sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Auto-indulgencia total e reflexões


Já são mais de 8:00 pm , e eu ainda não fiz nada. Deveria ter saido hoje para fazer compras no mercado, mas e a coragem de enfrentar este frio?
Ao invés de sair , me mover e fazer as minhas obrigações do lar, cá estou eu sentada na frente do meu netbook , escrevendo sobre as minhas impressões . Ainda com a internet à meia-boca. Não resolvi  o problema da minha net ainda por falta de saco para tentar me fazer entender em japonês . Auto-indulgencia total mesmo!
Mas se tem uma coisa que eu gosto de fazer é escrever sobre qualquer "idiotice" que me venha a cabeça. Me ajuda muito a organizar os pensamentos e a reflexionar sobre vários pontos da minha compreensão sobre a vida. Perco horas à fio escrevendo. Me acalma. Nem sempre publico aquilo que escrevo, mas guardo todos os meus textos em um arquivo à parte. Coisas impublicáveis , direi, por serem idiotas demais ou particulares demais.
Às vezes penso que não faço parte deste mundo. Aquilo que vivo por força das circunstâncias e aquilo que realmente é importante para mim estão sempre em contradição , e o meio que encontrei para desaguar este segundo mundo (interno) que existe em mim foi começar a escrever sobre as minhas impressões.
Todo mundo possui um mundo interno que por muitas vezes não se exterioriza por falta de ter com quem compartilha-lo. Na verdade eu penso que este mundo invisível não é para ser compartilhado com palavras e nem tão pouco com grandes debates inúteis. É para ser sentido, entre iguais, sem a necessidade de palavras. Quanto mais se fala, mais se perde dentro do assunto. O invisível não pode ser descrito. Você consegue descrever Deus? É mais ou menos isso.
Uma vez li que a previsão dos mayas para o fim do mundo , não seria o fim, mas  o começo de uma nova era. Uma nova era aonde o ser humano começaria a ser capaz de enxergar o invisível. Claro que esta é apenas mais uma das muitas interpretações para o fim do mundo. Mas se isto for verdade, seria uma maravilha. Viver em um mundo aonde o ser humano tenha plena consciência de sua existência tanto no aspecto mundano quanto no aspecto mais elevado da ordem divina seria bom demais. Quando falo em divindade não falo de religião ou crenças, falo da comprensão individual de cada ser da necessidade de cultivar também uma vida interna equilibrada. Estou na fila.

Nenhum comentário: