domingo, 8 de maio de 2016

Atraindo semelhantes

Richard Gere , um idoso , rico, famoso , charmoso e interessante.

Akihito, um idoso japonês , rico ,famoso , sem charme e previsível. 

Quando eu tinha là meus 18 anos, era muito assediada em qualquer lugar que eu fosse. Me lembro de uma vez , atravessando a Avenida Rebouças quando um cara pos a cabeça para fora do carro e começou a me mandar beijos, no mesmo instante ouvi uma  batida. Ele bateu no carro da frente . Em uma outra ocasião na Avenida Faria Lima  , um cara parou o carro bem perto de mim (chovia muito) e me perguntou se eu não queria uma carona. Ele era um estilista de acessorios da C & A , e até bem simpático. Claro que aceitei a carona e ainda cheguei atrasada no trabalho. 

Estas foram apenas algumas das inúmeras vezes em que eu era abordada no meio da rua. Sei lá , mamaē passou mel nesta Capricorniana. Se bem que o meu ascendente em Touro explica um pouco este magnetismo. 

O tempo passou, fiquei velhinha , mas a alma esqueceu de envelhecer e por conseqüência o fisico também. Hoje, beirando os 50 anos de idade , eu quero mais é que as pessoas me respeitem por aquilo que sou, uma senhorinha de 50 anos . Nem estou com muita paciência para assédios. 

O meu fã club de idosos anda crescendo e muito. Homens na faixa dos seus 55 à 70 anos são os tipos que eu ando atraindo ultimamente. Até 55 tudo bem , além disso é preciso ter outros requisitos . 

 Não tenho nada contra a pessoas de meia idade, afinal eu também sou. A diferença  está na mentalidade , no modo de viver a vida . Eu curto muito a internet, sou fã de alguns esportes radicais , curto yoga, meditação, escrevo um blog ,curto astrologia, solidão, falo palavrōes, adoro viagens e culturas diversas, assisto a todos os videos da Kefera Buckman e do Panico na tv. Será que dá para ter alguma empatia com esses velhinhos que me assediam aqui no Japão? 

Eu tenho uma legião de fans de meia idade aqui em terras nipônicas , e quase todos são descendentes de japoneses. Todo mundo sabe que o descendente de japonês com mais de 50 anos é meio careta, todo certinho e muito convencional. Não é a minha praia. Gosto de velhinhos anti- convencionais, de preferência de uma outra cultura, ou que tenha muita historia para contar de suas vivências pelo mundo. 

Hoje chamei um colega de trabalho, um senhor descendente de japoneses de uns 60'anos , apenas para fazer uma pergunta a ele. Queria saber onde era o médico que ele havia se consultado. Ele ficou todo alegrinho e feliz por eu ter dirigido a palavra a ele , e nem disfarçou. 

- Você quer falar comigo? Que honra! Disse o velhinho com bolsas em baixo  dos olhos , uma barriguinha saliente e cabelos ultra - hiper - super grisalhos. 

Logo que percebi o assanhamento do idoso, continuei séria  até ele perceber que estava animado além da conta  e me detive a perguntar apenas o endereço do medico. Agradeci educadamente e só!

Jesuissss! Estou atraindo  semelhantes . Semelhantes de idade sim, mas não de mentalidade. Aquilo que mais importa para mim no momento é a mentalidade  acima de tudo. E por maisincrível   que pareça , tenho atraido apenas àqueles  que são semelhantes cronologicamente. 

Então, qual o sitnificado de atrair semelhantes apenas pela aparência e não pela essência?

O essencial é invisível aos olhos, ou para os miopes. Poē invisível nisto!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Dom e percepção



Eu acredito que toda pessoa que tem um "dom" , seja o de compor músicas, poesias , cantar com a alma , ou qualquer outro "dom" artistico tem um pacto com Deus. Quando eu me refiro a Deus , não estou falando de um Deus específico de alguma religião, eu me refiro ao "todo" , ao Universo e a sua grandeza imensurável. 

Todo artista, mesmo aqueles que não se consideram artistas porque não possuem um titulo ou diploma, são artistas . São pessoas que possuem além do "dom" , que é esta facilidade de criar e de enxergar o mundo sob um outro ângulo, são na realidade pessoas muito sensíveis e na maioria das vezes invisíveis . Não que se escondam do mundo, mas é preciso compreender que pessoas que possuem tal sensibilidade canalizam suas mais profundas emoçōes em suas obras. 

Pode ser um poema que ninguem leu, um desenho que ficou esquecido em algum lugar, uma letra  de musica que ficou sem melodia, ou uma obra que fez muito sucesso e se tornou conhecida . Não importa o sucesso e a aceitação, a mensagem será sempre a mesma. Vem da alma.

Mas porquê estou escrevendo sobre isto? Sei lá! 

Às vezes fico pensando o quanto devo ser uma pessoa dificil de se fazer entender. Tenho preferências que são eternas, ao mesmo tempo vontades e motivações passageiras. Deve ser normal.

Mas o que desencadeou esta minha reflexão sobre a vida e os "dons" do ser humano?

Estava assistindo a um video sobre um mito dos anos 80, Renato Russo. Em um dos videos a sua maē , Dona Carminha Manfredini , declarou que só entendeu o verdadeiro conteùdo de suas canções depois que Renato faleceu. De certa forma , as palavras desta maē me tocaram. 

Como a maē de um mito como Renato Russo , que despejava em suas canções tudo aquilo que ele sentia , poderia não ter interpretado a letra de suas mùsicas , retiradas do mais profundo de sua alma enquanto ele ainda  era vivo?

Talvez o sucesso de seu filho a tenha cegado, ou ela ainda o via apenas como o "junior" , aquele menino brincalhão e respeitoso com os pais. Tudo estava bem, o "junior" continuava respeitando os pais e ainda por cima fazendo muito sucesso com aquelas musicas com um conteudo inigmático, do tipo : "lá em casa tem um poço, mas a àgua é muito limpa" , se referindo ao pai. 

Fiquei refletindo sobre as tantas mentiras que vivemos ao longo da vida. Às vezes mentimos para nós mesmos, e a ùnica verdade é aquela que se expressa em um rabisco. 

Trazendo esta percepção para a minha vida , fiquei pensando o quanto somos ou devemos ser banais para nos relacionarmos com as pessoas. Um bom exemplo são as redes sociais. Bom, pelo menos os meus contatos só curtem fotos, eles adoram curtir fotos , e quase ninguém sabe que eu possuo um blog , ou sabem mas nem se interessam porque a leitura é chata , escrevo muito sobre as minhas percepções e pouco sobre o mundo exterior. Interiorizar parece ser um tabu na cultura brasileira. 

Ao mesmo tempo, quem curte se interiorizar não curte estar em evidência declarada. Então, vamos deixar as coisas como estão. 

Continuo com os meus rabiscos. Namaste!




O vazio da alma




Sol transitando pela casa 12, Vênus  também , e pra completar este triángulo  , Marte na casa 12. São estes os aspectos que transitam pelo meu Mapa astral neste periodo. 

Apesar de ter me esforçado e ter gostado de sociabilizar nestes ultimos dias, principalmente em contato com crianças , não tem como ignorar tantos aspectos transitando pela casa 12 nè!

A casa 12 pede momentos de instrospecção , interiorização e meditação, mas como eu andei contra a maré nestes ultimos dias saindo muito e sociabilizando , bateu em mim uma sensação estranha. Bateu um certo vazio na alma quando fiquei sozinha em casa, coisa que nunca me abalou. Muito pelo contrário, sempre curtia muito o silêncio , o aroma dos meus incensos , os banhos relaxantes e tudo aquilo que se pode fazer estando sozinho. Até sair as compras sempre preferi ir sozinha.

Deve ser aí que mora o perigo da solidão, aquela solidão que faz mal, que te faz sentir-se sozinho , mesmo estando  em meio a tanta gente. 

Eu acredito que tudo na vida tem um tempo. Tempo pra sair e se divertir com amigos, tempo pra se dedicar a algum projeto de vida, tempo pra viajar, tempo pra viver um novo amor, e principalmente , um tempo para estar sozinho. Quando  vamos vivendo a vida sem perceber aquilo que a nossa alma pede , dá nisso. Bate aquele vazio na alma porque você não respeitou o seu tempo . 

É claro que a sensação de estar sozinho no mundo seria menos perceptível se tivessemos sempre ao nosso lado alguém que preenchesse essas lacunas , mas ao mesmo tempo deixar que outros nos preencham não é uma forma muito legal de lidar com os vazios da pröpria alma. É mais fácil , mas cria dependência , e isto também não me agrada. Eita! Pessoa difícil!

Fases, são fases da vida , assim como o outono nos prepara para o inverno , assim como a primavera  nos prepara para o verão. Agora o momento é de meditação e yoga, atividades solitárias que promovem a paz e a harmonia com o nosso momento atual e com o Universo. 

Os nossos vazios da alma devem ser preenchidos por nós mesmos, momento à momento. Cada coisa ao seu tempo. 

Hoje vou respeitar as influências astrais da casa 12 e  mergulhar no vazio, transcendendo a solidão . 

Namastê! 





terça-feira, 3 de maio de 2016

Nukumori no mori o Bosque do Aconchego


Mais um dia de passeios no feriado de Golden week aqui em terras nipônicas . E lá fomos nós, eu uma amiga japonesa e seus dois filhos , procurar uma Vila Encantada que fica em Hamamatsu. Havia um tempo que eu tinha pesquisado sobre esta Vila Encantada em Hamamatsu e estava louca para conhece-la, mas como sempre, era muito dificil conseguir companhia com os meus dias de folga alternados. 

A ida foi super cansativa porque a minha amiga japonesa decidiu confiar no navegador do que em mim e escolheu uma rota por dentro da cidade . Levamos mais de uma hora e meia rodando pela cidade de Hamamatsu ,sendo que o mais rapido seria pegar a via expressa e chegariamos em 32 minutos. Navegador japonês também engana a gente de vez em quando. 

Chegando no local, todos os estacionamentos estavam lotados , e então tive a idéia de ir ao Family Mart , comprar uma agua , e deixar o carro estacionado lá mesmo, assim como muitos japoneses estavam fazendo. Tem horas que eles não são lá muito certinhos. 

No caminho para a Vila Encantada , que fica no meio da cidade ,subindo uma ladeira, eu tropeçei e cai no asfalto. A minha perna inchou na hora e uma veia ficou super saltada, assim mesmo tive que prosseguir o passeio. Imagine desistir de um passeio com duas crianças ? 

Caminhamos mais umas duas quadras , subimos a ladeira e lá estava o famoso "bosque do aconchego" ou Nukumori no mori em japonês. Uma Vila projetada por um arquiteto japonês que foi criando aos poucos as construções com muita fantasia e romantismo com um toque europeu. Alguns dizem que lembra o cenário do filme "o senhor dos anéis". 

A Vila é super pequena, mas muito aconchegante , faz juz ao nome . Tomamos café e comemos umas sobremesas finíssimas de um sabor suave e requintado em uma das mesinhas postas do lado de fora e à sombra de uma àrvore suntuosíssima. 

Realmente o passeio vale a pena para quem gosta de tomar um cafezinho tranquilamente, em meio a um mundo de fantasia. 

Só assim para sairmos um pouco desta vida de dedicação total ao trabalho. Talvez , este arquiteto que projetou a Vila também estivesse em busca de um cantinho para sair da realidade japonesa que por vezes é sufocante. 

O passeio foi super agradável, as crianças adoraram , e tudo correu muito tranquilamente. Só a minha perna é que não dobrava mais para subir escadas.

O café. Me lembrou o café que fui na Austria. 

As sobremesas . Maravilhosas!


 Super romântico 

As casinhas 

Parte do café restaurante 


A minha perna rouxa e inchada após o passeio . 




segunda-feira, 2 de maio de 2016

Cultura, costumes & educação



Semana de golden week aqui em terras nipônicas, e apesar do meu Sol estar transitando na casa 12 e a minha Vênus também, até que estou me saindo bem no quesito sociabilidade. 

Desde que começou a semana do feriado japonês, já sai para almoçar, jantar e fazer compras com uma grande amiga japonesa. Passamos o dia inteiro passeando. 

Ontem foi dia de churrasco com a brasileirada do serviço . Estava pensando em não ir, mas foi legal. Depois do churrasco ainda convidei algumas colegas brasileiras para um chazinho da tarde ( sem chá) , com direito a uma belissima torta de morango. 

Hoje, é dia de Matsuri em Hamamatsu, a cidade que é considerada a cidade dos brasileiros por ter uma concentração bem grande de brasileiros, o Matsuri começa dia 3/5 e termina no dia 5/5. Também estava pensando em não ir, deve ser o meu Sol na casa 12 que pede mais interiorização no periodo, mas como eu já havia convidado outra amiga japonesa para irmos ao Matsuri, fiquei na espera dela se manifestar. Se ela não se manifestasse eu ficaria em casa mesmo. Ela se manifestou , e ainda insistiu para eu marcar um horário, mesmo eu dizendo que ela poderia vir o horário que quisesse. 

Os japoneses são muito comprometidos com horários e compromissos, diferente de nós latinos que não somos lá muito comprometidos com essas coisas. Combinar algo com amigos brasileiros ou peruanos é sempre aquela coisa meio indefinida, não se sabe a que horas a pessoa chega e nem se ela virá. Alguns nem ligam pra avisar , um horror. 

Não só japoneses como também os suiços são muito pontuais e comprometidos com horários. Dá para perceber a diferença de esperar um ônibus no Brasil , e esperar um ônibus no Japão ou na Suiça. A educačão é outro fator muito claro das diferenças culturais. 

Quando estavamos no Parque fazendo churrasco, o parque foi invadido por estudantes japoneses do ginásio , todos uniformizados , em pleno feriado. Pensei que eles iriam fazer alguma atividade recreativa ou coisa do gênero, só que não. Eles foram limpar o Parque, catar o lixo jogado no Parque. Não é que o Parque estivesse sujo e nem nös brasileiros deixamos de recolher o nosso proprio lixo, mas como haviam muitas crianças no Parque , tinha sempre um papel ou algum copo esquecido no local. 

Agora , imaginem se esta cena seria possivel no Brasil? Adolescentes uniformizados catando o lixo deixado por outros em pleno feriado? Praticamente impossível de se imaginar, ou se ocorresse algo parecido em terras tupiniquins , seria no minimo algo inédito e incomum. 

Nestas horas fico pensando : a educação  é absolutamente tudo!

Fico muito triste ao recordar algumas frases que ouvi na minha adolescência dos meus professores de ginásio, quando se referiam a educação e ao ensino nas escolas brasileiras como algo degradante. Tantas greves, cheguei até a participar de uma , com os meus professores . Fui intimada a ir para não receber falta , então eu fui. Mas hoje percebo que a maior preocupação dos meus professores na época , nem era pela melhora na educação , e sim por salários mais dignos. Será que salarios mais dignos melhorariam mesmo o ensino nas escolas brasileiras? 

Eu acredito que a raiz de tudo não está nos salários, está muito mais na consciencia das pessoas , está na ordem, na disciplina  e no comprometimento. Escolas japonesas por exemplo não tem serventes  e nem faxineiros , são os proprios alunos que mantem a escola limpa. E se muita gente não sabe, professores de ensino fundamental aqui no Japão também não são bem remunerados. Eu mesma conheci um professor de educação fisica do ensino fundamental que decidiu largar a profissao para ser operario em fabrica.

De certa forma é até injusto ficar fazendo comparações entre países de primeiro mundo e os de segundo e terceiro mundo. O Japão possui uma cultura milenar, e o Brasil ainda é apenas um bebezão deitado em berço esplendido. 

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Preguiça de problemas



Não sei se posso chamar isto de imaturidade , mas eu estou fugindo de "problemas". Sejam eles financeiros ,no trabalho,  ou nos  relacionamentos. Contanto que, não sejam criados por mim.

No budismo eu aprendi que aquele que se sente incomodado ,ou aquele que sofre dentro de uma situação é o sujeito da oração, é ele quem carrega o carma. 

À partir deste saber, começei a separar mentalmente aquilo que era meu carma e aquilo, que era um carma alheio. Separei o joio do trigo , literalmente , e com o tempo parei de sofrer com o carma alheio, ou seja, o sofrimento ou o incomodo alheio que nem faziam  parte de mim  e sempre me afetavam de alguma forma. Na prática eu era solidária com o sofrimento alheio, ou para ser mais mais objetiva, eu queria consertar o mundo à partir do meu ponto de vista. 

Cada pessoa tem o seu tempo , cada qual , possui uma maneira de interpretar o mundo e as suas ocorrências . Cada pessoa deve viver o seu carma , o seu aprendizado. Seja ele afortunado ou desafortunado , esta é a experiência que lhe cabe. Para ser mais clara: Cada um com os seus problemas!

Parece coisa de gente egoîsta e pouco solidaria com o sofrimento alheio, mas se analizarmos racionalmente , ajudar não é o mesmo de se envolver com o problema alheio. Afinal, de que vale o sofrimento solidário sem solução?

Traz conforto? Sim, traz um certo conforto, porém o problema ainda reside na pessoa e a solidariedade não passará de um efeito paleativo. 

Não me permito mais viver em tormentos, pensando em o quê eu poderia ter feito e não fiz, ou me incomodando com as ações ( carma) alheias . Aquilo que não me pertence simplesmente bate e volta  para o emissor. A minha antena parabólica está temporariamente desligada. 

O unico cuidado que devemos ter no momento que optamos por não compartilhar mais carmas alheios é o de não nos tornarmos seres egoístas e insensíveis. 

A principio todo mundo irá nos cobrar a falta de solidariedade e o aparente descaso com o problema alheio. Seja firme, e não sofra. O sofrimento ( mesmo que solidario) nunca foi e nem nunca será sinônimo de solução. 

Estou com "preguiça" de gente que não me transmita paz interior. Estou com preguiça de gente que nos ataca para se defender sabe-se lá do quê ? Estou com preguiça dos medos e dos traumas alheios, já me bastam os meus que tento controlar e administrar de mil formas. 

Se não acrescenta , não subtraia. Isto dá preguiça.



Criando mandalas



Nunca pensei que fosse tão fácil e tão terapeutico desenhar mandalas. Aquilo que percebo quando começo a desenhar uma Mandala é que a intuição flui naturalmente, criando formas harmônicas à cada desenho. 

A sensação é de um fluir natural que estava contido dentro de mim, e a cada Mandala que desenho sinto um certo bem-estar que vai me envolvendo aos poucos e melhorando a minha concentração e o traçado das linhas. 
Mais uma ferramenta de autoconhecimento. 



Visual asiático



Primeiro dia de folga aqui em terras nipônicas e já saí no prejuizo. Fui a uma loja de departamentos com uma amiga japonesa e lá havia uma loja de produtos indianos e tailandêses. Simplesmente enlouqueci dentro da loja. 
Me apaixonei por uma calça muito maluca, tipica tailandesa que é mais para homens . Mas quem está ligando? 
A loja se chama Çayhane , e vende desde roupas a acessórios e peças decorativas no estilo tailandês, indiano e até peruano. Tudo com cores muito vivas. Enlouqueci com um tapete de yoga , mas me segurei para a proxima vez, porque já havia comprado uma calça, uma echarpe, dois aneis , um incensário entre outras bugingangas. 
Namastê!

A calça : cerca de 15 dolares 



Anel que muda de cor conforme a nossa energia. 



Porta incenso , elefante sagrado tailandês e incenso indiano que confere energia e força. O aroma é maravilhoso.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Bela, recatada e do lar


    Casalinga di lusso - dona de casa de luxo

Acabei de ler o texto  da Revista Veja sobre a esposa de Michel Temer e candidata a primeira-dama da nação brasileira. Ao  terminar a leitura de tal texto tão comentado que provocou uma verdadeira chuva de memes na net, achei o texto em sí muito romântico para a atual situação política  e mentalidade  brasileira. E qual é a mentalidade brasileira?

Aqui em terras nipônicas ainda impera o machismo, e por mais incrivel que pareça, a maioria das jovens japonesas ( até as com formação Universitária)  tem o sonho de se casarem , terem filhos e serem donas de casa. A concorrência com o machismo japonês ainda ē muito acirrada e nem todas as mulheres japonesas se sentem a altura de tal competitividade . Talvez por esta razão, elas ainda prefiram a vida de simples donas de casa, apesar de algumas ainda seguirem trabalhando part time, mesmo após o matrimônio. A filosofia do sistema japonês é o trabalho em primeiro lugar. Fazer o quê?

Em algumas regiões da Itália , mais ao Sul, também não é dificil encontrar mulheres que apesar de terem alguma formação , se sujeitam a levarem uma vida de "casalinga"(  do lar) , limpando, polindo , cozinhando e cuidando dos filhos. São as famosas "principesse" ( princesas) , com as mãos judiadas pelo trabalho doméstico , mas sempre com um anelzinho de brilhantes reluzente  em um dos dedos.

Na Suiça , pude conhecer um tipico casal inter-racial muito feliz. O marido um quarentão economista do Banco Suisse e a esposa uma tailandesa de 22 anos sem formação alguma. Ela é dona de casa, lava, passa, cozinha e cuida do marido. O marido para compensa-la lhe paga um salário, ou mesada, que ela gasta com bolsas de grifes . A ultima vez que estivemos juntos, ela estava com uma bolsa (verdadeira) Louis Vuitton e tinha acabado de ganhar um carro zero do marido. Todo o ano eles viajam para a Tailandia de férias , e já compraram uma casa por aquelas bandas de lá.

Não que toda mulher suiça viva assim, mas percebi uma preocupação do proprio sistema suiço para que as maēs de familia tenham mais tempo livre para se dedicarem aos filhos. Ao contrário do machismo japones , os suiços são machistas na responsabilidade de serem os provedores do lar, sem colocar a mulher ou a familia em segundo plano. Achei perfeita a mentalidade suiça. E não é por menos que a Suiça se encontra na segunda posição dos países de melhor qualidade de vida. Custa caro viver na Suiça, mas em compensação o sistema funciona para todos. 

Qualidade de vida, este é o problema da nação brasileira, que leva muitas mulheres a buscarem maior independência e realização profissional, deixando a sua realização pessoal ( constituir familia) em segundo plano. A herança do coronelismo ( mascarado)  brasileiro também é outro problema na sociedade brasileira que acaba levando a mulher brasileira a buscar um lugar ao sol. É como se precisassemos estar sempre preparadas, em posição de defesa, armadas para o imprevisto. 

E quem disse que a vida familiar também não tem seu valor ou importância na vida de uma mulher? 

Tem sim, e muito. Poder ter condições de administrar e constituir uma familia sem abrir mão de realizações em outras àreas é privilégio de poucas . Não existe um sistema nacional que ajude a mulher moderna brasileira de cumprir uma dupla jornada. E eu me refiro a grande maioria , não me refiro a aquelas que foram agraciadas com uma vida confortável , com babás, faxineiras , e um marido que tenha um emprego estável e rentável. A grande maioria das mulheres brasileiras tem que ralar e muito para conquistarem o seu lugar ao sol. Não é uma questão de escolha, é necessidade. 

A mulher brasileira é maē, pai,  dona de casa, profissional, esposa, marido e chefe de família . O homem brasileiro ( assim como o japones) , quando se divorcia da esposa, se divorcia também dos filhos e das obrigações , deixando à cargo da ex-esposa o papel de educadora e provedora do lar. Claro que nem todos, não vamos generalizar, mas o conceito de familia do brasileiro anda pouco definido. E isto vale também para as mulheres brasileiras. 

Em meio a tão pouca definição dos verdadeiros valores  da sociedade brasileira , me refiro também a postura política . Fica  esse ôco, essa lacuna à ser preenchida e  organizada por alguém. 

 E a mulher brasileira, guerreira como é, estará sempre pronta para a batalha. Mesmo  que tenha que abrir   mão de ser apenas uma boa maē em tempo integral,  mesmo que sonhe em apenas  estar em casa , cuidando de sua familia e de seu jardim. 

A mulher brasileira não se permite mais sonhar com um principe encantado . Mesmo porque eles não existem. E , de repente, ler uma matéria como aquela da Revista Veja , referindo-se a esposa de Michel Temer como a "principessa" brasileira candidata a primeira-dama da nação , chega a furar os olhos e a ofender  a grande maioria das mulheres brasileiras que  não vivem a vida como se fosse um conto romântico. 


Bloqueios & auto-sabotagem



Neste periodo o meu Sol está entrando na casa 12, fato que me torna mais introspectiva ainda do que já sou. Se é que realmente temos o poder de controlar as nossas vidas , e por consequência o nosso destino, eu espero poder utilizar este periodo para o meu autoconhecimento de forma construtiva, praticando um pouco mais de yoga e meditando a cerca de mim mesma. 

Amanheci hoje pensando nos meus bloqueios, aquela auto-sabotagem de todos os dias que me persegue desde que me conheço por gente: o medo. 

Na minha vida prática , não costumo ter medo de absolutamente nada, me jogo de cabeça sempre que necessário , contanto que, eu tenha sempre o contrôle da situação. Coisas de Capricornianos, fazer o quê?

A área da minha vida da qual não possuo controle total é aquela que envolve os outros. Claro! Como conduzir  relacionamentos pessoais como se fosse um exèrcito , não é mesmo?

E aí é onde mora o meu medo. Medo de rejeição e de traição. A minha eterna auto-sabotagem nos relacionamentos em geral. Não que eu tenha vivido alguma experiência do gênero e tivesse acumulado traumas , pelo menos não nesta vida. Aquilo que ocorre na minha vida é uma sequência de auto-sabotagens nos relacionamentos antes mesmo de acontecer algo, ou seja, quando eu penso que estou perdendo o contrôle da situação e dependo do outro para apaziguar, mas a confiança no outro não vem. 

A consequência de tal "cuidado" nos relacionamentos me levam frequentemente a rompe-los drásticamente. Percebi com o tempo que esta auto-sabotagem não é nada mais e nada menos do que uma forma subconsciente de me proteger . Parece até coisa de Cancerianos, mas Capricornianos também sofrem deste mal. 

O segredo para resolver a nossa auto-sabotagem e viver relacionamentos mais plenos é poder visualizar-se no futuro . Aliás, para tudo na vida, se você não tem a capacidade de visualizar o seu amanhã, será dificil concretizar as ocorrências do hoje. O amanhã é pura e simplesmente o resultado do hoje. E isto não se reduz apenas a ações físicas , as ações em pensamento determinam as nossas vidas com muito mais poder do que se imagina. 

Querer nem sempre é poder. Não basta querer um carro novo, um relacionamento saudável, um trabalho estável , ou qualquer outra coisa quando apenas "queremos" e não colocamos este querer em prática com ações , pensamentos , e visualizações. Se sabotamos uma destas etapas, pode ter a certeza de que o seu projeto de vida estará correndo o risco de ser sabotado por alguém . E este alguém , na maioria das vezes somos nós mesmos. 

Culpar o outro, as circunstâncias ou o destino é apenas uma forma subconsciente de nos perdoar, afinal, cada um é dono do seu proprio destino . 

Apesar de ter esta consciência , e saber das minhas falhas (ou medos) , eu ainda  não consigo muda-las, chega a um ponto que não consigo mais avançar. O quê fazer ?

A nossa mente é poderosíssima, para o bem ou para o mal. Algumas pessoas possuem a facilidade da fé , em sí mesmas ,  ou em Deus, outras menos. Para aqueles que são céticos e pragmáticos como nós Capricornianos, uma idéia é praticar a fé e a visualização sistemática. Mesmo que a sua fé seja artificial , com a prática se alcança o objetivo. E aí entra a nossa determinação e persistência , pois o processo de desbloqueio de pensamentos antigos ( ou julgamentos) é bem demorado. 

Se você não consegue realizar este trabalho de desbloqueio mental sozinho, ou não tem a paciência necessária, pode também procurar a ajuda de um terapeuta. Mas não se esqueça que o terapeuta não faz milagres , ele apenas te ajudará mostrando as ferramentas para este processo, e quem vai manusea-las é você mesmo. 

Namastê!

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Vida Virtual X Vida real


         Este é Salvatore Cuomo, o italiano mais bravo de todo o Japão

Segundo dia de folga, e ainda me resta mais um dia e meio de repouso. Pedi ao meu supervisor para folgar um dia à mais porque estava com princípio de gastrite nervosa. Éh! A vida aqui no Japão não é facil para nós estrangeiros, e lidar com todo o tipo de gente ( algumas desequilibradas) aqui no Japão não é tarefa fácil. Temos que ser um pouco psicólogos e suportar a convivência com pessoas que além de serem limitadas intelectualmente sofrem de algum stress ou trauma emocional. 

Como escrevi no post anterior: A vida virtual está ótima, mas a vida real uma merda!

Ontem e hoje fiquei trancada no meu apartamento, lendo, meditando, respirando fundo e me desligando  um pouco desta minha rotina de trabalho e relacionamentos estressantes em terras nipônicas. Conversei bastante , em italiano , no messenger com um amigo romano que vive em Shizuoka , e como sempre estamos tentando nos encontrar sem muito sucesso porque ele trabalha demais e suas folgas são no meio da semana. 

Enquanto eu conversava com ele , tive a ideia de mandar uma mensagem para o meu idolo italiano aqui no Japão, o Master Salvatore Cuomo e perguntar a ele como se faz para trabalhar em uma das tantas pizzarias e café restaurantes que levam o seu nome aqui no Japão. Mandei a mensagem por mandar, e nem esperava que ele me respondesse. Mas não é que no dia seguinte ele me respondeu muito gentilmente????

Nossaaaa! Ovulei!!! 

Enquanto chatava com o meu amigo romano ( de novo) , Salvatore Cuomo me escrevia no messenger "ao vivooooooo" !!!! 

Bom, para quem não sabe quem é Salvatore Cuomo , é um mestiço de japones/napolitano que hà mais de 20 anos só cresce no mercado japonês. A sua historia no Japão começou quando ele vinha ao Japão ajudar ao seu pai que tinha uma modesta pizzaria no Japão. Filho de um napoletano e de uma japonesa, Salvatore Cuomo fez tanto sucesso com a sua pizza napoletana em terras nipônicas que hoje tem uma verdadeira  holding por tràs dele. 

Como dizem em italiano : - Lui é Bravissimo!

Se eu pudesse trabalhar em algum restaurante da sua rede, eu acho que seria a Glória! Mas o problema é que os salarios em restaurantes japoneses costumam ser muito baixos e ainda tem a questão da idade limite para alguns cargos , e o fato de eu não ser fluente em japonês. Sei la! Pode ser coisa da minha cabeça, mas para trabalhar com ele eu teria que me organizar melhor financeiramente antes. Não seria um trabalho para guardar dinheiro, seria mais por prazer, e aqui em terras niponicas trabalhos que nos tragam algum tipo de prazer são mau remunerados. 

Quem sabe um dia eu possa ao menos fazer um bico em um de seus restaurantes , nem que seja só pra postar uma foto toda orgulhosa ao lado de um poster do Salvatore Cuomo? Coisa de fãnzoca!

Nunca se sabe! Tudo aquilo que eu quis fazer aqui no Japão eu fiz, mesmo achando que não existia a minima possibilidade , e fazer aquilo que a gente quer com muita paixão sempre dà certo, mesmo quando não dá muito certo. Então, imaginem se um dia eu conseguir trabalhar com o Master Salvatore Cuomo.

Enquanto Salvatore Cuomo digitava do outro lado do messenger ( em italiano) , o meu coração começou a bater mais forte e acelerado. Aiaiaia, que paixão! Na verdade é mais admiração do que outra coisa porque não é que ele seja um galã italiano ( ele é baixinho) , mas a admiração que tenho por ele ter vencido em terras nipônicas é grande demais. E a humildade em responder uma simples seguidora da sua pagina oficial do facebook? Ahhhhh! Ele é "the best".

Em compensação o meu amigo romano , que também começou em terras nipônicas trabalhando com cozinha italiana, parece ter aquele velho preconceito que toda a Itàlia tem com os napolitanos, ou sente ciùmes . Todo italiano é ciumento do amigo, da amiga, da maē, da irmã, do cachorro e assim por diante. É como se eles estivessem sempre medindo forças. Coisa de italianos!

Como eu disse no começo deste post, a minha vida virtual vai muito bem obrigada!!! Os contatos são enriquecedores sob um aspecto cultural e linguístico, e os videos que assisto dos muitos youtubers brasileiros   pelo mundo são muito enriquecedores também. Estou amando ver tanta gente inteligente e criativa que expoēm suas vidas de maneira muito eloquente em videos de apenas 5 a 10 minutos. 

Vida virtual riquíssima! Vida social ( aqui no país do Sol Nascente) um pouco pobre, pra não dizer medíocre e rotineira, mas sempre uma coisa compensa a outra , todas as vezes que aquilo que está no virtual tem a possibilidade de um dia fazer parte da  nossa vida real. 

Somos todo uno! 
http://www.salvatore.jp.e.xo.hp.transer.com  
Este é o link de uma das tantas paginas de Salvatore Cuomo , é só copiar e colar! 

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Diga-me com quem tu andas ...




É aquele velho papo , dependendo de com quem você convive o seu mundo vai se moldando  a sua realidade. A vida aqui em terras nipônicas nos obriga a conviver " de igual para igual " com pessoas de  todo o tipo, desde os japoneses com sua cultura e lingua totalmente diferenciada a dos ocidentais , até aos brasileiros (descendentes ou não, de japoneses) que vem de todas as partes do Brasil . 

Algumas poucas pessoas que conheci aqui em terras nipônicas eram originárias de regiōes do norte do Brasil, outras tantas do sul do Brasil, aquelas com quem eu me identificava mais (naturalmente) eram as pessoas provenientes da grande São Paulo. Paulistas e paulistanos tem uma característica peculiar que nos fazem sentir um pouco em casa, as piadas são as mesmas, o sotaque é inconfundível e até mesmo a aparência , preferências culinárias e hábitos do dia à dia. Assim fica fácil saber com quem se está lidando ne!

Quanto as pessoas provenientes do norte do Brasil, algumas do Pará, já percebi uma certa dificuldade    de encontrar afinidades. Os costumes eram diferentes, o caráter, e até mesmo o gosto culinário. 

O mais engraçado de quando conhecemos um brasileiro aqui em terras nipônicas é que ninguém te pergunta o que você fazia no Brasil, ou seja, tanto faz, se você tem formação universitária e fala vários idiomas porque aqui todos somos iguais. É como se fechassem a porta do desembarque do aeroporto e aquilo que você era antes do embarque não fizesse mais a minima diferença. De agora em diante você é o brasileiro numero 1 , numero 2 , e assim por diante. 

Algumas amigas peruanas que tenho são de origens bem definidas , a maioria de cidades do interior do Peru , seriam as caipiras peruanas com formação universitária , ou no minimo técnica. Ja conheci ex-secretárias, ex-fotografos jornalisticos, ex- psicólogas, ex- engenheiros , que pela falta de oportunidades em seu país , trabalhavam como taxistas ou possuiam vendinhas do tipo armazem em suas cidades. Apesar de seus títulos , estes peruanos se despiam de seus titulos e metiam a mão na massa como simples operários. Muitos ainda agradeciam pela oportunidade de terem uma vida financeira digna em terras nipônicas, apesar de terem jogado fora os seus titulos para exercerem a mera função de operários de fabrica em terras estrangeiras. 

Por mais estranho que pareça, eu me identifico muito mais com as minhas amigas peruanas do que com os brasileiros, e a razão é apenas que, culturalmente são mais bem definidos e mais ricos do que os brasileiros. Claro que nem todos o são, mas as amizades que fiz por aqui me acrescentaram muito.  

Uma das minhas amigas peruanas , que inclusive foi casada com um brasileiro me perguntou o porquê dos brasileiros não se identificarem como "latinos", já que o Brasil se localiza na America Latina. Fiquei sem resposta . Eu sendo filha de japoneses imigrantes nem me julgo latina, talvez ela devesse fazer esta pergunta para alguém que tenha ascendência espanhola , com mezclas entre indígenas e africanos. Vai saber. 

É muito dificil definir o povo brasileiro por sua miscigenação e origens de regiões completamente distantes. Eu mesma não conheço nenhuma cidade ao norte do Brasil e sua herança cultural, a não ser , aquilo que aprendi na escola , ou pela convivencia com aqueles que se deslocaram do norte e do nordeste do Brasil para São Paulo em busca de trabalho. Eles mesmos dizem que as diferenças de comportamento do povo do norte e nordeste é muito diferente do comportamento de paulistas e paulistanos. Eu também percebo isto. 

Bem, o que eu quero relatar aqui ( o texto ficou muito grande) , é que aqui em terras nipônicas é frequente acontecer conflitos armados entre brasileiros justamente pelo fato do brasileiro ter preconceito de ser brasileiro com ascendência nipônica e na pråtica não ser nem uma coisa e nem outra. Muita gente pira com estes preconceitos silenciosos. Além deste motivo, existe a tal da diferença de vivências. Um era agricultor no interior de alguma cidade brasileira, outro era bancário, outro veio de uma familia de comerciantes falida e nunca havia trabalhado no Brasil, e assim por diante. Cada qual com as suas vivências, cada qual com as suas histórias, e como aqui em terras nipônicas ninguém pergunta quem você era antes do desembarque em terras nipônicas  fica  esta grande lacuna entre pessoas de várias origens nacionais e vivências tendo que conviver em um ambiente fechado e cercado por maquinas por todos os lados. 

Confesso que tenho que me violentar muito para conviver em paz com pessoas que nada tem em comum comigo, ou que nada tem a me oferecer para o meu desenvolvimento como pessoa. Fico as vezes pensando que é uma dificuldade da idade e da mentalidade da grande maioria brasileira que vive aqui em terras nipônicas. Não conheci uma alma que tenha interesses diversos , além de trabalhar, e se afundar na rotina de trabalho, casa, dormir, sair para almoçar fora , e viver uma vidinha limitada. Ninguém lê um livro, ninguém tem um hobby específico, ninguém tem interesse em aprender a lingua local , apesar de viverem hà anos em terras nipônicas e de nem fazerem planos para o retorno. Tem gente até que estuda inglês em casa e não fala nem 10% da lingua local. Pior ainda , são aqueles que pretendem retornar ao Brasil ( um dia, não se sabe quando) , mas nem sabem das ultimas noticias sobre a politica e economia do Brasil. Claro que não são todos, alguns tem planos bem definidos , apesar de pouco palpáveis e arriscados para uma pessoa que viveu durante muitos anos fora do paìs e não se atualizou durante os anos passados em terras nipônicas. 

Não sei dizer se me incluo neste padrão de comportamento do brasileiro descendente que vive em terras nipônicas, talvez na pratica sim, e eu nem perceba . Talvez eu nem faça parte deste mundo real por não ver nem graça e nem estimulo, e acabo sempre pendendo para o meu mundo interior ou virtual, que aliás, é bem mais rico do que aquilo que percebo aqui em terras nipônicas. 

Como em um video que asisiti do Porta dos Fundos  que um advogado falido postava fotos incriveis ( foto-montagem) em seu facebook, mas na vida real ele batia ponto em uma esquina como mendigo, e quando questionado por um amigo que o encontrou nas ruas de como andava a sua vida , ele respondeu: - A vida virtual está ótima! A vida real uma bosta!

É meio assim que me sinto em terras nipônicas, mas se um dia a vida virtual era coisa de louco e de gente descocupada ,  hoje em dia não é mais. Relacionamentos começam no virtual, notìcias se atualizam no virtual, diários de vida hoje tem formato blogger, vlogger, snapchat, stagram, twitter e muito mais. Aprende-se muito com dicas em sites e videos do youtube. 

Enfim, hoje em dia , quem não aprendeu a se comunicãr virtualmente e a se antenar com o universo de informaçōes existente é um completo alienado. 

E terminando este texto que ficou muito longo e saiu fora daquilo que eu pretendia escrever, a minha melhor  companhia aqui em terras nipônicas tem sido "eu mesma" , e o Doutor "Google" que sempre acrescenta um algo mais , no minimo como conhecimento, além de novas portas que se abrem para nossas vidas através de um simples click em algum link. 


sábado, 9 de abril de 2016

Vênus em Capricornio



Quem possui este posicionamento da Vênus em Capricornio deve saber o quanto nos é difícil liberar as emoções em qualquer relacionamento que seja. Para piorar ainda mais este aspecto eu ainda tenho o Sol em Capricornio , e Mercúrio  em Capricórnio. 

A impressão que passamos aos outros é geralmente de uma certa frieza emocional, o que complica alguns relacionamentos quando no início. Para dizer a verdade, nem é uma mera impressão de frieza, na minha opinião de Capricorniana com a Vênus em Capricórnio, é frieza mesmo. Nem é uma mera questão de aprendermos a liberar nossas emoções e sim de cultiva-las. 

Capricornianos com a Vênus em Capricórnio tendem a ser muito solitários, e o pior, adoram estar solitários. Isto não quer dizer que nós capricornianos sofremos com tal tendência . O Capricorniano com a Vênus em Capricornio adooooora ter seus momentos de solidão , para refletir, para repousar do mundo e fazer suas atividades egocêntricas que na maioria das vezes requer um pouco de solidão. 

Vênus em Capricornio é aquele velhinho, aquele hermitão que precisa se isolar de vez em quando , precisa do silêncio , e se abster por alguns momentos ( as vezes dias) das banalidades mundanas. 

A solidão de uma Vênus em Capricórnio não é sinônimo de insociabilidade  ou sofrimento, a solidão da Vênus Capricórnio é benéfica, no sentido de nos equilibrarmos melhor (sozinhos) e só assim nos relacionarmos com o mundo de forma mais harmônica. 

O defeito maior desta Vênus é a sua inflexibilidade, ela não se deixa arrebatar em momento algum, por excesso de racionalidade . Para uma Vênus em Capricornio , a maior prova de amor é a lealdade e a responsabilidade , nunca se impressionará com presentes caríssimos , e nem tão pouco aquelas melosas declarações de amor. Para a Vênus em Capricórnio declarações de amor são apenas palavras jogadas ao vento, aquilo que a impressiona de verdade são atitudes seguras , consistentes e palpáveis. 

Não é dificil ver uma Vênus Capricornio curtindo longos periodos de celibato total, onde ninguém (absolutamente ninguém) lhe causa algum interesse . Muitos se derretem ao notar tal figura, quase inatingível, e se sentem desafiados a conquista-la,  porém, são poucos os que conseguem persistir em conquistar este coração tão auto-suficiente e inflexível. 

A Vênus Capricórnio em algum momento da vida se apaixonará , por alguém que lhe traga conforto, segurança e companheirismo. Geralmente quando ultrapasse a casa dos 40 ou 50 anos, quando a sua Idade mental estará mais de acordo com este posicionamento. 

sábado, 2 de abril de 2016

Capricornianos e relacionamentos



Escrevi um post sobre Capricornianos hà alguns anos atrás, falando de mim mesma, e por incrível que pareça muitos outros Capricornianos se identificaram com o texto. Sempre digo que existem signos no zodiaco que dificilmente passam desapercebidos  por terem uma característica muito forte. Este é o caso dos Capricornianos da gema, com várias casas em Capricornio, e também os  que possuem o ascendente em Capricornio . 

A primeira impressão que nos passa um Capricorniano (a) , é uma certa sobriedade, são pessoas muito sérias e pouco esfuziantes. Muitos são naturalmente elegantes, mesmo que estejam de jeans e camiseta . Não é a roupa que os define, é muito mais o caráter e a sobriedade Capricorniana que se faz notar de uma forma elegante e até mesmo misteriosa. 

Após a primeira impressão , sóbria e elegante, vem a segunda : a inteligência Capricorniana. Não é preciso conversar durante muitas horas para perceber a perspicácia e a mente racionalíssima dos nativos de Capricórnio. São realmente muito perspicazes e de respostas rápidas e inteligentes, às vezes até  sarcásticas. 

Fala-se muito e enfatiza-se muito o caráter sóbrio e quase frio destes nativos , que é apenas o reflexo de uma mente extremamente racional, ou seja, a razão domina as emoções Capricornianas. O que no meu entender não  é um ponto negativo. O ùnico cuidado é não levar a vida tão a ferro e a fogo para evitar tendências pessimistas. 

Agora vamos falar sobre os sentimentos Capricornianos dentro de uma relação. Já que emoção e razão não são lá muito amigas. E como o Capricorniano (a) se comporta ? O que ele (a) espera de um relacionamento?

Traduzindo em palavras, aquilo que o seu Capricorniano ou Capricorniana espera de um relaciomento é a segurança , acima de tudo. Isto não quer dizer que eles (as) não gostem de viver "momentos" apaixonados e de muita aventura, mas em algum ponto da relação colocam os pés no chão ( literalmente aterrizam em solo firme) , e esperam que tal relacionamento lhes passe algum tipo de segurança, que seja no emocional ou no financeiro. 

Então os Capricornianos são materialistas? Não necessariamente!

Quando se fala em segurança Capricorniana em um sentido material é muito mais aquilo que lhes traz alguma segurança e estabilidade, não necessariamente o acumulo de bens materiais ou de uma vida luxuosa. 

Passa-se o mesmo com suas emoções. O Capricorniano (a) é extremamente romântico e sonha em viver um amor verdadeiro , assim como a todos os mortais, mas como eu descrevi anteriormente, em algum ponto tal relação deverá trazer ao Capricorniano(a) algum tipo de segurança para que a relação avance. 

No convivio diário com um Capricorniano aquilo que lhe importa é a funcionalidade prática da relação. Falando mais claramente e quase dolorosamente. É preciso que o parceiro(a) seja ùtil e necessário em sua vida prática , e que acima de tudo lhe acrescente algo que lhe falta. Capricornianos  demoram a se resolverem  a assumir um compromisso , justamente porque sabem  que no inicio de qualquer relação tudo é ilusão, e só o tempo (Chronos) dirá se tal relação vale um certo grau de comprometimento, ou não. 

E como reconhecer se ele (a)  está realmente apaixonado (a)?

É muito mais fácil do que muita gente imagina. Um Capricorniano apaixonado é determinado e seguro de seu alvo. Quando ele quer, ele faz! Ele é determinado, não se esqueçam!

Cuidado! Um (a) Capricorniano (a) apaixonado (a) é extremamente sedutor. Uau! 

E quando ele demonstra não querer, se esquivando o tempo todo? É simples. Ele não quer, ou algo o está incomodando na relação.

Vale a pena  insistir? Sim, vale a pena, porém de uma forma mais sutíl , criando ou recriando o interesse Capricorniano. Nunca chore tentando chantagear a um Capricorniano, chantagem emocional não funciona. Ele (a) vai fingir que se comoveu , mas lá no fundo está mesmo é sem jeito de lidar com tamanha emoção . Demonstrações de fragilidade emocional podem ativar o instinto protetor do Capricorniano, assim como acionar o instinto controlador e autoritário. Ele (a) pode achar que você é presa fácil. Depois não reclame do autoritarismo Capricorniano.

É muito mais fácil conquista-lo (a) com uma certa sutileza , um toque de sedução e inteligência. Capricornianos (as) se derretem por uma mente inteligente e sedutora. É tiro e queda! 

Enfim, para aqueles que estão iniciando um relacionamento com um (a) Capricorniano(a) , a paciência é um fator determinante para que a relação progresse. O Capricorniano é metódico   e até mesmo nos relacionamentos afetivos tudo tem o seu tempo , as suas etapas. Portanto, não queira nunca pressionar a um nativo de Capricornio que tem como seu regente Saturno. Lembrando que Saturno é simbolizado por Chronos o deus do tempo. Aquele que comeu seus filhos para não correr o risco de perder o seu trono. 

Deu para perceber a maior característica Capricorniana com seu regente Saturno? Chatinho , exigente e disciplinador. 

Os Capricornianos quando jovens costumam ser velhos e quando velhos , em uma idade mais madura , tendem a rejuvenescer. Tipica característica de nativos que não tiveram infância por serem mais maduros que a maioria. 

Apesar de afirmar e confirmar tais características Capricornianas ( pois eu sou uma ) , tudo dependerá também de onde está a Lua de cada nativo. A Lua rege as nossas emoções, portanto, observe onde está a Lua de seu (sua) Capricorniano(a) , ela poderá responder quais as reais necessidades emocionais de seu (sua) Capricorniano (a). 

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Amores & ilusōes


               Me muero por esta sonrisa - Luís Miguel - el Sol del México.

Fazia muito tempo que eu não ouvia as cançōes de meu mais adorado ídolo da adolescência, Luís Miguel. Hoje decidi escutar todas. Sou apaixonadíssima por este talentosíssimo intérprete mexicano das mais lindas cançōes romanticas , jamais cantadas em língua espanhola , desde os meus quinze anos. 

A minha admiração/paixão por ele começou  quando o vi por primeira vez cantando Palabra de Honor quando ele teria mais ou menos  12 ou 13 anos. É paixão antiga! Talvez a primeira que provei  na minha adolescência. 

O tempo passou, a admiração por sua belissima voz seguiu, mas a paixão ficou um pouco de lado , até ouvir o tema de uma novela da Globo : La Barca. Aquela voz não me era estranha . Sim, era ele, Luis Miguel, a minha primeira paixão platônica a primeira vista enquanto ainda adolescente. 

Sua voz melódica embalava meus sonhos e creio ter ouvido La Barca umas quinhentas mil vezes somente para me deliciar com sua voz. Era pouco, apenas a sua voz, mas era o suficiente para provocar em mim aquela sensaçáo de encantamento que somente as paixões platônicas nos oferecem, algo tão irreal e distante que nos toca a alma tão profundamente. 

Meu impulso para aprender espanhol começou com La barca, queria compreender a letra de todas as canções de meu amor platônico e assim ao menos sentirme mais perto, mais conectada com aquele ser que me tocava tão fundo a alma com sua doce e melodica voz. Enfim, era um ídolo, uma paixão , um alguém inacessível . 

Luis Miguel era o fruto da minha ilusão romantizada de um amante ( principe)  perfeito, com sua  voz melódica , seu olhar penetrante e um sorriso sem igual. Ahh, eu amava ele! Sonhava e imaginava em um dia poder respirar o mesmo ar que ele respirava. 

Minha paixão idealizada era tanta que a projetei em um garoto de apenas 17 anos . Eu na época com 24 anos , me apaixonei à primeira vista por um garoto de olhos verdes, amigo de meu irmão menor, com um sorriso largo e uma leve semelhança com o meu idolo Luis Miguel. Ele era filho de espanhois, mais uma semelhança. Que somatização!

 Aos 21 anos ele começou a trabalhar em uma empresa multinacional e a vestir terno e gravata. Assim como Luiz Miguel em suas apresentações, sempre tão impecável. Era difícil deixar de fazer comparações ( silenciosas) e não imagina-lo vestido de terno e gravata , "hablando en español" com um microfone em mãos . Que fantasia. 

Esta fantasia me custou uma paixão idealizada , puramente física , que por muitas vezes me decepcionava profundamente ao perceber que ele não era tão perfeito quanto a Luis Miguel. E quem disse que Luis Miguel è perfeito? Não, ele não é perfeito é apenas um ídolo que provoca paixões  e ilusões. 

Com isto, concluo,  que por mais de 10 anos fui apaixonada por uma ilusão que criei, um projétil de Luís Miguel, uma maquete, um quase clone, uma fantasia de adolescencia que tinha como "centro" a minha adoração por um idolo da minha adolescência.  Típico de quem possui a Vênus em aspecto com Netuno. Que patética descoberta!

Minha paixão verdadeira ( platônica ou não) , ou pelo menos a raiz  verdadeira de tal sentimento , sempre foi  "o idolo"  Luis Miguel , tão somente. O resto eram apenas ilusões.