segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Vida de expatriado



Durante os ultimos meses andei visualizando alguns videos de expatriados que vivem por este mundão à fora. Alguns no Canadá, outros na Austrália e muitos nos Estados Unidos. Percebi uma certa particularidade entre todos nós expatriados, independente da cultura a qual estamos inseridos. O problema maior é sem duvida alguma a falta de uma vida social normal, ou seja, tendemos  sempre a buscar "iguais" , e as nossas amizades acabam sempre sendo com pessoas de mesma origem , no caso , brasileiros, ou expatriados de outros países. Somos "iguais", somos todos estrangeiros. 

É ilusão pensar que viver no exterior é algo glamouroso, sempre estaremos com aquela sensação de que não pertencemos a aquela cultura. É o tal complexo de estrangeiro. 

Por mais que os nativos locais sejam abertos , as nossas referências são outras, o nosso senso de humor é outro. Não dá para imitar o Silvio Santos , por mais que seja parecido, e arrancar risadas em meio a um grupo de canadenses , por exemplo. Pior ainda são as nossas referências e lembranças da infāncia que por muitas vezes nos comovem ao lembrar o cheiro do arroz com feijão e farofa , preparado pela nossa maē. Um japonês com certeza não apreciaria o aroma, e nem entenderia o significado de tais recordações . 

Já me ocorreu de ser a unica brasileira convidada para participar de um "nomikai" ( bebedeira) japonês , e apesar de todos os convidados  serem colegas de trabalho ( até certo ponto intimos) , eu me via deslocada e sem assunto quando eles começavam a falar sobre algum assunto tipico da cultura japonesa, ou quando faziam menção a algum comercial de tv que se tornou famoso por ironizar certas   manias  e habitos que só os japoneses entendem. Nestas horas eu compreendo que a barreira maior para nós expatriados ,  nunca será apenas a lingua, e sim as nossas referências culturais.

Tenho amigas que vivem aqui em terras nipônicas hà anos, e já até trocaram a nacionalidade. Vivem com a familia e em residencia fixa. Mas todos reclamam de uma vida social normal. A grande maioria nem tem amigos japoneses e vivem em comunidades pequenas. 

Apesar de ter feito algumas amizades com japonesas por aqui, são poucas as que posso considerar amigas de verdade. Mesmo assim, creio que sou a unica que ainda possui amigos  nativos japoneses , meus amigos brasileiros nem se quer falam o japonês fluentemente. Pior ainda, não possuem nenhum interesse em aprender a lingua , e muitos nem compreendem as diferenças culturais . Nunca se deve tratar um japonês da mesma forma que tratamos um brasileiro, e nem comparar comportamentos sociais. Seria preciso compreender a mentalidade japonesa para julgar e fazer comparações. 

Assistindo aos videos de youtubers pelo mundo , e compreendendo que um expatriado será sempre um eterno expatriado, em qualquer parte do mundo, fico até mais conformada com a minha situação aqui em terras nipônicas, mas ao mesmo tempo, fico com aquela sensação de frustração ao perceber que nenhum lugar no mundo será totalmente nosso . Nem mesmo o nosso país de origem...

Ligeiramente bella




Manter a pele sempre com um aspecto saudável e viçosa não é lá uma tarefa fácil após uma justa idade. Pior ainda quando se trabalha em turnos alternados e a qualidade do sono é deficiente. Rugas , marcas de expressão e aquele aspecto de rosto cansado é resultado de noites mal dormidas.

Para resolver o meu problema , encontrei a Melatonina para equilibrar as minhas horas alternadas de sono. Hoje durmo profundamente , nem que seja por insuficientes 5 horas. Nota-se a diferença na qualidade do sono e no rosto logo pela manhã. No lugar daquele rosto cansado e amassado , um certo inchaço que denuncia a profundidade do sono obtido . O sono durante o dia pede outros cuidados, como por exemplo , uma máscara tapa olhos . 

Nada melhor para recuperar as energias e descansar a pele do rosto do que um sono de qualidade. Tenho até sonhado com mais frequência. 

Apesar dos beneficios de dormir com qualidade, outros cuidados são necessarios para resgatar o viço do rosto após uma certa idade. Eu optei por começar a usar novamente a linha de produtos da Astalift, apesar de serem caríssimos , o resultado compensa. O gel da astalift é mais facilmente absorvido pela pele porque possui micro-esferas . 

Em menos de dois dias de uso já pude perceber uma pequena diferença . Dependendo da pele de cada pessoa os resultados são pouco visíveis , mas nem por isso passam desapercebidos . É uma melhora sutil , mas perceptivel.

Todas as vezes que começo a usar a linha de produtos astalift , alguém me pergunta o quê fiz no rosto porque parece mais firme. Não possuo muitas rugas no rosto , porém a flacidez é a minha maior inimiga desde a adolescência. 

Apenas dois dias de uso , e lá fui eu trabalhar como sempre. Um senhor japonês que trabalha comigo olhou fixo para mim e me disse que havia algo diferente em mim, que eu estava bonita. No dia seguinte , novamente o japonês me olha fixo e diz: - Nanka Kirei! Que quer dizer : - parece bonita, em japonês. No terceiro dia , eu mesma perguntei a ele se eu ainda estava bonita , e ele me respondeu dizendo   que a cor do meu rosto estava saudável e a pele parecia "sukiri" , que quer dizer limpa , ou sem marcas. 

É animador ouvir elogios apös apenas alguns dias de uso de cosméticos . A grande maioria não traz resultados imediatos , além de serem caríssimos. 

Para reforçar ainda mais o resultado , estou usando também uma máscara de vitamica C , uma ou duas vezes por semana. São cuidados que valem a pena , afinal, pele bonita é pele bem hidratada  e com brilho natural. 

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Vidas passadas




Sabe aquela sensação ou emoção que vem do nada provocando reações subitas de defesa quase que involuntariamente? Ou aquelas certezas que temos no fundo de nossas almas sem entender direito de onde elas vieram?

Independentemente  de termos provado alguma experiência  nesta vida, sensações afloram , sonhos se tornam recorrentes, e atè mesmo algumas imagens nos vem em mente sem sabermos de onde elas vem. Seria preciso realizar uma regressão mental para descobrir , ou lembrar , em qual momento de nossas vidas teriamos provado tais emoções e sensações. Talvez na infância, talvez no ventre materno? Talvez muito além !

Há anos vinha desenhando rostos. Rostos de mulheres , com cabelos longos, jogados ao vento, olhar misterioso ,quase melancólico  e um detalhe muito interessante, uma enorme franja que cobria um dos olhos. Todos me perguntavam: - Mas  quem é ela? Eu respondia: - Ninguém. 

A franja cobrindo um olho era simplesmente o fato de eu não conseguir desenhar os dois olhos na mesma proporção. Sempre um olho ficava maior, outro mais baixo, e a solução que encontrei foi cobrir um dos olhos com uma enorme franja. Mas quem era a moça de labios carnudos, olhar melancólico e com uma franja enorme cobrindo parte de seu rosto?

No fundo eu sabia que aquela moça bellissima dos meus desenhos era eu, mas não queria confessar. Ela era bela demais, e eu nem me considero bonita. Também não sou feia, mas não chego a estar dentro dos padroes de beleza do nosso mundo moderno. 

Com o passar dos anos aprendi a desenhar os dois olhos de forma proporcional . Hoje dificilmente desenho rostos caolhos. Sabe-se lá como, mas aprendi também a fazer auto-retratos. 

Coincidência , indução mental ou resquicios de vidas passadas. Meu ultimo auto-retrato é caolho. Uma enorme franja cobre um dos olhos, e esta franja é real. Nunca quis deixar a franja crescer por achar que a minha testa era grande demais. Com a vida louca , sem tempo de ir ao cabeleireiro , meu cabelo cresceu e eu nem me dei conta. Tento jogar a franja de lado, para trás, prende-la . Ela è rebelde e sempre cobre o meu olho esquerdo. 

Imagens vindas de vidas passadas ou não. A moça de cabelos longos , olhar melancölico , labios carnudos e franja cobrindo parte do rosto , não tão bela quanto em meus desenhos passados. Era eu hoje. 


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Pulsações e paixões



Ontem tive um sonho, daqueles com enredo , a cores e sensações. No meu sonho eu estava apaixonada por um ator americano que agora esqueci o nome, mas ele se parece muito com uma ex-paixão que tive hã mais de 20 anos atràs. Confesso que entre as minhas dezenas de experiencias amorosas, eu só me apaixonei duas vezes, e estas foram no Brasil. 

No meu sonho eu era a potagonista de um apaixonado romance . Cada olhar, cada toque, cada beijo , era tão real. A sensação de estar apaixonada era muito clara, e quase saudosa. 

Nunca mais me apaixonei como nos velhos  tempos. E olha que os pretendentes foram muitos , mas ninguém que conseguisse despertar em mim aquela chama da paixão. Tal despertar independe de atitudes, conversas ou qualquer outro artificio externo. Ela simplesmente vem. Tal experiéncia é quase sempre individual. 

Quando estamos apaixonados, o olhar tem brilho, a pele tem viso, e até os nossos odores corporais mudam. Quando apaixonados, as 24 horas do dia são recheadas de desejos, de percepções extra-sensoriais, de sincronicidade e de uma dependência prazerosa,  fisica e emocional. Somos tomados por sensações que nos comandam à partir de um outro mecanismo que não està  no cérebro, està  nas artérias que bombeiam  o sangue pelo nosso corpo. 

Deve ser esta a compreensão sobre os espíritos da alma de Descartes ( paixóes da alma)  , que custei a entender. As paixões correm nas artérias  que percorrem o nosso corpo, provocando um mix de sensações que não podemos e nem sabemos como controlar. 

Aromas se sentem no ar. De repente, o ambiente em que estamos se torna mais perfumado, ou os nossos olfatos se tornam mais aguçados para certos aromas. Uma simples lembrança de um dado momento faz o coração palpitar, o olhar brilhar e um sorriso brotar bem no cantinho da boca. 

Ē tão infinitamente prazeroso estar apaixonado. Quem já provou desta emoção sabe que pela razão nunca iremos nos apaixonar. Não escolhemos por quem nos apaixonar, ela simplesmente vem. 

Ultimamente, aliás, hà anos , me restam apenas as minhas lembranças , os meus sonhos e suas sensações trazidas de algum lugar distante do passado. Seria tão mais fácil interessar-me por alguém e seguir em frente em um relacionamento se as minhas ações fossem movidas pela paixão. 

Sinto falta de simplesmente olhar para alguém  e me apaixonar por um belo par de olhos verdes, ou por um sorriso, sem nem me importar com o que vem depois. As vezes me pergunto , se as pessoas ē que estão muito desinteressantes, ou se sou eu que me tornei muito exigente e racional. Ou pior ainda, se a fase que estou passando ( idade madura) nos priva de alguma forma em encontrar beleza em olhares e sorrisos de pessoas maduras , transformando-as em pessoas pouco apaixonáveis. 

Não sei dizer ao certo. Só sei que sinto falta de estar em um estado de paixão, e isto depende muito daquilo que as minhas artérias compreendem. 

Sei que por vezes ( na maioria das vezes) posso aparentar ser fria e indiferente as reações alheias de emotividade. Tento compreender racionalmente o motivo , mas a resposta não vem. Nem poderia, as artérias não tem cérebro. 


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

E se não houvesse amanhã?



Hoje, por acaso, lendo as noticias do Brasil me deparei com o anúncio da morte de um ator , Domingos Montagner, que até então era desconhecido para mim. Hà anos já não acompanho mais a programação da tv aberta brasileira , assisto a apenas alguns programas atravēs de reproduções de canais do youtube. O cara morreu afogado no intervalo das gravações da novela "Velho Chico" , ou seja, foi uma fatalidade, um acaso. Nenhum indicio de problemas de saúde ou qualquer coisa que o estivesse levando aos seus ultimos dias do lado de cá. Ele estava apenas na hora de seu intervalo de trabalho e morreu. Simples assim. 

Claro que fui incuriosar o seu mapa astral, e aparentemente em termos gerais não observei nenhum aspecto que delatasse a possibilidade de ocorrer tal fato. Lembrando que sou leiga, apenas uma curiosa no assunto astrologia. 

Alguns mapas que visualizei de famosos davam indicios claros para qualquer leigo entender que as estrelas estavam fazendo um movimento tendencioso no momento de sua morte . Obviamente que um bom astrologo saberia identificar claramente os aspectos que regiam o momento de Domingos Montagner. E se ele soubesse de tais tendencias, talvez ele tivesse evitado entrar em águas profundas. 

Plutao aspectado na sua casa 8 , o mesmo transito pelo qual eu estou passando hà anos. Em questões praticas, este transito traz perdas de pessoas ligadas ao nosso convivio, ou a nossa propria morte. Ē um aspecto muito longo que vai norteando as inevitáveis ocorrencias da vida. Outro aspecto que me intrigou em seu mapa astral foi Netuno em oposição a Plutão, que pode ser classificado como morte por asfixia, ou seja, afogamento. Netuno ( mar) , Plutão ( profundezas, morte) . 

Para morrer basta estar vivo...e estar escrito nas  estrelas. Maktub. Não necessariamente viveremos dentro de uma estimativa ou expectativa de vida do homem moderno. O fim nem sempre é para os que chegaram primeiro. 

E se você acordasse hoje com a certeza de que não existiria mais um amanhã? 

Aquela canção de Renato Russo retrata bem como deveriamos agir todos os dias : - "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã". Porém viver a vida pensando que o amanhã não chegará é enlouquecedor. Ter a total consciência de que a vida tem um final também é perturbador. No minimo nos causaria ansiedade e angústia , ao perceber que metade de nossa vida já se foi e ainda queremos viver tantas coisas com a mesma juventude que já não tem mais volta. 

Queriamos ter amado mais, ter errado menos, ter estudado mais, ter viajado mais, ter contribuido mais. 

A vida é ( para mim) como uma empresa que nos é delegada por Deus , por um contrato invisivel e vitalício. Como iremos administra-la depende da capacidade gerencial de cada um. 

Exageradamente Capricorniana a minha visão da vida , eu sei. Mas a vida não deixa de ser a nossa empresa , o nosso  maior patrimônio. Tantas vezes nem administramos todos os setores da vida como se deve. Deixamos ao acaso, para o amanhã resolver. Sem nos darmos conta de que o amanhã pode simplesmente não existir. 



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Sei lá , se sou feliz ou infeliz



Trabalhando duro hà mais de 7 meses em turnos alternados aqui em terras nipônicas. Há dias que nem quero fazer mais nada a não ser dormir. Apesar da rotina estafante, dos japoneses com aquele jeito de ser totalmente rudimentar, e o trabalho que dobrou sem direito a aumento de salário, ainda posso me considerar uma felizarda. De certa forma , eu sempre consigo ( por bem ou por mal) , manipular as pessoas que convivem comigo no meu trabalho. Acho que os japoneses em geral odeiam o meu jeito de ser . Meio intransigente e respondona , mas acabam me respeitando, ou me suportando. Sei lá, sempre tem um que gosta. 

Meus dias tem sidos longos durante a jornada de trabalho e as horas de ócio pouquissimas. Tenho exatamente 3 horas e meia para cozinhar, tomar banho e estudar um pouco, antes de dormir. Não tem me restado tempo para mais absolutamente nada. Nem para pensar besteiras, e isto é ótimo!

Queria ter mais qualidade de vida, sair mais, me dedicar mais aos meus hobbys e passa-tempos , mas estou sem tempo até para querer. Então, não quero e está tudo certo. 

Meus contatos virtuais (em lingua estrangeira) tem reclamado da minha ausência . Eu não tenho tido tempo nem para perceber a minha ausência. 

Enfim, está tudo ruim. A vida não deveria ser assim , tão vegetativa. Ao mesmo tempo me sinto feliz por estar sendo produtiva. Todo o meu esforço tem um objetivo e aos poucos estou conseguindo alcança-lo  com uma certa tranquilidade. 

A solidão bate a minha porta todos os dias, e tem dias que me pego falando sozinha, de certa forma me preocupa esta situação, ao mesmo tempo, dou graças a Deus por não ter a obrigação de sociabilizar com ninguém quando estou na santa paz do meu pequeno apartamento. Os amigos virtuais sao otimos nestas  horas, só falo com quem quero e quando quero. 

É apenas um periodo, eu sei. Logo vai passar, e enquanto tiver que durar este periodo , assim será. Eu decidi que seria assim. Capricorniana. 

Escolhas, e se nós escolhemos , não há do que se arrepender. 

domingo, 11 de setembro de 2016

Seletividade excessiva




Quando vivemos fora da nossa zona de conforto, em um outro país, inseridos dentro de uma cultura com hábitos , mentalidade , leis e normas completamente diferentes daquelas as quais  estavamos acostumados, ocorre um fenômeno muito curioso. Aquilo que eu chamaria de exclusão social voluntária. 

Por mais que eu tente me inserir dentro da cultura e da forma de viver dos japoneses , chega um ponto que é quase que intransponível. Nem tanto pela lingua, creio que seja muito mais pela mentalidade local. O Japão é um país muito cheio de regras e convenções, o que dificulta muito a proximidade das pessoas, até mesmo entre eles. A falta de espontaneidade é uma coisa marcante aqui em terras nipônicas. Talvez eu só tenha percebido mais espontaneidade nos povos que habitam as ilhas de Okinawa. São um povo adorável e diferente de todo o Japão. 

Apesar de estar no momento vivendo em uma cidade onde existe uma concentração maior de brasileiros, eu tão pouco consigo me relacionar como eu gostaria. É uma coisa estranha. Aqui , ninguém te pergunta o que você fazia no Brasil, e quais as razões que nos motivaram em estar em terras nipônicas. Ē como se o seu passado não importasse mais. Igualmente, ninguem te pergunta como foi o seu dia de folga. Talvez porque os dias de folga aqui no Japão para nós brasileiros, seja um pouco tedioso. Na maioria das vezes é somente para descansar ou ir aos mesmos lugares de sempre, os mesmos amigos e parentes ( limitados) de sempre. Nenhum plano concreto para o futuro e muita, mas muita desinformação sobre a atual situação economica do Japão e do Brasil também. Algumas pessoas parecem literalmente caminhar no escuro, alheias a tudo que acontece no mundo. 

Eu tenho algumas boas amigas japonesas e outras peruanas. Amizades que cultivo hà anos, mas não consigo encontrar dentro de mim estimulos para estar com elas com mais frequência. A razão? Simples falta de interesse da minha parte. Os assuntos são sempre os mesmos, e eu estou sempre tendo que conduzir as conversas para que não fiquem repetitivas e chatas demais. 

Sinto muita falta de gente curiosa, de gente que faz planos e que me estimule de alguma forma a me auto-melhorar. Sinto falta de diálogos inteligentes , nem tanto no intelectual. Sinto falta de gente curiosa e corajosa a empreender algo novo. 

Eu poderia ir visitar minhas amigas nos meus dias de folga, mas me atenho a ficar em casa, em uma solidão voluntária. Claro que uma vez ou outra faço um esforço e as procuro, são imperfeitas, mas sao pessoas por quem tenho carinho e consideração. Acho que aos poucos estou aprendendo a respeitar as pessoas como elas são, apesar da minha tendência de querer muda-las ou de simplesmente me afastar delas. 

Reflexões de uma aprendiz de linguas



Quem já se comunicou em outras linguas deve ter percebido o quanto uma lingua é expressiva , enquanto outras nem tanto. 

Estou no começo , ou recomeço, do meu aprendizado da lingua inglesa, e por mais que eu me esforçe não consigo me identificar com esta lingua, muito menos com a cultura . Aos poucos, sempre me ocorre de me desanimar no meio do caminho. 

Para quem pretende aprender uma lingua estrangeira sozinho, sem frequentar cursos , é preciso existir uma real motivação, senão, simplesmente não rola. 

O meu motor de arranque no aprendizado do espanhol foi a sonoridade da lingua. Sempre amei cançōes em espanhol e queria poder compreende-las. Um espanhol bem pronunciado é muito bonito de se ouvir. 

Já no meu re-aprendizado de japonês, foi por pura necessidade. Me vi em terras nipônicas achando que eu me defenderia com o pouco que eu conhecia da lingua. Ledo engano. Sofri muito por não conseguir me comunicar corretamente , me defender, e me virar sozinha . Fui forçada a aprender o básico necessario para sobreviver em terras nipônicas. Ainda não sou fluente , e talvez eu nunca seja com relação a escrita japonesa ( kanjis) , mas o conhecimento que tenho da estrutura da lingua já me ajuda muito. Basta enriquecer o vocabulårio. 

O italiano creio que foi a lingua que mais me preencheu em todos os sentidos. O meu estimulo inicial foi a curiosidade misturada a uma certa frustração desafiadora. Tive alguns problemas de comunicação que me causaram um grande mal estar no passado e queria não ter mais que passar por isto. Aos poucos este estimulo inicial se transformou em paixão. Paixão pela lingua, pela riqueza cultural e pela mentalidade. 

De todas as linguas que aprendi , sem duvida alguma , a italiana é a mais rica e mais expressiva. Não sei dizer se é apenas uma caracteristica da lingua , ou se isto se justificaria pela expressividade natural de seus nativos. Italianos são exageradamente expressivos , e como se não bastassem as palavras que já são carregadas de uma expressividade incomparável, eles ainda são os mestres das expressões gestuais.

Tento encontrar esta mesma expressividade no meu estudo da lingua inglesa. Afinal de contas , o inglês  é a única lingua de comunicação mundial. Apesar do esforço não encontro nesta lingua a mesma expressividade e força que encontrei na lingua italiana. Seria pelo fato do inglês ter origens germânicas?

Quando começei a curiosar sobre a lingua alemã, encontrei algumas similitudes com a inglesa . Dizem que, quando uma pessoa conhece a estrutura da lingua inglesa , ela com certeza terá mais sucesso no aprendizado do alemão. De fato! São duas linguas muito frias e que não podem ser traduzidas ao pé da letra. 

Não consigo perceber e nem tão pouco exprimir em poucas palavras expressões empáticas quando me comunico com algum nativo de lingua inglesa. Obviamente que a minha falta de conhecimento da lingua contribui para tal, mas não é o que ocorreu no inicio do meu aprendizado da lingua italiana, que aliás gramaticamente é muito mais complexa do que a lingua inglesa. 

Talvez a facilidade em aprender linguas derivadas do latim tenha relação com similitudes linguisticas, mas eu particularmente penso que esta facilidade seja pelo fato das linguas originarias do latim serem mais carregadas de emoção em relação as outras. O japonês por exemplo , não carrega emoção alguma. É como se a expressão ( em palavras) de emoções estivessem sintetizadas, sem muita profundidade. 

Percebo que, para se comunicar em linguas diversas ē preciso não apenas esquecer da nossa lingua madre e seus vicios, mas ao mesmo tempo esquecer de quem somos. 

domingo, 4 de setembro de 2016

Envelhecer ou amadurecer


Hoje me deu vontade de refletir sobre pessoas comuns e a passagem do tempo. Ou seja, a minha visão sobre amadurecimento. 

Quando falamos em amadurecer uma fruta , é imprescindivel acrescentar a este processo o seu tempo de maturação , não é mesmo? Cada fruta tem o seu tempo, porém existe um processo natural que deve ser respeitado. 

Pois é, mas quando se trata de amadurecimento da mentalidade do ser humano, este tem vários processos que não seguem uma regra ùnica . Por vezes , este processo não acontece nunca. 

Hà aqueles que se apegam a modelos sociais e vão envelhecendo conforme a idade. Eu disse "envelhecendo" , o que é diferente de maturação. Tambem existem aqueles que não se apegam a padrões sociais e continuam verdes por toda a vida. Dá pra colher uma fruta verde? Não dá né!

Existe uma forma popular de amadurecer frutas ( idéia de nossas avós) que é abafando-as em papel pardo , ou jornal. Este processo parece amadurecer algumas frutas em até 3 dias. E dá pra fazer o mesmo processo com uma pessoa que ainda está verde apesar da passagem do tempo? Não dá pra envolve-la em um papel pardo e esperar que ela amadureça naturalmente né. 

Para nós seres pensantes de carne e osso, este processo é bem particular e individual, depende muito da vivência , e principalmente da inteligência de cada um. Se a pessoa ignora as suas reais necessidades em seu particular processo de maturação mental , ela tanto pode "envelhecer" e literalmente cair podre do galho de uma árvore, como também pode manter-se verde por  demasiado tempo e se tornar em uma fruta inconsumível. As duas frutas, tanto a podre quanto a verde são inconsumíveis. Né ,não?

Chegar ao cume de seus 50 anos de idade e deixar-se envelhecer mentalmente e fisicamente pela pressão da sociedade ou por pura falta de amor próprio é algo que vejo acontecer frequentemente com pessoas nesta fase tão critica. O processo é critico e letal. Em poucos anos , começam a perder os sonhos, o gosto pela aventura, o prazer de acordar as 5:00 da manhã para simplesmente apreciar o nascer do sol. Perdem-se interesses , e aquela curiosidade que antes era excitante fica esquecida em algum velho baú cheio de poeira e teias de aranha. 

O inverso deste processo de envelhecimento também é verdadeiro. São aquelas pessoas que não crescem nunca, as tais vitimas das circunstâncias ou simplesmente acomodadas mentalmente e que não querem em absoluto amadurecer porque amadurecimento tem muita relação com compromissos e responsabilidades individuais. 

Amadurecer de forma saudável e equilibrada tem  muito mais sentido quando o processo é mental e não físico, ou cronológico. É assim que deveria ser sempre o processo de maturação humana, de dentro para fora. Tudo aquilo que a mente cria o corpo absorve e transmuta para o ambiente que vivemos. 

Ser velho demais ou ser infantil demais tem muita relação com a nossa capacidade mental de entender tais processos. 


E como dizia o grande poeta ( para mim um filósofo) Mario Quintana: 
" Não faças da tua vida um rascunho.
Poderás não ter tempo de passá-la a limpo." 

E isto serve para os que envelhecem rápido demais , e para aqueles que demoram demais a maturar em seus processos. 


domingo, 28 de agosto de 2016

Sonhos



Acredito que tudo aquilo que queremos na vida vem impulsionado pelos nossos sonhos. Para os mais praticos e objetivos podemos dizer que são metas de vida. Apesar de ser uma pessoa sempre com os pés bem firmes no chão sou uma grande sonhadora. A diferença entre mim e algumas pessoas do meu convivio é que elas apenas sonham e nada fazem para concretiza-los. Para mim, sonhos devem ser palpáveis por mais que pareçam absurdos e distantes. 

O problema está em por onde e como começar a plantar a sementinha dos nossos sonhos. Até para sonhar é preciso planejar uma estratégia. No momento em que estivermos totalmente envolvidos com esta nova possibilidade o universo começa a conspirar a  nosso favor. Aproveitar os sinais que o universo nos envia é o ponto da estrategia de realizar sonhos. Não se realizam sonhos por um passe de magica se nao estamos envolvidos emocionalmente e determinados a alcançar algum resultado, por mais distante que esteja de nossa realidade atual. 

Quer realizar a viagem de seus sonhos? 

Começe a poupar. Mesmo que demore muitos anos. 

Quer viver em outro país e não sabe como? 

Comece a procurar trabalhos no exterior , intercambio, amizades virtuais , pesquise sobre pessoas que trabalharam no exterior por contratos temporarios. Estude a lingua e a cultura do paîs de interesse. Pode demorar anos, alguma porta se abrirá. 

Sonhos não tem prazo de validade. Basta ter foco e não perder os sinais ( oportunidades), que o universo nos apresenta. 

Acredite , aposte naquele cara que te mandou um convite para o facebook lá das aràbias, do Hawaii, da Cochinchina. Pode ser um sinal, por mais absurdo que pareça aos olhos dos mais céticos. Não ignore e nem desperdiçe os sinais por falta de fé . 

Um sonhador não é um covarde que se apega ao seu status quo, a sua zona  de conforto. Um sonhador é acima de tudo corajoso. Ele se arrisca e assume as consequências. Sim, sonhos também possuem consequências para o bem e para o desastroso. 

Ninguém disse que todos os sonhos devem ter um final feliz. Não  é uma novela , um conto de fadas que tem começo, meio e fim. É bem mais parecido com uma estrada sinuosa cheia de paradas , de descobertas , e de uma realização pessoal muito intima.  

Sonhos independem de resultados. É a nossa real capacidade de materializar nossos pensamentos. 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Vida virtual



Começeia a usar a internet por não ter o que fazer nas minhas folgas durante as madrugadas aqui em terras nipônicas. Na ēpoca nem sabia usar o wimdows 6 e acabei por perder meu notebook pra milhōes de vírus. 

Aprendi a usar sites de relacionamentos. Conheci muita gente interessante que jamais teria a oportunidade de conhecer se não fosse virtualmente. Mantenho ainda algumas amizades. Alguns ex-amores que por um curto periodo de tempo estiveram fora da virtualidade. 

Naquela época não era considerado normal uma pessoa que usasse a internet  ou o social media por mais de duas horas por dia. Poderiam ser classificados de maníacos ou solitários pisicóticos cibernéticos. Quem dirá quem se relacionasse virtualmente . 

Hoje o conceito mudou muito sobre o uso da internet e das redes sociais. O mundo tem se comunicado muito mais e aquele preconceito sobre os usuários de social media parece ter caido consideravelmente. O problema agora é identificar quem é "normal" e quem é insano. Posto que, agora todas as pessoas "normais " e "anormais" usam indiscriminadamente   as redes sociais. 

Então como  identificar um "maluco total" , ou um pisicopáta  na internet? 

E a resposta é: - não sei!

Algumas pessoas logo na primeira semana de conversas já emitem alguns sinais de anormalidade em vários graus. Carência excessiva ou uma certa tensão nervosa ao se expressar que pode ser percebida à distância em um chat. Também existem aquelas que sò de olhar a foto do perfil delas dá vontade de sair correndo. São os carrancudos virtuais, com cara de bad boy , ou serial killer. Sem falar naqueles  que logo de cara querem o seu telefone, sendo que você mora a 10.000 milhas de distância. Estes também  me assustam bastante. 

Eu chato com muitas pessoas de vários países , portanto, é dificil distinguir quem é um pisicopata de uma pessoa normal que está apenas passando por uma fase dificil . Seria preciso no minimo conhecer um pouco sobre a cultura de cada país. Os italianos por exemplo , já não são mais misterio para mim. 

Mas vai falar com alguém de Lokossa ? Onde fica isso? Em Benin. Onde?

Não temos meios para julgar se uma pessoa que chata lá de Lokossa é uma pessoa normal dentro de padrões pre-estabelecidos em uma cultura ocidental. Melhor evitar maiores intimidades com um lokossanente , ou lokossanês?Sei là como raios se define quem nasce em Lokossa!

Relacionamentos virtuais sempre pecam na subjetividade . Por vezes nós somos subjetivos demais por não nos expressarmos com facilidade em chats , ou até mesmo em alguma lingua diversa. Por mais que tratemos de ser educados e cuidadosos com as nossas palavras em um chat, elas serão interpretadas por uma pessoa de uma cultura totalmente diferente. E aí é que mora o perigo. 

Não há como se comunicar de forma consistente e real com pessoas de outras culturas em uma outra lingua quando não existe uma empatia, um feelling natural. E mesmo assim, ainda confudimos um pai de familia à um serial killer e vice-versa. 

Nestes meus mais de 10 anos conhecendo pessoas do mundo todo . Fico aqui pensando qual a imagem que eu passo para cada um deles...? 

Uma nova lingua




Sempre digo que o nosso universo é do tamanho das linguas que dominamos. Desta vez, espero não me desanimar em estudar inglês. 
Na realidade demorei a começar por preguiça, falta de motivação e etc. De repente , quando eu soube que o Japão sediaria as Olimpiadas de 2020, me veio uma luz. Aqui no Japão são pouquissimas as pessoas que dominam o inglês, e seria  uma grande oportunidade para mim se eu melhorasse o meu japonês e aprendesse o ingles. 

Nem sei se vou estar aqui ainda em 2020, ou se vou estar viva pra contar a historia, são quatro anos à  frente. Mas não importa, aquilo que importa é a motivação do momento. 

Muitos chats em inglês no Interpals ( site de amizades) , muitos chatos do match.com. Não importa! Tudo é valido para para interagir com esta nova lingua. 

Já começo a entender alguns texto no contexto geral. Tambem estou muito mais  rapida para passar as fases do Duolinguo. Sempre que posso assisto alguns videos do youtube em ingles com frases mais usadas , ouço musicas e tenho traduzir. E assim vai, mais uma porta que se abre neste mundão de linguas e culturas diversas. Sabe-se lá onde vou findar? No meu aprendizado de italiano eu fui parar na Italia. 

Well, well, estou muito animada com meus estudos. Foram duas semanas trancada dentro de casa praticando e me familiarizando com esta nova lingua. 

Espero poder contar aqui um dia  as historias que vivi apenas por abrir mais esta porta. Se eu pudesse eu falaria mil linguas. 

It's Great!!

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Querer nem sempre é poder , e vice-versa.



Hoje fiquei pensando naquelas coisas que tanto desejamos na vida: dinheiro, um amor para sempre, uma vida profissional e familiar plena. Bem, nem sempre as coisas funcionam como queremos , ou até podemos, mas nem sempre queremos . Vou explicar melhor.

Somos em grande parte movidos por aquilo que a sociedade nos dita, ou seja, de certa forma fomos condicionados a viver dentro de um padrão social, e quando somos um pouco diferentes deste padrão, a vida começa a nos cobrar atitudes mais coerentes com o curso " normal" da vida. 

Casar, ter filhos, construir um lar , progredir de alguma forma, seja no pessoal ou no profissional. É muito bonito ver alguém que tem o sonho de constituir familia, ou que se dedica arduamente a sua profissão. São pessoas focadas naquilo que elas querem para suas vidas. 

Mas e quando não queremos mais nada disso?

Ha momentos na vida que queremos apenas viver, sem a obrigação de chegar a algum lugar. Claro que pensar desta maneira aos 20 anos de idade seria preocupante . E quando já passamos da idade das descobertas e sabemos muito bem aquilo que não queremos?

Poder nem sempre é querer. Este é o lema que tem regido a minha vida nos últimos anos, depois que aprendi a me conhecer melhor e a me despir de condicionamentos adquiridos na infância e na adolescência. 

Posso afirmar que hoje sou verdadeiramente o que sou e não faço nenhuma questão de me esconder detras de um rótulo qualquer. 

Tive na vida inúmeras oportunidades para casar , também para realizar alguns projetos profissionais , até mesmo aqui em terras nipônicas , mas não aceitei. Eu poderia, mas no fundo eu não queria. 

Em parte foi por pura insegurança. Como abraçar com paixão e dedicação aquilo que você não quer, ou não gosta?

A questão de casamentos. Não gosto da idéia de viver uma união convencional, mesmo sendo eu uma pessoa bem tradicional em vários aspectos da vida. Sou Capricorniana . Daí a minha dificuldade em encontrar aquela pessoa certa que aceite a minha forma de pensar em relação a uniōes afetivas. 

Objetivos profissionais, não são prioridade para mim neste momento. O meu sonho de adolescência era pequeno. Queria trabalhar em um Shopping center. Realizei meu sonho quando fui convidada a gerenciar duas lojas em dois grandes Shopping centers de São Paulo. Me senti feliz e realizada, mas o sonho já passou . Foi um periodo de muita satisfação profissional. 

Hoje a minha consciencia mudou, quero apenas viver aquilo que posso , sem ter que me violentar . Soa um pouco de comodismo , eu sei. Cansei de me violentar para receber aplausos. 

Tenho sede de vida, de gente que pense igual, cada qual  com a sua historia. Gente que compreenda que nem sempre queremos aquilo que podemos. 



Melhor não ter ...



Tive uma amiga no passado. Ela era simplesmente linda. Parecia a Barbie em pessoa, olhos azuis, dentes branquissimos, lourissima e muito vaidosa . Ela teve mil homens aos seus pés, carrões do ano, casa de campo, e tudo mais que a beleza pode atrair . Quase todos os seus bens foram presentes de seus relacionamentos. Me lembro que ela teve dois carros em um certo periodo. A pickup era muito grande para ela dirigir na cidade e seu namorado ( amante) lhe deu de presente um carro menor. Então ela dirigia a pickup para ir à chacara ( presente dele) , e deixava o carro no restaurante de sua propriedade ( presente do mesmo amante). Ela trocava de carro como quem trocava de sapatos. 

Vivia uma vida de luxo a minha amiga Barbie .

Hà alguns meses atràs a sua filha menor me encontrou no facebook. Ela tinha apenas 8 anos quando a vi pela ultima vez, hoje é casada e espera um bebê. O tempo passou. Nunca perguntei a ela sobre a sua maē. Era uma amizade antiga e superficial, ao menos para mim. 

Ouvi dizer que ela estava sozinha ,trabalhando como caixa em uma casa noturna. E pensar que ela já foi dona ( seu ex-marido) de uma das casas noturnas mais baladas de São Paulo. 

Recentemente vi uma foto da minha amiga Barbie em um dos posts de sua filha. A Barbie engordou muito e de nada lembrava aquela  boneca humana, sentada  no chão de sua casa no suburbio de Osasco . As roupas não eram mais de ultima moda. Ela  vestia um moleton, uma calça jeans e um par de tenis. 

É incrivel como a sua vida deu uma guinada de 360 graus nos ultimos tempos. Ela simplesmente perdeu tudo o que tinha de bens materiais e voltou a ser pobre. Ela tinha uma vida muito dificil antes de se casar .  Desfrutou  de todo luxo que o dinheiro poderia comprar. 

Hoje vendo-a  naquela foto , sentada no chão de uma casa qualquer , me sinto alivada por nunca ter tido nada. 


sábado, 20 de agosto de 2016

Coração Brasileiro




De tantas idas e vindas , já me esqueci que sou brasileira. Viver fora do nosso país por muitos anos nos fazem esquecer de onde viemos. Ainda mais quando o país estrangeiro que vivemos tem uma ligação sanguinea com nossos antepassados. No meu caso o Japão.

Ainda estou vivendo provisoriamente em um alojamento , porisso , nem televisão eu comprei. As vezes faz falta, às vezes não. São poucos os programas japoneses que eu assisto por aqui. 

Perdi todas as partidas de futebol do Brasil nas Olimpiadas, e pra dizer a verdade, nem estava muito interessada. 

Ontem , por curiosidade fui procurar alguns videos no youtube sobre a final do Brasil contra a Alemanha. Alguns videos nem tinha, audio e assisti apenas o final da partida , os penaltys. 

E não é que me arrepiei toda ao ver Neymar marcar o ultimo penalty?

Todas as vezes que assisto o Brasil competindo no futebol é assim. Me arrepio, choro , e a emoção toma conta de mim. 

É nestas horas que eu lembro que o meu coração é verde e amarelo. Que eu nasci em Mogi das Cruzes , assim como o nosso garoto de ouro Neymar. 

O Brasil tem nos decepcionado em muitos aspectos, e talvez esta grande nação ainda adormecida em berço esplendido , nunca seja uma grande potência do primeiro mundo. Mas o samba no pé  e o futebol, ahhhh neste quesito   ninguém nos tira o titulo . 

Orgulho de ser brasileira.