quarta-feira, 24 de julho de 2013

O melhor amigo do homem



Nestes  últimos dias tenho dormido muito bem e  profundamente , graças aos meus tampões de ouvido. Sonho quase todos os dias, ou melhor dizer, consigo me lembrar dos sonhos da noite passada e ainda perceber emoções nelas contidas com uma força tão real  que nem fora dos meus sonhos tive um dia  a oportunidade de vivenciar. 

Não me lembro de detalhes do meu sonho de hoje. Só me lembro da sensação: Amor . 
No meu sonho eu tinha uma cachorrinha e a havia perdido nas ruas. Procurei desesperadamente por ela até encontra- la sã e salva em uma residência que lhe deu acolhida. 

O momento do reencontro foi algo cinematogråfico , em camera lenta, corações pulsando, lågrimas que não paravam de escorrer  e finalmente o aconchego do abraço e os pulos de felicidade . 
Quem vive ou jà  viveu emoções  assim em sua vida, proporcionadas pelo seu " melhor amigo" , pode se considerar um felizardo por poder provar sensações tão puras. 

Mas por que é tão fácil amar à estes bichinhos e ser correspondido na mesma proporção ?
Porque caēs não pensam, apenas sentem. 

Um cão nunca vai te trair? Trai sim. Já fui trocada por outras pessoas dentro da minha própria casa. Mas a diferença é que eles sempre irão saber diferenciar o seu dono dos outros, e nós sempre os perdoaremos por estes " deslizes" . 

Eles nunca esperam nada de nós? Grande engano. Os caēs assim como nós seres humanos tem lá as suas expectativas na vida : um ossinho, um prato de ração com um molhinho diferente, um passeio no parque e um afago. Duvido que algum cão se apaixonaria por você se você apenas desse carinho e se esquecesse do estômago dele. Ele ama a quem o alimenta e protege. 

Mas se caēs também tem lá as suas expectativas e de vez em quando nos trocam por um osso novo, qual a fórmula deste amor tão  incondicional que funciona perfeitamente para o seu cão e o seu dono?

A resposta està  em uma simples palavra que muitas vezes nós seres humanos a julgamos ultrapassada para os dias de hoje: Lealdade. 


Hatiko  era o fiel cão de Eisaburo Ueno, um professor universitário japonês da  dècada de 30, que veio a falecer acometido por um ataque cardíaco. Hatiko continuou fielmente a espera-lo na estação de Shibuya - Toquio, mesmo após a sua morte durante toda a sua vida. 
Em homenagem a esta lealdade entre  o homem e seu " melhor amigo, uma estátua de Hatiko foi erguida na saída da estação de Shibuya. 

Um comentário:

Irene Deroldo disse...

Eu sempre amei está história, acho lindo o amor dos animais pena que o ser humano não tem capacidade pra amar assim de uma forma tão mágica.