem com a minha família , é a de não conviver. Quanto mais distante melhor, quanto menos participar da vida, e do cotidiano dos meus ente queridos é melhor . Esta foi a decisão que tomei quando me dei conta de que as coisas começam a "ferver" não sei de onde, dentro da minha familia e quanto mais proxima eu estiver pior é. Não tenho contrôle sobre as emoções dos meus familiares , e nem sobre a mentalidade de cada um. Nem poderia controlar, mas a harmonia nunca dura muito tempo. Aliás, creio que toda relação familiar seja assim. Cheia de altos e baixos.
Mas o problema é que eu não sei administrar estes altos e baixos e ficar de boa. Eu me incomodo, eu percebo, eu falo, eu opino, eu me decepciono.
As minhas decepções foram tantas, mas tantas em familia que eu gostaria de ter nascido "orfã", de pai , mae , e filho e irmãos. Talvez eu me sentisse melhor em saber que eu me sinto só nesta vida porque eu realmente não tenho familia. Mas infelizmente eu tenho. E infelizmente ela não me preenche. Perdi meus laços, até os maternos. Desapeguei demais e hoje não sinto falta de ninguém, absolutamente de ninguém. Eu me basto! Meu Deus! Aonde vai parar esta minha auto-suficiência?
Espero encontrar equilibrio entre o amor fraternal e o desapego. Ou será que o destino está querendo me preparar para algo lá pela frente? Não sei dizer...
Segundo os meus aspectos do meu mapa natal, eu só conseguirei encontrar a felicidade plena quando eu aprender a amar as pessoas incondicionalmente. Que missão "quase"impossível!
Eu só consegui praticar o amor incondicional até hoje com os animais. Aliás, é ótimo ter um cãozinho em casa. Eles nos ensinam muito sobre o amor , a lealdade, a obediência e o companheirismo. Acho que vou comprar um cãozinho e leva-lo comigo para aonde quer que eu vá. Pena que esses bichinhos vivam tão pouco...
Viver é abstrato
A grande mentira de viver...
Todas as vezes que fazemos algo contra a nossa vontade, por mais que seja a nossa obrigação e responsabilidade, estamos indo contra a nós mesmos, contribuindo para a grande mentira da vida.
Elogiar alguém , sorrir para alguém que você nem conhece direito. É preciso ser educado. Aquele filho chato que não te respeita, o marido que não tem atitude, aquele colega de trabalho medíocre . Tudo isso te irrita tremendamente, mas você não deve criar caso. Deve atuar. E assim vamos dando a nossa contribuição mentirosa para os relacionamentos.
Ultimamente não tenho falado muito, aliás, eu ando muda. Quase com preguiça de falar, de atuar, de interpretar. Acho que eu estou "ainda" no lugar errado...
Todas as vezes que fazemos algo contra a nossa vontade, por mais que seja a nossa obrigação e responsabilidade, estamos indo contra a nós mesmos, contribuindo para a grande mentira da vida.
Elogiar alguém , sorrir para alguém que você nem conhece direito. É preciso ser educado. Aquele filho chato que não te respeita, o marido que não tem atitude, aquele colega de trabalho medíocre . Tudo isso te irrita tremendamente, mas você não deve criar caso. Deve atuar. E assim vamos dando a nossa contribuição mentirosa para os relacionamentos.
Ultimamente não tenho falado muito, aliás, eu ando muda. Quase com preguiça de falar, de atuar, de interpretar. Acho que eu estou "ainda" no lugar errado...
domingo, 2 de setembro de 2012
Radio Taisso
Tá aí uma coisa que eu detestava no Japão e agora eu até gosto. O Radio Taisso, é um exercício de aquecimento que os japoneses aprendem a fazer desde a escola primária. Os exercícios são orientados por uma gravação, por isso o nome de "radio" taisso, que quer dizer exercício com rádio. Eu me lembro que a minha filha quando ela estudou aqui no Japão, tinha que ir 3 vezes por semana as 7:00 da manhã em uma praça para fazer os exercícios de férias. E era obrigatório senão contava como falta, apesar dela estar de férias. A professora dela me disse que este é um habito muito antigo nas escolas japonesas , para fazer com que a criança não se habitue aos horários desregrados de férias e depois não sofra para começar a acordar cedo para ir à escola.
Eu achava isso uma chatice. No meu último trabalho em Shizuoka inventaram de fazer o Radio Taisso antes de começar o trabalho e eu achava isso uma chatice. Hoje, pensando bem, acho que é mais do que necessário. Aqui no Japão , creio que mais da metade da população japonesa trabalha em ambientes de fábricas. Quase ninguém fica sentadinho o tempo todo na frente de um computador. Então, a necessidade de se fazer um aquecimento antes de começar a trabalhar.
Eu sinto tanta falta de me exercitar um pouco que agora eu inventei de acompanhar um programa matinal japonês que ensina a fazer alguns exercícios básicos e termina com o "Radio Taisso". Não que eu precise de mais movimentação, mas é diferente. Hoje mesmo fui pegar uma caixa pesadinha e dei um mal jeito. Talvez se eu estive com o corpo aquecido para o trabalho eu nem teria sentido o músculo repuxar.
Então , vamos lá!" Radio Taisso Dai 1 ".
Eu achava isso uma chatice. No meu último trabalho em Shizuoka inventaram de fazer o Radio Taisso antes de começar o trabalho e eu achava isso uma chatice. Hoje, pensando bem, acho que é mais do que necessário. Aqui no Japão , creio que mais da metade da população japonesa trabalha em ambientes de fábricas. Quase ninguém fica sentadinho o tempo todo na frente de um computador. Então, a necessidade de se fazer um aquecimento antes de começar a trabalhar.
Eu sinto tanta falta de me exercitar um pouco que agora eu inventei de acompanhar um programa matinal japonês que ensina a fazer alguns exercícios básicos e termina com o "Radio Taisso". Não que eu precise de mais movimentação, mas é diferente. Hoje mesmo fui pegar uma caixa pesadinha e dei um mal jeito. Talvez se eu estive com o corpo aquecido para o trabalho eu nem teria sentido o músculo repuxar.
Então , vamos lá!" Radio Taisso Dai 1 ".
Agradecimento
Mais um dia tranquilo, com a graça da proteção do "Altissimo". Orei tanto que todo o mal fosse afastado de mim, que até a japa veia que estava me estressando sumiu. Sei lá, para aonde ela foi. Deve estar de licença, ou coisa parecida. Também com aquele stress dela, quase histérica, bem que ela merecia umas férias mesmo.
A oração bem direcionada sempre funciona. Oro sempre para a harmonia , tranquilidade e paz de todos, nunca só para mim. Deve ser por isso que as minhas orações sempre funcionam.
Eu deveria fazer isso sempre. Orar por aqueles que me incomodam de alguma forma, mas nem sempre estou disposta e sintonizada com a oração. Orar só por orar não traz resultados. Tem que sentir a oração. É como diz no livro "The Secret"; não basta pedir, tem que sentir.
De todo jeito, as minhas orações estão funcionando e a paz reina no ambiente de trabalho. Obrigada Senhor por mais este dia abençoado!
sábado, 1 de setembro de 2012
A ternura japonesa
No Japão toda pessoa que é gentil é chamada de "yasashii" , que traduzindo em português quer dizer : amistoso, amigável, ou bonzinho.
Como eu não domino a língua à 100% , tenho sempre a impressão de que os japoneses generalizam esta palavra com o seu uso em qualquer situação. Dá a impressão de que não existe uma outra palavra para descrever por exemplo uma pessoa que é de aparência e atitudes doces porém nem por isso é terna. Ou um cavalheiro que é apenas educado mas nem por isso quer dizer que seja amistoso ou bonzinho.
Normalmente quando algum homem é gentil com uma mulher eles o denominam "gentleman" (em inglês) ou usam novamente a palavra "yasashii". O uso desta palavra me parece que serve muito mais para uma pessoa que é boazinha , ou terna, não propriamente para uma pessoa gentil e educada.
Como o Japão é o país das" aparências", com certeza o pré-julgamento em relação as pessoas é genérico, ou seja, se você tem atitudes gentis será sempre yasashii, independente de ser ou não uma pessoa terna.
A maioria das japonesas jovens ( aqui no Japão) tem feições doces , olhar meigo e jeitinho de criança, mas isso não quer dizer que elas sejam "yasashii". Muitos estrangeiros se enganam com a doçura japonesa que é apenas aparência. É uma tendência aqui no Japão , a mulher ainda jovem aparentar doçura e infantilidade.
Na língua italiana por exemplo, encontramos várias expressões que às vezes são até difíceis de traduzir para o português pela sua infinita gama de expressões e sentidos. Coisa que não ocorre na língua japonesa. A impressão que eu tenho é de que a língua japonesa é muito mais compacta ou sintética do que as línguas que se originaram do latin. Daí a dificuldade para nós estrangeiros em expressar verbalmente algumas situações que necessitam de um pouco mais de força ou profundidade ao serem verbalizadas para não generalizar aquilo que se quer dizer. Difícil, não?
A expressão corporal também faz parte da linguagem verbal e no caso dos japoneses a situação é complicada em função da cultura japonesa que ensina as crianças a não demonstrarem os seus sentimentos. Por isso, a impressão que temos é a de que todos os japoneses são iguais , não só fisicamente como de caráter.
Entender verdadeiramente o yasashisa (ternura) japonês é realmente uma tarefa difícil.
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