quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O retorno de Jedai part III...

Ontem foi o meu primeiro dia de trabalho aqui na terrinha dos samurais, após um mês de licença ,e como sempre os meus colegas de trabalho e todos os meus chefes japoneses me receberam muito bem. Nessas horas eu penso que tenho sido um pouco injusta e ingrata com a raça, sangue del mio sangue. Sempre generalizei a japonesada como uma raça fria , sem sentimentos , insensíveis e machistas mas na verdade essa imagem que eu tinha dos japoneses tem uma certa raiz que vem lá da minha infância. Talvez a imagem que criei dentro da minha cabeça seja meramente uma herança paternal. Enfim, não se pode nunca generalizar.
Uma coisa é fato, o japonês (aquele legítimo) é muito desconfiado mas quando conseguimos conquistar a confiança deles normalmente são muito gentis e prestativos. O difícil é ter esse feelling natural com eles, mas nada é impossível nessa vida.
Além dos meus chefes que me receberam muito bem, alguns até me abraçaram.Coisa pouco usual entre eles. Mas tem uma certa figurinha lá que me intriga desde o ano passado. Um certo japonês alto( 1,80) bonito (coisa rara) com cara de mestiço , super simpático e falante que está sempre muito interessado em saber aonde estou, pra onde eu vou , com quem eu vou , se eu volto, ou se não volto mais. Ele ficou tão feliz, mas tão feliz com o meu retorno que dá pra desconfiar.Coisa estranha não?
Se fosse outro acho que me sentiria incomodada e perseguida, mas dessa vez vou dar um crédito a japonesada sangue del mio sangue. Afinal, não é sempre que um engenheiro japonês(tenho uma queda por engenheiros) pós graduado em Tokyo , inteligente, bonito e 16 anos mais novo mostra algum interesse por uma velhinha estrangeira em plena crise da meia idade.
Sempre digo que em terras estrangeiras é imprescindível ter um aliado nativo.As coisas se tornam muito mais fáceis para a nossa sobrevivência em um país estrangeiro.Tá aí, um bom aliado.Por enquanto...
E pra falar a verdade, os japoneses jovens de hoje em dia são muito diferentes daquele tipo japonês antigo pós guerra que eu tanto abomino. E digo mais, cheguei a conclusão de que não é tanto a raça e a cultura local que faz a diferença , mas a sua juventude...
Havia me esquecido do quanto os jovens de 20 e poucos anos são dóceis, sensíveis , quase tímidos , cheios de sonhos e com poucos traumas .
Ano Novo gente nova...e de mentalidade jovem.
Ahhh como é bella la juventù...:-)

Um comentário:

daniela disse...

Fico pensando se um dia o retorno vai se chamar "paulistana"...